Mercado que vai bombar

By Cristián Peters08 July 2014

CLAJUNEbombas

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O mercado de bombeamento de líquidos está crescendo na América Latina. Ao menos é o que manifesta Tomás Fernández, gerente de marketing para a região da Xylem (empresa que representa entre suas marcas a Godwin e Flygt). Segundo ele, vem crescendo a dois dígitos nos últimos quatro anos. “Eu enxergo o mercado positivamente devido à grande demanda que há na região no que diz respeito ao desenvolvimento de setores como a infraestrutura, mineração e indústria, ao menos nas aplicações de drenagem. Isso vem se incrementando de maneira radical devido ao desenvolvimento geral da América Latina, uma região tropical com nível de chuvas muito elevado. Por causa disso é fundamental ter equipamentos à disposição quando o cliente precisa”, diz ele.

Em relação ao desenvolvimento desse segmento nos próximos anos, o executivo é cauteloso, mas indica que devido às necessidades atuais, deveria ser positivo.

Menos otimista é Taffy DeNavia, gerente regional da Gormann-Rupp, que assegura que no México há estabilidade, e que se na Colômbia, Equador e Peru houve um bom crescimento, na Venezuela e na Argentina ele é praticamente nulo. Segundo sua visão, essa situação se manteria “a menos que houvesse mudanças significativas na gestão do governo”.

Novas características

Independente de qual seja a postura, o fato é que as empresas competem para prestar a seus clientes o melhor e mais eficiente serviço, e a escolha da bomba adequada para cada trabalho é um deles, dada a complexidade que pode se envolver nessa seleção, por depender de fatores como a distância e o local no qual o líquido deverá ser bombeado, a quantidade de sólidos no líquido e a abrasividade, entre outros aspectos.

Pioneer Pumps (fabricante de bombas a vácuo auto-ferrantes, bombas hidráulicas auto-ferrantes e bombas centrífugas com aspiração) oferece o Selector Pioneer Pump, um software com o qual os usuários podem consultar o catálogo de bombas centrífugas da companhia para identificar o melhor equipamento para sua aplicação. A seleção se baseia numa quantidade de informações introduzidas pelo usuário, como o estágio de desenho do sistema, as propriedades do fluido, o dimensionamento do motor e os cálculos de carga positiva de sucção (NPSH, na sigla em inglês). Uma vez que a curva de rendimento esteja gerada, os usuários têm a possibilidade de perfurar os diâmetros do impulsor, ajustar a velocidade dos operadores, ver e salvar curvas eletrônicas, informes e fichas técnicas em formato PDF.

A gama de combinações e aplicações é um fator chave para os fabricantes, que estão produzindo novos modelos para fazer frente a uma indústria cada vez mais complexa e exigente.

Fernández destaca que a Xylem, cujos equipamentos variam entre 4 e 24 polegadas de diâmetro de sucção e com cabeças de até 200 metros e potência de 700 HP, aposta no “desenvolvimento de equipamentos mais eficientes desde o ponto de vista do consumo e mais robustos para poder suportar o uso e o abuso”. E acrescenta: “também estamos trabalhando fortemente na parte de telemetria e sistemas de controle à distância via internet e telefonia celular. Um exemplo é o nosso recém lançado Field Service Technology (FST), onde por meio de um sistema de comunicações se pode ter acesso ao PLC de nossas bombas Prime Guard e controla-las remotamente. Essa opção gera a paz mental e confiabilidade sem que o operador tenha que ir ao local”.

Por sua vez, dentro das novidades da Thompson Pump está o rol de produtos ‘Compact’, que conta com as características de seus modelos JSC num pacote menor, mais leve, com menos partes, com manutenção mais simples e a um preço mais baixo.

Segundo a companhia, a bomba Compact é 35% menor e com peso 20% menor, mas oferece o mesmo rendimento que uma bomba tamanho padrão. Disponível em tamanhos de 102 mm e 152 mm, a série incorpora o revolucionário sistema da Thompson que evita que o bombeamento (especialmente de água e água residual) se descarregue no meio ambiente.

Dentre os equipamentos destacados pela Atlas Copco Portable Energy está sua série WEDA, que com capacidade para caudais de até 20 mil litros/minuto (340 litros/segundo) e uma potência de até 54 kW, pode satisfazer as necessidades de uma grande variedade de aplicações.

Atualmente, o Consórcio Echeverría Izquierdo – Obras Subterrâneas S.A, responsável por parte da construção do túnel de uma das novas linhas de metrô de Santiago do Chile, está utilizando bombas WEDA 40N, WEDA 50H e WEDA60H para extração de água, evitando inundações e permitindo que as operações cotidianas prossigam sem incidentes.

Uma das últimas aquisições da companhia ao seu portfólio de pequenas bombas submergíveis foi a Weda 04S. O equipamento de 0,4 kW oferece um caudal máximo de 270 litros/minuto e uma altura máxima de 10,5 metros, com capacidade de bombeamento de águas sujas e com sólidos de até 25 mm, o que a torna adequada para a retirada de águas residuais em porões de edifícios inundados ou em obras de construção, eliminação de água de chuva de valetas e para escavações arenosas ou argilosas, além de desfazer-se de água não desejada na manutenção de serviços públicos.

Por sua vez, a Hatz lançou no final do ano passado uma nova linha de bombas de água e águas residuais baseada em seus motores diesel refrigerados por ar de 1,5 kW a 56 kW. A linha contém desde um equipamento com motor de um cilindro que pode bombear até 20 m3/hora de águas residuais até equipamentos com motores de quatro cilindros capazes de bombear até 830m3/hora de águas limpas.

Vale destacar além disso que a série C da Hatz é especialmente pensada para aplicações de construção, e oferece bombas que podem trabalhar com areia, folhas e outros sólidos com dimensões de até 40mm.

Garantia estendida

As bombas de desperdício da Subaru combinam um motor poderoso, construção de alta resistência e um rendimento confiável para mover grandes volumes de águas residuais sem obstruir o equipamento. Além disso, estão respaldadas pelo programa de garantia de cinco anos, que abarca tanto a bomba como o motor.

Essas bombas centrífugas estão disponíveis com saídas de 2, 3 e 4 polegadas. A PKX201T, de 2 polegadas, é alimentada por um motor EX17 de 5,7 HP, e oferece um volume de 185 galões por minuto. A PKX301T, de 3 polegadas, conta com o EX27, um motor de 9 HP, e oferece volume de descarga de 314 galões por minuto. Por último, a PKX401T, de 4 polegadas, está equipada com o EX40, de 14 HP, e oferece um volume de 499 galões por minuto. Esses equipamentos podem manejar resíduos sólidos de até ¾ de polegada no caso do PKX201T, e de até uma polegada e um quarto na PKX 401T.

O-Tek repara um quilômetro de tubulações

O objetivo de recuperar um quilômetro da rede de esgoto de Fortaleza mobilizou toda a experiência da O-Tek Brasil, empresa que pertence ao conglomerado colombiano Grupo Mundial. A companhia, especialista em soluções para o saneamento ambiental, tinha que recuperar um tubo de 1,75 metro de diâmetro, mas sem paralisar o uso da rede. A solução foi a criação de uma série de by-passes empregando o método não destrutivo CIPP (Cured In Place Pape).

O desvio exigiu o uso de uma rede paralela de tubos com diâmetro de entre 450mm e 500mm, menor do que a estrutura que se consertava, mas com a necessidade de manter o fluxo das águas residuais. Para conseguir isso, a O-Tek Brasil contratou quatro bombas Itubombas modelo ITUPP88S12, número que posteriormente cresceu para sete unidades, o que permitiu, além de manter a segurança da tubulação, aumentar o caudal de 1 mil litros para 1,5 mil litros por segundo.

Além das sete bombas que funcionaram como fluxo único, a empresa contava com uma bomba reserva para reforçar a segurança. Segundo Marcio Servija, coordenador de gestão de projetos da O-Tek Brasil, o dimensionamento correto do bombeamento permitiu realizar a operação.

Por sua vez, Rodrigo Law, diretor da Itubombas, lembra que um dos aspectos mais destacados do projeto foi o uso de bombas centrífugas no nível do solo, e não instaladas no poço de manutenção. O modelo também foi capaz de substituir qualquer bomba submergível.

Outra inovação prevista para projetos futuros é o controle automatizado de vácuo de acordo com o sistema de fluxo.

Codelco adquire equipamentos Grindex

No começo desse ano, a ACH Chile, representante da Grindex no país, recebeu um importante pedido de bombas Mega H, para a divisão Andina da gigante do cobre chilena, a estatal Codelco.

O contrato, que envolve um valor aproximado de US$ 340 mil, contempla a provimento de dez equipamentos Mega H, a maior bomba fabricada pela Grindex, e que oferece elevação máxima de 200 metros, um caudal máximo de 150 litros por segundo, uma potência nominal de 90 kW e um peso de 985 quilos. Sete das bombas são de aço inoxidável e as três restantes de ferro fundido.

De acordo com a empresa, a bomba Mega é ideal para o uso em escavações profundas, em que se requeira bombeamento cabeça muito alto, e em aplicações como pedreiras e projetos de túneis.

As bombas de drenagem da Grindex têm um leque de cabeças que vai dos 15 aos 200 metros e movem fluidos entre 6 e 350 litros por segundo, permitindo partículas abrasivas de até 12 mm. Os equipamentos da companhia também contam com uma válvula única que refrigera o motor com ar, o que lhe permite funcionar em seco.

A Grindex conta com 14 distribuidores na região, desde o México até o Chile.

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