FIIC defende união das construtoras latinas

By Fausto Oliveira01 September 2014

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A Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC) fez um chamado a que as empresas construtoras da região se integrem para disputar com mais competitividade o mercado de grandes obras na própria América Latina e, posteriormente, ao redor do mundo.

Em sua participação no Congresso Interamericano da Indústria da Construção, o presidente da entidade, o chileno Juan Ignacio Silva, disse que as empreiteiras latino-americanas são muito menores do que as empresas europeias ou chinesas desse ramo.

“As três maiores empresas de construção da China faturam US$ 84 bilhões ao ano, enquanto as suas similares da Europa obtêm US$ 50 bilhões”, disse ele no evento. Segundo o dirigente, esta desproporção diminui a capacidade latino-americana de competir por projetos de infraestrutura inclusive no próprio território.

Na verdade, os números mais atualizados são ainda mais favoráveis às empresas construtoras chinesas. A tabela com as 200 maiores construtoras do mundo, recém publicada pela revista International Construction, mostra que a principal construtora do mundo, a China State, teve faturamento de mais de US$ 100 bilhões no ano de 2013, o que quebrou todos os recordes, sendo a primeira vez que uma empreiteira em todo o mundo atinge esse nível de ganho financeiro.

De acordo com o mesmo estudo, outras quatro empresas chinesas estão entre as dez maiores do mundo, e apenas em quarto lugar apareceu a corporação de origem francês Vinci, com vendas em 2013 pouco acima de US$ 54 bilhões.

A empresa latino-americana mais bem colocada na lista é a Odebrecht, que ficou na 30ª posição com faturamento de pouco mais de US$ 12 bilhões. Muito depois, no posto número 132, apareceu a também brasileira Camargo Corrêa com faturamento de US$ 2,72 bilhões, sendo seguida pela Andrade Gutierrez com faturamento de US$ 2,46 bilhões. A mexicana ICA ocupou a posição número 143 com US$ 2,31 bilhões, e depois a também mexicana Homez apareceu em 149 com US$ 2,25 bilhões. A chilena Salfacorp ficou na posição 157 com US$ 2,13 bilhões. Já a OAS apareceu na posição 184 com US$ 1,81 bilhão. Outras duas brasileiras, a RV e a Galvão Engenharia, completaram a ainda modesta participação latino-americana na lista das 200 maiores construtoras do mundo.

A desproporção entre as capacidades das empresas de construção do mundo desenvolvido e as latino-americanas, além de evidente, faz com que a região esteja tomada por subsidiárias e escritórios de representação dos grandes players desse mercado, que a cada ano vencem mais e mais licitações de obras de infraestrutura nos países da América Latina.

Apesar de não haver especificado as maneiras pelas quais isso pode ocorrer, Juan Ignacio Silva mostrou que está a par do problema, e quer marcar sua gestão à frente da FIIC pela iniciativa de conclamar as construtoras latinas a formar conglomerados que disputem com mais competitividade o mercado global.

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