John Deere: Em ampliação

By Cristián Peters, Fausto Oliveira and dos Estados Unidos12 May 2017

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A John Deere está ampliando suas redes na América Latina. Embora o mercado regional tenha caído forte nos últimos anos, a empresa alimenta esperanças em uma próxima recuperação, razão pela qual não deixou para lá seus planos latino-americanos.

A marca está comprometida com o mercado, e mantém forte atividade nas duas fábricas que abriu no Brasil em 2014 (uma delas em joint venture com a Hitachi). “Fizemos um grande investimento no Brasil, junto no momento em que vimos o mercado diminuir 65%”, afirma Max Guinn, presidente da John Deere Construction & Forestry.

Mas esta queda, e o fato de que o mercado de máquinas no Brasil em dezembro passado tenha ficado em cerca de 450 unidades, não parecem incomodar o executivo. “As duas fábricas estão operando. Na verdade, no que se refere à construção se está ganhando volume, porque tomamos a decisão de abastecer outros mercados da América Latina a partir desta fábrica”, afirma Guinn.

Richard Buchignani, director de vendas para a América Latina da companhia, explica que “quando entramos no Brasil, uma das coisas mais importantes era instalar um centro de distribuição no país para prover aos clientes o que eles necessitassem na velocidade de sua necessidade. Não seria possível estar no Brasil sem este centro. De seu início até agora, dobramos o tamanho a capacidade deste centro na cidade de Indaiatuba. Tudo para atender o Brasil e o restante da América Latina”.

O crescimento da empresa tem sido tão significativo no país que a Deere decidiu começar a fabricação de tratores de esteira. O projeto prevê uma ampliação de 3 mil metros quadrados para a produção dos modelos 700J, 750J e 850J. O primeiro equipamento estará disponível no mercado a partir de 2018. “Estamos muito comprometidos, do ponto de vista da fabricação, e isso não vai mudar”, reafirma o presidente da divisão de construção.

A respeito desta ampliação, Buchignani acrescenta que “minha expectativa é que sigamos crescendo em volume. Nosso crescimento em participação no mercado excedeu nossas expectativas e é por isso que decidimos rapidamente expandir a fábrica. Ainda temos o que crescer no nível onde estamos, mas eu esperaria que em quatro ou cinco anos tenhamos que expandir novamente a instalação para acompanhar o crescimento”.

Além da fabricação, a companhia está investindo também no serviço ao cliente. Se já tem à disposição do público regional o centro de Indaiatuba, a empresa anunciou também a abertura, em setembro, de um novo centro, este localizado em Miami, Estados Unidos. “É por uma razão de logística. As coisas fluem relativamente fácil a partir de Miami para a América Latina. Às vezes não é tão simples a partir do Brasil. Acreditamos que a combinação de ambas nos dará uma grande cobertura através da região de fala espanhola da América Latina e o Brasil”, afirma Guinn.

“A proposta de valor da John Deere é na realidade um tripé. Um: nossos equipamentos são produtivos. Dois: atendemos os clientes dentro dos prazos. Três: mantemos os custos baixos. Para os dois últimos, há que se servir o cliente e prover os componentes. O centro de peças e partes é um dos elementos em que, de fato, lutamos para ter um nível de resposta imediata superior a 95%. Isso significa que quando chega uma ordem de compra, eles têm a peça de reposição. Outro ponto é o que os distribuidores têm em seu próprio estoque, de maneira que se os clientes vêm a eles também tenhamos um nível muito alto de resposta imediata”, detalha Buchignani.

Prognósticos

Ainda que 2016 tenha sido um ano complicado para toda a região, a John Deere Construction & Forestry deve ser das poucas empresas que pode fazer contas no positivo. Segundo Guinn, a companhia aumentou suas vendas e sua participação de mercado na região, que representa entre 10% e 15% de suas vendas mundiais.

O afirma explica que é complexo fazer projeções para este ano, e que deveria ver-se cada país em particular. Porém, comenta que “nossos negócios na Argentina, por exemplo, começaram a melhorar; temos algumas esperanças no Chile; no México estamos fazendo muito trabalho para otimizar nossos canais, assegurando-nos de ter distribuidores fortes através da região. Nos sentimos muito bem com a América Latina como um todo”. Com relação ao Brasil, Guinn reconhece a incerteza que marca o momento no país, mas assinala que “acreditamos que vai melhorar, tem que melhorar, ainda que não possamos dizer exatamente quando isso vai acontecer”.

“As oportunidades em infraestrutura na América Latina são significativas. Além disso a mineração, em algum momento, deve melhorar e gerar mais demanda. Com a combinação de uma melhoria tanto nas condições econômicas gerais como em nossos canais de distribuição e nosso serviço ao cliente… Nos sentimos muito bem a respeito”, diz.

CONEXPO CON/AGG

Com relação às novidades apresnetadas pela marca na Conexpo, feira que se realizou em março passado nos Estados Unidos, Buchignani comentou que “o mais importante que trouxemos não é uma máquina, e sim o Machine Monitoring Center. Por meio da telemática, monitoramos as máquinas dos clientes e somos capazes de dizer a eles o que acontece com seus equipamentos, inclusive antes de que eles o saibam”.

O executivo comenta que a John Deere está em processo de instalar o Machine Monitoring Center em toda sua rede de distribuição. “Este é o nosso objetivo na América Latina. Todos com o sistema de monitoramento, treinando seu pessoal para atender os clientes no controle de suas máquinas 24 horas por dia, sete dias por semana. A parte mais importante agora é conectar os distribuidores e os clientes na plataforma. Esse é o passo seguinte ao sistema JD Link”, afirma ele.

Uma das principais qualidades do Machine Monitoring Center é que o sistema não só informa se a máquina do cliente está ou não funcionando, mas também calcula e comunica se os equipamentos estão produzindo em seu máximo potencial, o que os operadores podem fazer para melhorar a produtividade, como por exemplo agendar manutenções etc. “Este sistema está crescendo rapidamente em nossa rede de distribuição. A tecnologia já existe, e os equipamentos já a têm”, define Buchignani.

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