FMI melhora previsão para América Latina

c Uma leve recuperação no último trimestre do ano é a responsável pela mudança, “impulsionado por um considerável estímulo fiscal, condições financeiras internacionais favoráveis e adaptação dos agentes econômicos à nova realidade”.

Mas mesmo que as economias da região tenham começado a reverter a devastação econômica inicial do covid-19, o FMI alerta que o fortalecimento da pandemia no final do ano ameaça frustrar os planos de uma recuperação que já é desigual, e assim agravar os enormes custos sociais e humanos. Apesar desta situação, em vista dos resultados mais sólidos do que o previsto em 2020, a expectativa de que se ampliem as campanhas de vacinação, as melhores perspectivas de crescimento para os Estados Unidos e o aumento no preço de algumas matérias primas, o FMI elevou sua projeção de crescimento regional para 2021, que agora está em 4,1% (em outubro era de 3,6%).

Diferentes ritmos

A previsão agregada oculta importantes diferenças entre os países. O crescimento para este ano foi revisado para alta no Brasil, México, Chile, Colômbia e Peru, e para baixo na região do Caribe (de 4% a 2,4%), em função de que a retomada do turismo, que é vital para a região, vem demorando mais do que o previsto. Além disso, tanto no Caribe como na América Central (que vem sofrendo com alta de preços dos alimentos), enfrenta-se risco de desastres naturais, como já aconteceu com os furacões Eta e Lota em novembro.

Assim, a plena recuperação está ainda distante. Segundo o prognóstico do FMI, o produto da região voltará a níveis pré-pandemia apenas em 2023, e o PIB per capita só volta em 2025, ou seja, mais tarde do que em outras regiões do mundo.

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Cristian Peters
Cristián Peters Editor Tel: +56 977987493 E-mail: cristiá[email protected]
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