Kuczynski respalda Panamericanos Lima 2019

05 October 2016

pedro pablo kuczynski

pedro pablo kuczynski

O presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski respaldou esta semana a realização dos Jogos Panamericanos Lima 2019. Isto depois que muitos questionamentos começaram a surgir no país, com relação ao comprometimento de recursos para obras do evento.

“Apesar de reportagens que nos dizem que não devemos fazer os Panamericanos aqui, que é um desperdício de dinheiro, vamos fazê-lo”, disse o mandatário em evento público.

Recentemente, os organizadores do comitê local foram ao Congresso peruano para apresentar suas necessidades financeiras e receber dos parlamentares o apoio e autorização para execução do orçamento. Parte dos parlamentares não se sentiu totalmente esclarecida sobre os montantes orçados.

De acordo com os organizadores, os Jogos Panamericanos e Parapanamericanos Lima 2019 podem custar entre US$ 735 milhões e US$ 940 milhões, mas o valor ainda é uma estimativa.

O projeto prevê s construção de nove infraestruturas esportivas e de apoio aos eventos, sendo a principal a vila pan-americana, onde os atletas e delegações internacionais residirão durante os eventos. Como se costuma planejar para estes eventos, Lima 2019 construirá a vila com objetivo de vendê-la como condomínio residencial após os jogos.

Por que fazer?

O debate sobre custos e receitas potenciais sempre volta com o planejamento de megaeventos esportivos. Enquanto de fato há casos de má utilização do legado e endividamento em níveis perigosos, como o de Atenas 2004, também há casos economicamente exitosos, como o que acaba de acontecer com o Rio de Janeiro.

Segundo o balanço oficial apresentado pela Prefeitura do Rio, nas três semanas de Olimpíadas a cidade recebeu 1,17 milhão de turistas, sendo pouco mais de um terço deles proveniente do estrangeiro. A média de gasto diário dos turistas gerou uma receita em comércio e serviços no município que ficou próxima aos US$ 2,7 bilhões.

O movimento de bares e restaurantes cresceu 70% durante o evento na zona sul, área mais turística da cidade, e em outras áreas também cresceu pelo menos 20%.

A média de ocupação dos hotéis durante o evento foi de 94%, o que é muito superior à média de 65% para os meses de agosto na cidade. Além disso, gerou-se importante receita para os setores de aviação, serviços aeroportuários e transporte marítimo de turistas.

Em termos de legado, o Rio de Janeiro construiu para os Jogos Olímpicos um conjunto de grandes transformações, quase todas feitas em esquemas de participação público-privada, como a recuperação da zona portuária, o sistema de VLT, a linha 4 do metrô e quatro linhas de transporte por BRT. A infraestrutura esportiva não ficou atrás e agora conta com várias novas instalações.

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