FPT Industrial: com motores ligados

By Cristián Peters15 December 2020

A FPT Industrial, marca do grupo CNH Industrial, conseguiu contornar os desafios deste ano de pandemia, e apesar das dificuldades inerentes à crise sanitária mundial, não deixou de trazer ao mercado inovações tecnológicas.

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Marco Rangel

Para saber um pouco mais sobre as estratégias da companhia e como elas vêm evoluindo, a CLA conversou com Marco Rangel, presidente para América do Sul da FPT Industrial.

Qual foi o impacto do covid-19?

Como empresa com presença internacional, nossa experiência foi extensa, desde o primeiro momento do surto ainda na China. Depois, tivemos uma segunda fase na Europa, onde naturalmente também vivemos um processo de aprendizagem em nossas fábricas. Quando a pandemia chegou aos nossos países em março, tanto na Argentina como no Brasil (onde a empresa tem instalação de produção), foi uma coisa muito rápida, e a finais de março e abril paralisamos totalmente a produção. Mas como tínhamos o aprendizado da Europa e da China, em maio implementamos medidas sanitárias e controles necessários para começar a retomar a produção.

O Grupo CNH teve ações padronizadas em todas as suas marcas, com uma preocupação especial na segurança e com a implementação de um plano de recuperação da produção. Nossa visão é voltar ao mercado com nossos produtos garantindo que haja um mínimo de circulação de pessoas e com máxima segurança.

Cpmo a situação impactou a produção?

O grupo CNH teve uma paralisação de todas as suas marcas por pelo menos um mês, e isso afetou a disponibilidade de equipamentos, mas de forma pontual. Agora, a produção está a full, e as demandas dos clientes estão sendo atendidas.

Sobre os pontos positivos, pode comentar sobre os motores GNC?

É uma satisfação para nós como FPT e como Grupo CNH Industrial, do qual a Iveco faz parte, poder fornecer para a América do Sul a mais alta tecnologia em matéria de motores a gás natural. Temos mais de 50 mil motores em operação em diferentes aplicações de ônibus, caminhões e veículos de despacho. A Iveco avançou, com a FPT, em tecnologias não apenas de gás natural, mas também de gás gás natural liquefeito.

A Iveco trouxe a última geração de seus caminhões com motores extra-pesados, que têm tecnologia avançada que nos permite entregar a mesma performance que teria um motor a diesel. Ou seja, o motor a gás não perde nenhuma capacidade ou potência, além disso é um motor que produz uma vantagem operacional, uma vantagem ambiental e uma operação mais suave do ponto de vista do ruído.

É um avanço muito importante, temos a primeira onda deste tipo de caminhões que vai começar a roda no Chile, também na Argentina e, muito em breve, no Brasil.

Os equipamentos de construção também vão nesta linha?

Vemos o motor a gás natural como uma ponte muito firme para não só os caminhões, e sim também para os equipamentos de construção e agrícolas que estamos desenvolvendo no grupo.

O primeiro projeto que fizemos com a Case Construction é o projeto Tetra. Uma escavadeira de última geração, que apresentamos no ano passado na Europa, e está em etapa de ser apresentada aos mercados.

As aplicações de construção têm diferentes requisitos de homologação, mas estamos seguros de que temos uma solução quase pronta.

E também com a New Holland fizemos uma versão para um trator agrícola médio, usando principalmente o biometano, mas que também pode usar o gás natural.

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E quanto às tecnologias híbridas e de eletrificação?

A FPT está à frente de muitas linhas de desenvolvimento de produtos, os produtos híbridos são parte da estratégia multicombustível. Quando apresentamos há alguns anos nossa visão de futuro, miramos numa solução de energia que fosse compatível com todas as opções de combustível, elétricas, de gás natural e o próprio diesel, que segundo as projeções continua sendo um combustível viável, e quem sabe também a eletrificação parcial.

Há muitas coisas que estamos fazendo para diversos segmentos. Este ano lançamos um novo motor chamado F28, desenvolvido para atender todas as necessidades do mercado de construção. É um motor a diesel de última geração de 4 cilindros e 2,8 litros, com sistema de ignição eletrônica. No futuro, pode ser que tenhamos somente versões elétricas, mas em algumas operações hoje em dia ainda não é viável por várias razões.

Estamos muito tranquilos ao dizer que nossa estratégia como FPT é multicombustível, e vamos nos adaptando de acordo com a necessidade de cada região, cliente e mercado.

Analisam também o hidrogênio?

O hidrogênio é uma etapa que nos interessa muitíssimo no médio prazo, e quem sabe, no curto prazo em algumas aplicações.

A vantagem do hidrogênio é que a mesma capacidade que conseguimos com o gás liquefeito se torna viável com menos gás, ou seja, o hidrogênio tem uma capacidade muito mais importante de gerar energia. O ponto crucial é que o mesmo que a eletrificação: a estrutura para que o hidrogênio este disponível e seja seguro.

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Como está o panorama de investimentos?

Os investimentos que estamos fazendo nestes momentos estão focados na tecnologia Euro6 e gás natural. Este ano, lançamos os caminhões Vector, caminhões médios feitos em Córdoba, Argentina, com motores a gás natural, e que seguem a estratégia de combustíveis alternativos dentro do mercado sul-americano. A outra tem relação com o Euro6, o Brasil começa a primeira fase em 2022 e a segunda fase em 2023. Os investimentos que estamos fazendo se focam nas fábricas, nos produtos e em desenvolver e validar os motores, em conjunto com nossos clientes.

Veja a entrevista completa na seção de Vídeos do nosso site.

 

Tecnologia híbrida

No início deste ano, a FPT Industrial apresentou o F28 Híbrido, um motor a diesel emparelhado com um e-flywheel, cujo resultado é uma solução eficiente, compacta e sustentável para aplicações todo terreno. “Este motor híbrido foi desenvolvido para oferecer o rendimento ideal para maquinário compacto com uma produtividade aumentada e eficiência melhorada”, diz a empresa. O motor tem potência máxima de 74 CV, enquanto seu motor elétrico agrega 27 CV de potência contínua e 40 CV de potência máxima. “As máquinas leves de construção, como minicarregadeiras, compactadores manuais e retros compactas se beneficiam da potência máxima em determinados momentos para completar suas tarefas com maior eficácia”, afirma a companhia.

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