Mais alto, mais longe

By Cristián Peters27 March 2017

Más altura, más alcance y más capacidad, parecen ser algunas de las tónicas en la demanda de las

Más altura, más alcance y más capacidad, parecen ser algunas de las tónicas en la demanda de las plataformas de trabajo aéreo

O mercado de plataformas de trabalho aéreo é historicamente forte em economias desenvolvidas. A América Latina ainda está de fraldas nesta matéria, e a crise econômica dos últimos anos impactou as vendas destes equipamentos, especialmente no Brasil, que é de longe o maior mercado da nossa região.

Independente disso, é inegável que cada vez mais se fortalece a demanda por mais capacidade de trabalho, agilidade e flexibilidade, e desta maneira nos últimos tempos temos visto surgir máquinas mais poderosas e com alturas de trabalho cada vez maiores.

Sejam as lanças telescópicas, articuladas, sobre caminhão ou rebocadas, estes equipamentos pouco a pouco ganham espaço, oferecendo eficiência, capacidade e segurança.

“A Genie sempre busca a inovação em maiores alturas. A chave está em equilibrar as necessidades do mercado com a praticidade da máquina. Nos próximos 50 anos, continuaremos impulsionando as inovações na altura, como viemos fazendo neste meio século. Acreditamos que a produtividade será um dos motores das futuras máquinas. A velocidade e a eficiência do posto de trabalho são fundamentais para manter controlados os custos de construção e industriais”, afirma Adam Hailey, diretor de gestão de produtos da Genie, Terex AWP.

Alto alcance

É uma verdade inegável que atualmente existe uma necessidade generalizada do mercado de permitir que as pessoas trabalhem em altura com segurança e com cargas cada vez mais pesadas, utilizando uma só máquina. Neste sentido, respondendo à demanda dos clientes por maior capacidade, alcance e versatilidade, é que o executivo destaca o design da lança telescópica Genie SX-135 XC, que conta com um alcance horizontal de 27, 43 metros. “A Genie SX-135 XC é a primeira lança autopropelida do mundo em conseguir alcançar 27 metros horizontalmente, sem sacrificar a capacidade”, diz Hailey.

Por sua vez, a JLG destaca que a lança articulada 1500AJP é um equipamento que tem alcance máximo de 22,86 metros e altura de elevação de 45,72 metros, cobrindo assim um envelope de trabalho de 73.623,80 m2, o que permite aos operadores alcançar mais longe. A máquina inclui também um boom padrão de 2,4 metros que sobe e desce 135 graus, para oferecer um alcance adicional.

“O modelo 1500AJP foi desenhado desde o zero, tendo em conta todas as inquietudes e requisitos de nossos clientes”, afirmou Paul Kreutzwiser, diretor mundial da categoria de plataformas de trabalho aéreo da JLG Industries. “A máquina que se pode ver hoje é mais um elevador de lança único em sua categoria e líder na indústria, que representa a extensa trajetória da JLG de inovação no design e na manufatura de máquinas”.

Na opinião de Corey Connolly, gerente de produto da Skyjack, “à medida que o equipamento aéreo continua ganhando atratividade nos mercados subdesenvolvidos e continuem sendo descobertas novas aplicações, sem dúvida haverá mais demanda por máquinas mais altas. Isto até certo ponto, já que nem sempre é factível, por fatores como: custo da máquina, taxas de locação, utilização e custos de transporte etc”.

Entre os equipamentos expostos pela Skyjack na ConExpo, destacaram-se suas lanças telescópicas SJ45T, que tem capacidade de carga de 227 quilos e altura de plataforma de 13,8 metros, e a SJ66T, que tem altura de plataforma de 20,1 metros e conta, segundo a empresa, com o raio de giro mais reduzido da indústria.

Não obstante o aumento progressivo no alcance vertical das plataformas, o mercado latino-americano ainda não demanda estas capacidades em grandes volumes. Connolly afirma que cerca de 60% do mercado de acesso motorizado da região varia entre 12 e 18 metros de altura.

Os equipamentos telescópicos da francesa Manitou têm alcance de até 28 metros de altura, o que de acordo com Marcelo Bracco, diretor geral da Manitou Brasil e diretor de vendas para a América Latina, é suficientemente razoável para a maioria das aplicações que se dão na América Latina. “Não estamos planejando um auge na América Latina no curto prazo, mas talvez no futuro. Não vemos essa tendência em pouco tempo, talvez devido à atual recessão em toda a região”, explica. O executivo aprofunda a análise, dizendo que “a maioria das locadoras estão entre os 16 e 20 metros, com poucas exceções de booms mais altos. Temos produtos para a maior parte do mercado, e continuaremos fortalecendo nossos produtos nessas alturas”.

Já no que se refere ao alcance horizontal dos produtos, Bracco indica que esta é uma característica essencial das máquinas da companhia. “É um argumento de venda muito importante para as PTAs da Manitou, já que os clientes não buscam só altura, e sim também uma capacidade de carga máxima, onde temos os melhores produtos com uma das maiores capacidades de carga da cesta”, afirma ele.

Johnson Gu, gerente de vendas para a América Latina da Sinoboom, esclarece que os diferentes países têm diferentes modelos mais populares. “As lanças telescópicas, no Chile, se utilizam principalmente na indústria mineradora, com alturas de entre 20 e 30 metros. Para os estaleiros e a indústria petrolífera, como no Brasil, os equipamentos ficam principalmente entre os 30 e 40 metros. Para a América Latina em geral, acreditamos que a altura média esteja entre os 25 e 30 metros”, diz.

As lanças telescópicas da Sinoboom vão desde os 22 metros até os 43,6 metros de altura de trabalho, com o modelo GTBZ42J.

Gu comenta que do seu ponto de vista a tendência não será uma configuração fixa dos equipamentos, e sim mais personalizada, de acordo com os requisitos colocados pelo cliente.

Sobre caminhão

As cidades estão crescendo e a urbanização está aumentando cada vez mais rápido, e claro a América Latina não está alheia à tendência. Ao mesmo tempo, o enfoque de uma maior segurança dos empregados também ganha importância. Isto teve um impacto sobre como se trabalha em altura – as empresas e os municípios estão buscando maneiras cada vez mais eficazes de proteger as pessoas.

Neste contexto, um dos equipamentos que teve um sucesso de mercado relativamente maior é a plataforma de trabalho aéreo sobre caminhão, modelos que se tornam cada vez mais comuns no dia a dia da região, sobretudo em serviços municipais relacionados à iluminação pública, poda de árvores e conserto de infraestruturas.

Uma empresa que vem abrindo muito mercado neste segmento é a Palfinger, companhia que oferece uma gama de máquinas que vão desde os 9 metros para chassis de 250 quilos até os 103 metros em um chassi de 60 metros de comprimento.

Segundo Brittany Alexander, marketing lead da companhia, a América Latina tem um forte potencial para uso destes equipamentos. “Consideramos que este potencial de crescimento para a região é muito amplo, e vai crescer no futuro, já que a eficiência das plataformas de trabalho aérea é conhecida por segmentos fundamentais do mercado”, diz. Indústrias como a elétrica, serviços de utilidade pública, iluminação e manutenção de edifícios já têm um vasto conhecimento deste maquinário.

“Estamos apenas começando a entrar no mercado latino-americano através de sócios na região. Esperamos coisas boas para as plataformas de trabalho da Palfinger no futuro”, afirma a executiva.

Por sua vez, a chinesa Sinoboom está fortalecendo sua presença em solo latino-americano e introduzindo uma lança sobre caminhão que alcança uma altura de 20 metros da plataforma, e permite altura de trabalho de até 22 metros.

Johnson Gu comenta que já existe grande interesse no modelo, e que logo haverá equipamentos em uso na Argentina e no Chile.

“Acreditamos que o potencial da América Latina é muito grande, já que o volume deste produto não é tão grande, se comparado a outros países. Calculamos que o mercado terá um forte aumento porque a montagem do carro tem sua vantagem única no transporte e convém aos planos urbanos das cidades, assim como para as companhias elétricas”, afirma.

Força italiana 

A marca Oil&Steel, pertencente ao PM Group (propriedade da Manitex), tem uma longa trajetória no mercado latino-americano, que se fortaleceu ainda mais com a divisão PM LatinAmerica.

As plataformas aéreas montadas sobre caminhão Oil&Steel (com suas linhas Scorpion, Snake e Snake Plus), e sobre esteiras (Oil&Steel – Octopus), contam com uma importante presença em diversos países da região. A série Scorpion se destaca, segundo comenta Antonino di Marco, responsável do marketing da PM Group LatinAmerica, por ser instalável em caminhões com capacidade nominal de transporte mínima de 3,5 toneladas, e com braço telescópico com altura de trabalho de até 20 metros. “Esta série de plataformas se distingue por suas reduzidas dimensões e sua insuperável velocidade de entrada no serviço”, diz o executivo.

A linha Snake inclui plataformas articuladas com articulação simples ou dupla, graças à qual é possível elevar a articulação do braço de trabalho já em altura, assim evitando obstáculos aéreos. Em todos os modelos há um sistema de rotação sobre coroa. O novo desenho e os novos materiais para a capa de proteção dos controles conferem à linha Snake maior resistência e vida útil, além de proteção dos dispositivos durante o uso ordinário da plataforma.

Di Marco explica que na América Latina se dá a opção de adquirir as plataformas em kit: ou seja, apenas a plataforma, para montagem posterior sobre veículos com os quais ela seja compatível.

Outra italiana com presença forte na América Latina é a Socage, empresa que acaba de adquirir outro fabricante italiano do setor, a Manotti, fortalecendo ainda mais sua gama de produtos e serviços de elevação sobre caminhão.

A empresa conta com uma ampla presença regional e uma filial no Brasil. Recentemente, a Socage anunciou a comercialização de um novo equipamento, a plataforma forSte 75TJJ.

O modelo tem altura máxima de trabalho de 74,2 metros, pode suportar até 600 quilos em sua cesta, permite rotação de 360 graus da cesta, rotação de 700 graus da torre, alcance lateral máximo de 40 metros, e pode ser instalada sobre caminhões com peso bruto total de 32 toneladas.         

A reboque

Que as plataformas de acesso sobre trailer voltem como opção viável para os compradores de frota é um desafio para os fabricantes. O objetivo é ainda mais complicado quando se pensa na América Latina, um mercado em que estas configurações são ainda desconhecidas. Neste sentido, uma das principais barreiras é a educação do mercado, a divulgação dos benefícios destes equipamentos em comparação com alternativas como escadas em andaimes.

Segundo diz Karin Nars, presidente da Dinolift, “não houve um crescimento significativo dado que muitos fabricantes não se enfocaram nestes equipamentos no desenvolvimento de seus produtos”. Ao contrário desta tendência, a companhia tem estado trabalhando em constantes melhoras, tanto no que diz respeito à ergonomia da máquina como em suas especificações técnicas para cumprir com as demandas do mercado. “Creio que sempre haverá uma necessidade por uma plataforma de trabalho aérea rentável, fácil de movimentar entre locais de serviço, com uma boa relação peso-altura. A Dinolift aumentou os volumes de produção de reboques nos últimos anos. Os reboques devem ser fáceis e cômodos para o operador, do contrário, os operadores começarão a utilizar outros tipos de elevadores, ainda que um rebocável seja a melhor opção para o trabalho”, comenta Nars. 

“Em geral, o grande benefício destes equipamentos é sua relação altura/peso de trabalho, e a facilidade para transportar a máquina quando se trabalha em diferentes lugares”, afirma a presidente da Dinolift, empresa cujas vendas se concentram em cerca de 80% nestas máquinas.

A companhia tem lanças sobre reboque com alturas de trabalho de entre 10 e 26 metros. Nars destaca o modelo DINO 190XTE, equipamento lançado com altura de trabalho de 18,4 metros e capacidade de carga da cesta de 250 quilos. Esta tem uma dimensão de 80 por 180 centímetros, e uma porta ergonômica de fácil acesso. “Maior eficiência no lugar de trabalho; a mesma máquina pode ser utilizada para trabalhar em altura, oferecendo maior capacidade de plataforma, e para um levantamento seguro de material, graças ao ponto de elevação integrado”, explica.

Outra empresa que e fortaleceu neste mercado foi a Genie. Segundo explica Josh Taylor, gerente de produto da Genie, Terex AWP, “estas máquinas são cada vez mais populares graças ao fácil transporte e configuração, mobilidade, versatilidade para trabalhar em uma variedade de aplicações e simplicidade de uso. Uma lança montada sobre reboque é um acessório fixo para as locadoras”.

Taylor detecta grandes oportunidades para o crescimento deste mercado. “As plataformas de acesso aéreo de arrasto se tornaram um elemento básico em frotas de locação de todos os tamanhos. São um grande produto para as empresas menores que podem entrar no mercado de acesso. O custo de aquisição é baixo e os preços costumam ser ‘saudáveis’. Dado que a máquina é de grande utilidade para proprietários e pequenos construtores, a oportunidade de frequentes locações a curto prazo pode proporcionar um forte retorno do investimento”.

“As lanças Genie montadas em reboques proporcionam soluções de elevação seguras. A companhia oferece atualmente dois modelos: a TZ-34/20 e a TZ-50. Ambas oferecem uma capacidade de plataforma de 500 libras e um braço articulado em Z, funcionalidade que vem a um custo mais baixo do que uma plataforma autopropelida de características similares”, afirma o executivo. 

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