Implementação da metodologia BIM vai demandar esforços das esferas pública e privada

É preciso traçar um plano de ação estratégico para acelerar o uso da Modelagem da Informação da Construção.

Visión BIM 20/20 LATAM reveló que el 79% de las empresas ya utilizan herramientas BIM Tecnologia é capaz de resolver problemas históricos em todas as áreas de nossas vida, desde a saúde, até a educação, saneamento, transportes.(Foto: AdobeStock/MclittleStock)

Apontada como uma das tendências da construção civil para 2023, a metodologia BIM (sigla em inglês para Modelagem da Informação da Construção), está em expansão no Brasil, mas ainda é subutilizada por profissionais do setor - essa é a avaliação do Presidente do BIM Fórum Brasil e Diretor de Portfólio na AltoQi, Rodrigo Koerich. Engenheiro com quase 30 anos de atuação, Koerich defende que uma implementação ágil da metodologia deve combinar esforços entre entidades do governo e empresas privadas.

“É preciso que os órgãos públicos criem políticas para que a estratégia BIM seja adotada e, paralelamente, a iniciativa privada precisa mobilizar todos os envolvidos na elaboração de um projeto para que entendam a relevância do seu uso”, pontua o especialista. “Além disso, é preciso que o plano de ação seja estratégico para também ser ágil. Uma mudança de cultura desse tamanho não segue um ‘fluxo natural de trabalho’, é preciso que haja intenção de mudança”, complementa.

Em relação à prorrogação da Lei nª 14.133/21, que estava prevista para entrar em vigor neste mês, Koerich argumenta que a

AltoQi, Marcelo Luiz Maestro, corrobora o argumento. “A aquisição de soluções e serviços para a implantação do BIM continua sendo uma demanda urgente para gestores públicos. Um ano é o tempo mínimo para se apropriar de uma mudança radical como é o caso da metodologia BIM. Não vai ter outro adiamento. Quem não se regularizar esse ano, pode ter problemas no ano que vem”, afirma.

Diretor de Portfólio na AltoQi, Rodrigo Koerich / Foto: Ricardo Godoy

Em 2023, a AltoQi, empresa de tecnologia para a construção civil, tem como um dos principais objetivos fomentar o debate acerca da metodologia entre os agentes do setor. Para isso, realiza projetos como o “BIM em obras públicas: Conexão Prefeituras”, canal de transmissão online, gerenciado pela AltoQi, em que agentes da esfera municipal recebem pesquisas, cases, podcasts, vídeos e outros materiais que explicam o movimento BIM em obras públicas, a implementação da metodologia e a evolução das licitações nesse contexto.

Metodologia BIM reduz retrabalhos, melhora a comunicação entre profissionais e torna a prestação de contas mais ágil

De acordo com o Especialista de Soluções na AltoQi, Adriano Macedo, a adoção da metodologia não representa apenas uma mudança no uso de softwares, mas uma total transformação digital no setor. “Com o BIM, é possível agregar informações dentro da etapa de construção virtual. Quando construímos dentro do computador, não perdemos dinheiro, não há acidentes, recursos não são desperdiçados. O profissional pode errar, simular cenários, fazer uma série de estudos. Por isso, a construção virtual é um processo colaborativo, que deve contar com a participação de todos os envolvidos no processo, desde projetistas, fiscais de obras, e, porque não, até mesmo a sociedade em geral”, explica o especialista.

“A principal mudança na mentalidade das equipes é nesse sentido, de compreender que quanto mais pessoas entenderem as potencialidades da metodologia BIM, melhor ela será incorporada ao dia a dia de trabalho. Vale destacar que não estamos falando somente das áreas técnicas de Arquitetura e Engenharia, mas também de um envolvimento amplo de áreas como compras e jurídico envolvidas para que se tenha o máximo da adoção da metodologia no âmbito da boa gestão pública”.

Outro benefício promovido pelo uso da metodologia, aponta Macedo, é a diminuição de problemas como retrabalhos, desperdício de dinheiro e de recursos e atrasos nas entregas. Recentemente, o Tribunal de Contas da União (TCU) mostrou que há quase 9 mil obras paradas ou que caminham lentamente no Brasil, sendo que quase metade é da área da educação. Outro relatório, da PlanGrid e do FMI, indica que 52% dos retrabalhos na construção acontecem por falta de informações nos projetos.

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