IRN LATAM 40

06 November 2014

Latam rental

Latam rental

O mercado latino-americano de locação está crescendo a passos firmes. A região ainda está muito abaixo dos índices encontrados em mercados como os da Europa e dos Estados Unidos, mas sem dúvida a locação de equipamentos vai se tornando mais comum nos nossos países.

Um exemplo claro vem do Brasil. Há algumas décadas, o normal era que as empresas construtoras fossem donas de 100% de suas frotas de equipamentos. Hoje, segundo estimativas da Associação Brasileira de Locadores de Equipamentos (ALEC), 30% das máquinas são alugadas, e se espera que essa proporção chegue a 70% no futuro, segundo diz o presidente da entidade Fernando Forjaz. O dirigente é otimista em relação ao desempenho deste ano e espera um crescimento de entre 20% e 30%. De fato, segundo um estudo realizado pela associação em agosto, 48,57% das empresas consultadas experimentaram um aumento nas receitas no primeiro semestre de 2014 em relação ao segundo semestre de 2013, e apenas 22,86% registraram perdas.

Um dos aspectos interessantes no mercado de locação é que, mesmo com o setor de construção desacelerado, é uma indústria que cresce. As construtoras latino-americanas estão migrando para a locação e isso é irreversível, já que estão percebendo as vantagens que existem em não ter um ativo fixo e não se preocupar com a manutenção de equipamentos.

Um exemplo disso é o México, cuja indústria da construção teve crescimento negativo em 2013, e ainda assim, os três expoentes que participaram do IRN Latam 40 com dados de 2012 e 2013 registraram aumento no faturamento. A Máquinas Diesel (Madisa) superou os US$ 74 milhões graças a um incremento de 6% em suas vendas; a Entergi teve bom resultado de 9%, ganhando no ano mais de US$ 12 milhões; enquanto que a GTC Construcciones y Equipos superou os US$ 3,5 milhões após uma alta de 2% em suas vendas.

Mas há que ser cautelosos, pois ainda que a visão sobre o mercado seja otimista, ela varia de um país para outro. A Colômbia vem se reativando em função dos projetos de infraestrutura, mineração de carvão e combustíveis, enquanto o Chile e o Peru se ressentem de uma menor atividade de mineração, embora esse pareça ser um cenário passageiro.

Resultados

As empresas latino-americanas são, em geral, reticentes a entregar informação financeira, e portanto é difícil elaborar uma tabela que realmente represente a indústria.

Segundo a ALEC, observando a escala de faturamento de locação no mundo, se poderia projetar que o mercado brasileiro está próximo de US$ 8 bilhões. Se desdobramos esta cifra, considerando que o Brasil representa ao redor de 40% do mercado de construção da região, se poderia considerar que a locação na América Latina move cerca de US$ 20 bilhões anuais.

Claro, deve-se ter em consideração que há países com mercados muito imaturos, como a Argentina, onde segundo estimativas da Biscayne Rent a locação poderia alcançar os US$ 305 milhões em 2017.

As 40 empresas listadas no ranking somaram vendas de cerca de US$ 2,29 bilhões em 2013, e portanto se convertem em uma amostra representativa de mais de 11% da totalidade da indústria. Em grandes traços, isso nos dá alguma clareza em relação à situação real do mercado.

Estas 40 empresas administram 430 armazéns no continente e empregam 15.330 pessoas.

O Top 10 representa nada menos que 74,5% do faturamento total do ranking, chegando a valer US$ 1,7 bilhão em 2013. Esse grupo seleto está dominado pelo Brasil, que com a Mills (1), Solaris (2), Locar Guindastes e Transportes Intermodais (4), Makro Engenharia (7), a A Geradora (9), registrou vendas de US$ 1 bilhão, representando assim 59,7% das dez maiores empresas.

Com duas empresas no Top 10, Ameco (6) e SoEnergy (8), e 15,1% do faturamento, os Estados Unidos são o segundo país dominante no ranking.

O Chile é outro país que tem um importante desenvolvimento no mercado de locação de equipamentos para a construção. Duas das empresas do Top 10 são de lá, SK Rental Group (5) e Komatsu Cummins Chile Arrienda (10).

Destaque-se que a SK Rental é parte do grupo Sigdo Koppers, empresa que faturou US$ 2,9 bilhões no ano passado e figura como a segunda maior empreiteira da região. A SK Rental Group tem uma história de mais de 15 anos e hoje tem filiais no Brasil, Peru e Colômbia além de seu país natal.

Em geral, o IRN Latam 40 tem um predomínio destes três países que se mantém, com uma participação de 49,8% no caso do Brasil e de 16,9% e 10,4% para EUA e Chile, respectivamente. Pouco mais atrás vem o Reino Unido com sua única representante, Aggreko, que representa 8,5% do total , e depois México com 4,8%.

Gastos com frota

As 21 empresas que declararam investimento em frota investiram US$ 417,5 milhões durante 2013. O maior gasto foi realizado pela mexicana Madisa, que investiu mais de US$ 184 milhões (45,6% do total investido) para incorporar a sua frota mais de uma centena de máquinas de movimento de terra e 420 outros equipamentos variados.

Em segundo lugar, a SK Rental Group também ampliou sua frota com mais de 100 novos equipamentos de movimento de terra e 600 máquinas menores, enquanto que a Mills investiu quase US$ 50 milhões em mais de 1,2 mil equipamentos, principalmente plataformas aéreas.

Estas três empresas representaram mais de 70% de todos os investimentos do IRN Latam 40 em 2013.

Notas e agradecimentos

- Construção Latino-Americana agradece a todas aquelas empresas e pessoas que contribuíram com informação para este estudo. Se você tem algum comentário ou gostaria de ser incluído no próximo ano, escreva ao editor da revista, Cristián Peters, no email: [email protected]

- O ranking está baseado nas receitas com locação obtidas em 2013.

- As cifras que dizem (Est) foram estimadas pela Construção Latino-Americana e sua revista irmã International Rental News.

- * Para as empresas que têm frotas e armazéns fora da América Latina, se determinou a influência direta da região em suas operações.

- ** Gerou-se uma relação entre os rankings Crane Index IC50 (International Cranes and Specialized Transport) e IRN100 (International Rental News).

- Os faturamentos foram convertidos usando-se a média do valor das moedas nacionais em 2013.

Participe no próximo ano

Construção Latino-Americana e International Rental News lançarão uma campanha para realizar este ranking novamente no ano que vem. Esperamos que as empresas aproveitem esta ferramenta para fazer do mercado de locação uma indústria cada vez mais transparente e forte na nossa região.

Quanto mais dados existam nessas iniciativas, mais benefícios haverá para os diferentes atores envolvidos.

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