Opiniões executivas

11 March 2015

Ron DeFeo, presidente y CEO de Terex, se refiere a qué pasará este año con la compañía y la industri

Ron DeFeo, presidente y CEO de Terex, se refiere a qué pasará este año con la compañía y la industria de equipos de construcción como un todo

Olhando para trás, 2014 foi um ano muito mais difícil do que muitos haviam previsto no início do exercício. Isso valeu para a Terex, entre muitos outros, que viram seu faturamento caindo a partir da metade do ano em diante, algo muito diferente do que se esperava.

Nesse contexto, uma das perguntas que devem ser feitas é por que afinal 2014 não trouxe os resultados esperados originalmente, e no caso da Terex, especialmente no setor de guindastes, um dos seus pontos fortes.

“Sem dúvida todos somos homens de negócios e otimistas de coração, e em certos momentos nosso otimismo vai além do realismo”, afirma Ron DeFeo, presidente e CEO da Terex. “Creio que os mercados finais não estão crescendo. Há suficiente trabalho para manter o atual nível de equipamento bem utilizado, mas a construção não residencial, que é o principal demandante de guindastes, se mantém num nível relativamente baixo”.

“A cautela contribui para preocupações de confiança, e não se investem grandes capitais em ativos quando se têm preocupações em relação ao futuro. A boa notícia é que nossos clientes são inteligentes. Seu equipamento é altamente utilizado, os valores estão crescendo e em algum momento necessitarão mais máquinas”, afirma o executivo.

Outro forte indutor de crescimento é a antiguidade, e os guindastes duram muito tempo. Não obstante, segundo Ron DeFeo, a substituição do guindaste pode ser adiada, mas não esquecida. “Nossa visão é de que veremos um mercado melhor em 2015 e que ele será ainda mais forte em 2016. Mas o melhor para todos nós é planejar em um cenário mais conservador, o que significa um crescimento pequeno ou nulo”, adverte ele.

Isso, claro, leva a outra pergunta: o que é necessário para que os mercados dos Estados Unidos e outras partes comecem a se mexer de novo?

“Precisamos de um crescimento maior do PIB, que é o que move as decisões de investimento. Tenho confiança de que o atual preço do petróleo atuará como um redutor de impostos e estímulo para a economia. Mesmo que estejamos no setor de fabricação, precisamos lembrar que mais de dois terços da economia dos Estados Unidos se baseiam em serviços e clientes. Havendo dinheiro em seus bolsos, a história mostra que o gasto vai crescer”, analisa o CEO da Terex.

“Isso, mais para a frente, se revelará na economia e o PIB crescerá, o que vai aumentar o desejo das pessoas de investir em eletrodomésticos, moradia etc. É historicamente previsível que sem um crescimento de entre 3% e 4% do PIB a economia norte-americana vai enfraquecer, e a renda da classe média continuará ameaçada”, diz.

Com esta análise em mente, a indústria necessita de uma visão de mais longo prazo, mas que ela seja acompanhada de algum grau de coragem política. “Em relação a nossa infraestrutura doméstica, não estou convencido de que veremos muito disso. Mas precisaríamos. A Highway Bill que foi estabelecida por alguns anos está muito subfinanciada. O imposto sobre combustíveis, ou tarifa do usuário, de US$ 0,184 por galão (cerca de US$ 0,05 por litro) não aumenta desde 1993”, comenta.

“Os preços mais baixos do combustível apresentam uma oportunidade. O valor do galão está US$ 1 mais baixo e pode-se pensar que este seria o momento adequado para pedir aos clientes, a você e a mim, pagar US$ 0,15 a mais pelo galão para contribuir com melhores rodovias, pontes e infraestrutura em geral. Não há melhor momento do que agora para fazê-lo. A Highway Bill foi historicamente uma iniciativa bipartidária, de maneira que espero que o novo Congresso a trate dessa forma. Mas já tive esperanças antes e me decepcionei”, conta Ron DeFeo.

O alto executivo da Terex tampouco espera um desempenho espetacular dos mercados de equipamento para além das fronteiras dos Estados Unidos. “Como um todo, espero um mercado relativamente plano. Não com muito crescimento, mas com alguns ‘bolsões’ de força no Reino Unido e na América do Norte. Quem sabe, na Índia também. Haverá substanciais ‘bolsões’ de fraqueza na América Latina, Rússia e partes da Europa, e resultados mistos na China. Em resumo, ainda não é um mercado ruim, mas não é o mercado orientado ao crescimento que todos gostaríamos de ver”, conclui.

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