Legislação e tecnologia

By Cristián Peters03 May 2017

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Quando a legislação se adequa às tecnologias, os processos podem ser mais expeditos. Assim afirma a empresa brasileira Megatranz Transports & Heavylit. Segundo a companhia, a nova “Norma DNIT – 01/2016 de Cargas Indivisíveis”, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes permite uma alta produtividade operacional e a aceleração dos prazos, com benefícios para os transportadores, seus clientes de base industrial e o cliente final, o que ficou demonstrado em duas operações de transporte especializado recentes, a cargo da empresa.

Segundo comenta Henrique Zuppardo, presidente da Megatranz, “a nova norma, que já conta com um ano de vigência, segue uma adaptação ao cenário econômico atual e às inovações tecnológicas dos veículos de transporte, refletindo uma nova realidade da indústria, reduzindo a burocracia e garantindo a segurança dos transportadores”.

Os fatos falam

Os casos da Megatraz falam por si. Um deles se refere a um contrato com a GE Grid Solutions para transportar um transformador de Canoas (no Rio Grande do Sul) a São Manoel (município no estado do Pará), percorrendo uma distância de 3.697 quilômetros. Graças à nova normativa, o prazo do projeto foi de apenas 69 dias, em comparação com os 105 dias que teria levado o processo com a antiga legislação. Outro contrato com a GE Grid Solutions, esta vez para transportar um transformador de Canoas à Central Hidroelétrica de Santo Antônio, na rondoniense Porto Velho, também demonstra os benefícios da norma. O itinerário de 4.190 quilômetros teria sido percorrido em 150 dias antes de mudança legal. Com ela, o prazo se reduziu a 30%, ou seja, 49 dias.

“Evidentemente, o sucesso de cada operação e sua conclusão antes do programado dependem em geral do planejamento, experiência e capacidade técnica (tanto em recursos humanos como equipamentos) da empresa de transporte contratada. Nisto, a Megatranz também foi louvável”, destaca Zuppardo.

São Manoel

O transformador transportado à usina hidroelétrica de São Manoel, em uma operação intermodal (através de terra e água), pesava 206 toneladas. “Ao longo da estrada, entre Canoas e Paranaíta (região central), a Megatranz utilizou um cavalo mecânico MB Actros 4160 (8x8 de tração), com capacidade de 500 toneladas, puxando um reboque modular hidráulico Scheuerle composto por 24 eixos e com Power Booster, utilizando uma viga separadora para distribuir corretamente o peso sobre o chassi, em um total de 192 pneus”, explica o executivo.

Para atravessar o rio São Manoel, utilizou-se um transportador modular autopropelido e com Power Booster de 12 eixos e 96 pneus.

A etapa final – uma viagem por chão de terra do rio até a usina hidroelétrica de São Manoel – pôs à prova uma das últimas aquisições da Megatranz. Um cavalo mecânico primário Kenworth C500, de 6x6, com uma redução no eixo traseiro de 14,86 e capacidade de 500 toneladas, puxando um semi-reboque hidráulico de 12 eixos e 96 pneus com Power Booster Scheuerle. “O equipamento Kenworth superou as expectativas, percorrendo os 120 km de chão de terra com inclinadas de até 11% (vale a pena assinalar que o máximo permitido nas estradas é de 6%), subindo com facilidade e fazendo com que o uso de um segundo cavalo mecânico como push-pull fosse desnecessário”, diz Zuppardo.

Santo Antônio

O transporte do transformador – neste caso, com peso de 190 toneladas – à central hidroelétrica de Santo Antonio, em Porto Velho, se realizou exclusivamente pela rodovia. A operação se realizou com um cavalo mecânico MB Actros 4160 (8x8) e um trator Scheuerle configurado com 22 eixos (196 pneus) e um Power Booster.

 

Uma história de grandes operações

A Megatranz, fundada em 1999, tem histórico de sucessos. A trajetória mais longa feita pela companhia foi por mar, desde o porto de Yokohama (Japão) e Porto de Mailao (Taiwan) até o Estaleiro da Base Naval de Aratu, na Bahia. A carga incluía reatores de 473 toneladas e colunas de 234 e 254 toneladas.

Zuppardo também lembra o transporte por terra de reator de amoníaco de 790 toneladas (Projeto UFN3) e da carga de uma “jaqueta” de 12 mil toneladas para o projeto Mexilhão da Petrobras.

Atualmente, a carteira da Megatranz inclui operações logísticas e transporte pesado intermodal, especificamente o deslocamento de cargas pesadas com veículos modulares autopropelidos (SPMT, SPT) para cargas com peso unitário de até 4 mil toneladas; transporte rodoviário de pesos pesados, com cargas de até 1.000 toneladas usando uma super viga Scheuerle ST 1000; operações load out/load in em plataformas offshore com capacidade de até 12 mil toneladas; e elevação pesada através de tower system e strandJacks, capazes de manipular até 2 mil toneladas, entre outras coisas.  

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