Geradores: novas tecnologias

By Cristián Peters18 December 2020

A rápida industrialização, o desenvolvimento de infraestrutura e o contínuo crescimento da população se encontram entre os principais fatores que movimentam o consumo mundial de energia. 

Isto, em um contexto de pandemia, em que a necessidade de respaldos de energia se tornou mais evidentes do que nunca, pode explicar em parte que o tamanho do mercado mundial de geradores a diesel possa chegar a ser de US$ 30 bilhões em 2027. 

Mercado 

Segundo Rafael Souza, gerente de marketing da Perkins para América Latina, a região tem ainda um longo caminho a percorrer em termos de disponibilidade de energia elétrica. “Continua havendo uma necessidade significativa de soluções de energia distribuída, de energia estacionária, especialmente por geradores movidos a diesel. Como uma das regiões mais desiguais do mundo, com uma configuração de rede muito heterogênea e uma matriz diferente em cada lugar, os clientes geralmente precisam encontrar soluções criativas e flexíveis para suas necessidades de energia elétrica”, diz. 

A tendência ficou ainda mais evidente com a pandemia. Enquanto a geração primária se reduziu nos países em que a termoeletricidade é a fonte primária, “ao mesmo tempo, houve forte aumento na energia distribuída, especialmente devido à criação de hospitais de campanha para os esforços contra a covid-19”, diz o executivo. 

Além disso, o crescimento do setor agrícola (especialmente no Brasil, onde houve menores restrições para controlar a pandemia) levou a um aumento nas vendas dos grupos geradores. “Vimos um aumento nas vendas em granjas de toda a região para fazer funcionar a infraestrutura, as bombas de irrigação e a fim de garantir a conversação de alimentos e solos”, afirma Souza. 

Por sua vez, Bruno Sá, diretor comercial da Pramac para a América Latina, diz que “experimentamos dois momentos diferentes nos mercados latino-americanos, o primeiro foi de abril a junho quando houve a paralisação da atividade econômica em praticamente todos os países, e o segundo com a reabertura dos mercados e com o aumento significativo da demanda a partir de julho, impondo uma alta pressão na capacidade produtiva, de forma que se mitigou o impacto negativo dos três meses de atividade nula”, explica. 

“Mesmo com estas dificuldades já conhecidas, conseguimos aumentar nossa cota de mercado no setor industrial com os equipamentos Diesel GSW, e no setor residencial com os equipamentos da série Ga de motorização a gás”, afirma. 

Pramac 

Pramac GPW60_3_4_control_panel_lhv_2

“Na Pramac, nunca deixamos de desenvolver novos produtos, por exemplo, no transcurso de 2020 lançamos duas novas linhas de geradores a diesel, a série GDW e a série GPW, sendo a primeira destinada às aplicações estacionárias de reserva e a segunda destinada às aplicações móveis”, diz Bruno Sá. 

A linha de geradores estacionários GDW está projetada para satisfazer as necessidades de qualquer aplicação, desde 10kVA até 820 kVA, e vem ampliar as capacidades da série GSW existente. “A Pramac desenhou a nova série GDW para que seja confiável, duradoura e escalável, a fim de satisfazer as necessidades dos profissionais da indústria de hoje”, diz a companhia. 

Os primeiros modelos GDW lançados à venda cobrem um raio de potência de 10 a 280 kVA. 

Por sua vez, a linha GPW corresponde a geradores móveis e oferece uma capacidade de entre 9 e 760 kVA. Esta nova linha está dedicada ao setor de locação, ampliando assim a carteira de produtos existentes da marca, o que inclui a série GRW Rental. 

A primeira fase de produção cobre um raio de 9 a 270 kVA. 

“Em ambos os casos, partimos de um conceito de produto global, suficientemente versátil e configurável que nos permita ser competitivos em todos os mercados onde operamos, sempre conscientes das novas tendências, como a redução do consumo e emissões contaminantes, a facilidade de manutenção e redução de OPEX, e a conectividade entre equipamento e usuário”, comenta o executivo da Pramac. 

“Além do segmento diesel, prevemos que em 2021 será possível concretizar os vários projetos industriais da linha de geradores a gás GGW Green Energy”, afirma. 

Himoinsa 

Himoinsa HS RANGE 3

A española Himoinsa também teve importantes lançamentos este ano. Um deles se relaciona com sua nova linha estacionária HS, que, segundo a empresa, “reúne todas as características para se tornar um dos produtos mais competitivos do mercado para aplicações fixas”. 

A nova linha está composta por grupos geradores de 10 a 50 kVA, a 50Hz e 60Hz. Trata-se de três diferentes tamanhos de carroceria para albergar os diferentes modelos segundo sua potência.

De acordo com a Himoinsa, “o novo design perseguiu um claro objetivo: desenvolver um produto adaptado às necessidades reais da aplicação estacionária, mantendo 100% a qualidade do produto Himoinsa”. 

A espanhola também anunciou o lançamento de um novo grupo gerador. Trata-se do modelo HRYW-1275 D5/6, de frequência dual, que conta com um depósito de 1 mil litros de capacidade e uma potência PRP de 1278 e 1305 kVA, para 50 e 60Hz respectivamente, “perfeito para trabalhar continuamente por longos períodos de tempo em múltiplas aplicações”, afirma a companhia. 

A Himoinsa diz que este grupo gerador garante custos de operação reduzidos e seu consumo de combustível é de 182,2 l/h a 75% de carga e de 189,8 l/h a 75% de carga (60 Hz), “o que o converte em um dos grupos geradores mais competitivos do mundo”. 

O baixo consumo de combustível se deve à incorporação de um motor Yanmar modelo AY40L-ET. Este é o primeiro grupo gerador da Himoinsa de linha pesada com motor Yanmar, que foi projetado em estreita colaboração entre as equipes de engenharia de ambas as empresas. 

FPT Industrial

fpt industrial

A FPT Industrial tem uma ampla linha de geradores standby, prime e contínua. A companhia destaca que oferece em sua nova linha de grupos geradores um produto Premium, “posicionado no mercado por inovações como o monitoramento e controle inteligente de energia, os alternadores de alta frequência, a cabine modular acessível e de fácil manutenção, além dos motores de alto rendimento”. 

Uma das características é seu sistema de monitoramento e controle inteligente, que permite ao operador escolher o melhor modo de funcionamento e controlar os parâmetros do gerador, gerindo de maneira remota várias unidades, de maneira simples e fácil, graças ao design funcional da navegação. 

“Fabricada com alto padrão de qualidade, a cabine insonorizada Premium está preparada para as condições de funcionamento mais severas, entregando um excelente isolamento acústico. Os motores têm potência que varia dos 30 kVA até os 660 kVA para frequências de 50 Hz, produzindo assim máxima eficiência, disponibilidade operacional e menor consumo de combustível”, segundo a marca.

Bateria 

A Atlas Copco lançou os dois primeiros modelos de sua nova linha Zenergize de sistemas de armazenamento de energia. 

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Os modelos ZBE e ZBP podem produzir 15 kVA e 45 kVA de potência, respectivamente, e têm capacidade de armazenamento de energia de 45 kWh. A fabricante diz que as unidades são ecologicamente corretas e têm baixo custo de propriedade.

As baterías de íon de lítio das unidades podem ser recarregadas em 1,5 hora, mediante um gerador convencional ou fonte de alimentação da rede convencional. Os modelos ZBE e ZBP têm zero emissão de CO2 em seu funcionamento, e emitem zero ruído. 

Os modelos Zenergize podem funcionar por si mesmos ou em combinação com geradores para formar uma fonte de energia híbrida, o que permite às empresas reduzir o consumo de combustível e os custos de propriedade. 

Barbara Gregorio, diretora de marketing de produtos de energia inovadora e soluções digitais da divisão de potência e fluxo da Atlas Copco, disse que “o mercado exige energias e fontes de energia mais limpas, e a eletrificação é uma tendência tecnológica crucial para o maquinário industrial. Os avanços na tecnologia de baterias de lítio significam que agora podemos oferecer um produto com a alta confiabilidade que nossos clientes esperam de nós”.

Equipando geradores

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Quando se fala em grupos geradores, não se pode deixar de mencionar o coração do equipamento: o motor. E ao falar de motores, um nome obrigatório é o da Perkins, reconhecido fabricante destes equipamentos, muitos dos quais saem de sua fábrica em Curitiba. 

Os motores da companhia podem ser encontrados em grupos geradores de entre 5 e 2.500 kVA, e são especialmente projetados para aplicações de geração de energia, “não simplesmente adaptados de uma aplicação de fora de estrada”, comenta Rafael Souza, gerente de marketing da Perkins para América Latina. 

Modasa, do Peru; CIGEN, da Colômbia; ECI da Guiana; Palmero da Argentina; Emesa do México; Expert Diesel do Panamá; e MD Power, do Brasil, são algumas das marcas que usam motores Perkins em seus geradores. “Os motores de baixa emissão são projetados para facilitar a operação, estender a vida útil dos componentes e reduzir os custos de manutenção. Além disso, operam sempre com baixos níveis de ruído e consomem proporcionalmente menos combustível, medido em litros por hora por kVA, garantindo que o usuário tenha máximos benefícios ao longo da vida útil”, diz Souza. 

A Perkins tem um ambicioso plano para a América Latina em 2021, que é o de tornar-se o fornecedor número 1 em motores para este segmento do mercado, o que inclui todos os montadores de geradores da região, conclui o executivo.

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