Novas formas

By Fausto Oliveira05 November 2015

Falswork

Falswork

Dar forma a uma construção é um dos maiores desafios da atividade. Um descuido nos cálculos pode trazer problemas estéticos e até estruturais após a secagem do concreto.

Engenheiros não costumam errar nos cálculos estruturais, e os técnicos em edificações sabem fazer os moldes tradicionais usando as formas. Mas os arquitetos têm imaginação estrutural livre, o que leva à criação de interessantes formas irregulares, muitas vezes difíceis de moldar com concreto. Por outro lado, muitas grandes obras exigem perfis e moldes de concreto não convencionais.

Consequentemente, as inovações no setor de escoramento e formas vão rumo à flexibilidade. A ideia das empresas provedoras é oferecer cada vez mais possibilidades de montar e desmontar os moldes e permitir formatos diferentes e inovadores.

E assim como os demais setores da indústria, o de escoramento e formas se preocupa com a economia de tempo e capital. A oferta do setor vai na direção de materiais mais leves, sistemas de montagem mais dinâmicos, versáteis e capazes de moldar quaisquer formas que se apresentem.

Edifícios culturais

A construção de museus, centros culturais e outros tipos de edifícios que se relacionam com o mundo das artes é, geralmente, um desafio construtivo. É especialmente nestas obras que os arquitetos liberam a imaginação e colocam uma assinatura mais pessoal. O resultado de seus projetos é, em geral, uma forma de construção mais complexa e atual, destinada a deixar uma marca na cidade onde é construída.

Um exemplo é a nova sede do Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro, uma estrutura que atualmente se encontra em construção. Esse museu é responsável por guardar parte dos arquivos de música e cinema do país, e sua antiga sede no centro estava em más condições. Nesta obra, projeto do escritório Diller Sofidio + Renfro, a construtora Rio Verde utilizou os sistemas de escoramento do fabricante alemão Peri para dar a forma projetada.

Para a construção, estão sendo utilizados o sistema Vario GT 24, que é a solução da Peri para escoramento de colunas e seções transversais, e o Multiflex, que serve para o escoramento de lajes, pisos horizontais e outros.

Devido às formas especiais apresentadas pelos arquitetos, a Peri Brasil teve que colocar em ação sua unidade de produção de moldes especiais em São Paulo, o que garantiu que a Vario GT 24 pudesse moldar o novo MIS conforme o projeto da Diller Sofidio + Renfro.

Túneis

A construção de túneis é um problema especial de engenharia. A perfuração em si obriga as construtoras a constantemente adotar as gigantescas e caras tunnel boring machines. Mas a verdade é que a abertura do subsolo é apenas o começo do trabalho.

A perfuração de túneis também demanda os provedores de soluções de escoramento e formas, para moldar a estrutura responsável pela sustentação da camada de subsolo entre o túnel e a superfície.

A brasileira Mills é uma especialista em formas para este tipo de obra. Entre suas várias soluções para o setor de escoramento e formas, está o SM Mills (a sigla é referente a Sistema Modular). O grande diferencial do SM Mills é que ele é capaz de unir o suporte vertical com a moldagem horizontais num só equipamento. Assim, com equipamentos auxiliares de movimentação, o conjunto modular se move depois da concretagem, sem a necessidade de desmontar o sistema.

Sua combinação de perfis metálicos permite a adaptação a diferentes geometrias, sendo ideal para seções repetitivas, tais como túneis, tubulações de sucção de hidroelétricas, galerias subterrâneas, lajes inclinadas e outras.

Como referência no mercado de soluções de engenharia no Brasil, a Mills participa em uma extensa variedade de projetos de infraestrutura pesada no país. Um exemplo de aplicação atual de seu sistema SM é a construção da linha 5 do metrô de São Paulo, onde seu trabalho começa exatamente após a passagem da tunnel boring machine, completando o túnel e permitindo a disposição do concreto.

O provedor espanhol Alsina, que tem forte presença em países hispano-americanos, também participa da construção de infraestrutura de túneis na região. Recentemente, a empresa colocou algumas de suas soluções à prova na Colômbia, onde os investimentos rodoviários e a topografia exigem das empreiteiras uma boa capacidade para construir túneis.

Assim foi com o caso do Túnel Loboguerrero, obra realizada pelo Consórcio ECC e que conecta a cidade de Cali com o porto de Buenaventura, o principal da Colômbia. Nela, a Alsina proveu o sistema de forma auto-deslocável de sua parceira espanhola Rubrica, empresa especializada em túneis – este também movimentado por um carro hidráulico lateralmente deslizante. Ali, as empreiteiras fizeram dois moldes de sete metros separadamente, e o sistema foi capaz de superar o desafio de inclinações de até 7%.

Também na Colômbia, a italiana CIFA participou da construção de um importante túnel, o 6A na rodovia Bogotá-Villavicencio, que tem extensão de 4,3 quilômetros e é o mais extenso dos 19 túneis com que compunham este projeto rodoviário.

A CIFA proveu a seu cliente consorciado Dragadis – Concay um sistema também de forma auto-deslocável com 12 metros de largura, e composto por oito anéis de 1,5 metro cada, aparafusados. A colocação do concreto se realizou com mais agilidade devido à aplicação do equipamento CIFA.

Doka ganha mercado no Perú

A provedora mundial de soluções de escoramento e formas Doka, que está presente em mais de 70 países do mundo e que conta com operações em países da América Latina como Brasil, México, Chile e Peru, está ganhando muito mercado neste último.

Recentemente a companhia foi escolhida pela construtora Cosapi, uma das mais importantes do Peru, para apoiar a obra da nova sede do Banco da Nação.

Além disso, a Doka também se fez presente na ampliação do Hotel Swissotel, em Lima. Neste caso, a JJC Contratistas Generales demoliu parte do edifício existente e construiu dois novos edifícios, um com cinco e outro com 18 andares.

A JJC utilizou os sistemas Frami Xlife, Plataforma Plagable K, Dokaflex e a torre de carga Staxo 40 da Doka, que permitiram uma produtividade de 40 metros quadrados diários de paredes e colunas, e 120 metros quadrados diários de lajes e vigas.

O centro comercial Real Plaza Salaverry, na capital peruana, também foi construído pela JJC, que novamente escolheu os sistemas Doka. Não por acaso, a empresa está se dedicando a participar mais ativamente dos eventos de construção peruanos. Recentemente, a Doka participou da Excon 2015, a maior feira de construção do país, com seus sistemas OneGo e Staxo 100.

Novo player busca entrar na América Latina

A coreana Kumkang Kind aproveitou a realização da Concrete Show South America, evento realizado em agosto em São Paulo, para apresentar sua divisão de escoramento e formas para a construção.

Esta divisão da empresa oferece uma solução bastante ampla, entre produtos e serviços. A aposta é nas formas de alumínio, com sistema de encaixes e fixações simples e de rápida instalação. De acordo com a empresa, o produto Aluminum Form é especialmente pensado para edificações residenciais e comerciais em áreas de alta densidade demográfica.

A proposta de valor da Kumkang Kind é promover a solução total de escoramento e formas. Segundo a companhia, uma construtora pode alugar a quantidade e as formas exatas das placas de alumínio para todos os muros, lajes, escadas, poços e demais partes de uma edificação que será estruturada com concreto.

A coreana oferece uma customização do sistema de formas de acordo com o projeto arquitetônico da construtora que encomenda o serviço. Logo que se termina uma etapa de projeção do concreto, a Kumkang Kind retira as placas de alumínio. O sistema, por suas características modulares, recebe outra configuração em projetos futuros.

Com isso, um novo nome se incorpora na disputa pelo mercado regional de soluções para a moldagem simultânea de várias partes de uma obra.

Pilosio se destaca pela responsabilidade social

Uma das mais importantes provedoras de escoramento e formas do mundo, a Italiana Piloso se destaca na indústria por ser uma das empresas com mais responsabilidade social.

Em setembro, a empresa entregou a versão 2015 de sua premiação Pilosio Building Peace Award. A pessoa reconhecida este ano por sua contribuição para a construção de melhores condições de vida foi a ginecologista somaliana Hawa Abdi. Ela foi a primeira ginecologista mulher em seu país, e realizou importantes contribuições sociais.

Além da premiação, a Fundação Polosio Building Peace realiza projetos que envolvem a construção de estruturas fundamentais em áreas do mundo onde existem pessoas em situação de extrema vulnerabilidade social.

É assim que seu projeto, o Re:Build, é desenvolvido. Até agora, duas escolas para crianças refugiadas da Síria foram inauguradas na Jordânia. A iniciativa de construção de escolas promete avançar por outros territórios do mundo.

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