México discute inteligência artificial no trabalho remoto

By Cristián Peters Quiroga16 February 2021

Se alguma herança terá deixado a pandemia, é a importância do trabalho à distância. A inteligência artificial chegou para ficar na construção, e sua adoção pode ajudar no nosso atual desafio.

No setor da construção, a inteligência artificial (IA) ganha terreno através do BIM (Building information modeling) e pelos chamados Gêmeos Digitais, entre outros sistemas.

No México, calcula-se que cerca de 63% dos projetos de infraestrutura já usam algum tipo de tecnologia deste tipo, como é o caso do Aeroporto de Santa Lucía ou o Tem Maya. Especialistas sustentam que este tipo de ferramenta ajuda a reduzir os custos e tempo de execução das obras, posto que erros humanos se reduzem de 20% para 3%. “O governo, atualmente, tem o desafio de fazer mais com menos, os recursos destinados para uma obra têm que ser muito mais eficientes, e a infraestrutura deve ser entregue com qualidade e em menores tempos, com mínimos custos adicionais”, disse Ignacio Fastag Tittner, CEO da empresa Darco.

Celia Navarrete, diretora da feira Expo Cihac Digital de arquitetura, afirmou que os três megaprojetos do governo atual – o Trem Maya, Santa Lucía e a refinaria Dos Bocas – “serão exemplos fundamentais do uso destas tecnologias e na administração de projetos públicos no futuro”.

Outros executivos, como Luis Miguel Herrera que é diretor de negócios da Procore Latam, afirmam que o México se direciona para um uso majoritário destas tecnologias até 2022. “O México acelerou o desejo de que as empresas adotem e usem a transformação digital, não podemos esperar mais. Há empresas que, se não tivessem estas plataformas, não teriam conseguido sobreviver”, diz ele.

Por meio de simulações, os modelos digitais permitem se adiantar a possíveis erros, gerando imediatamente as economias de tempo e dinheiro. No setor da construção do México, a pandemia teria feito aumentar o uso de BIM e outras tecnologias de IA.

O país já começa a discutir a obrigatoriedade do uso do BIM para 2026 em seus projetos de engenharia, entre outras razões, porque ficaria mais fácil fiscalizar o uso dos recursos públicos nas grandes obras.