Fabricando o futuro

By Gabriel Lira12 May 2021

O já mencionado covid-19 afetou o mundo inteiro. Não houve setor social e nem produtivo que se salvou dos flagelos que esta pandemia produziu. A construção foi uma das indústrias mais afetadas por vários motivos; que vão desde a impossibilidade de construir em modo teletrabalho e, porque sem projetos de infraestrutura até a economia do país mais desenvolvido se ressente.

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A CLA observou como certos setores da indústria tiveram que adaptar suas formas de trabalho. Seja para a fabricação de máquinas e componentes ou para a realização de mais um dia de trabalho em um projeto. A indústria conheceu e teve que se adaptar aos novos tempos com restrições inéditas e, com tudo isso, continuar a ser o fator importante da estabilidade econômica e social em qualquer país.

Da Liebherr afirmam que boa parte das complicações passou pelos obstáculos que foram gerados na cadeia de abastecimento internacional, principalmente nos países mais afetados pela pandemia. “Isso resultou em fechamentos temporários de certas fábricas ou ajustes nas capacidades de produção, como ocorreu na maioria de nossas empresas na América Latina”, afirmam.

“Tivemos que aprender a enfrentar tudo isso aos poucos”, afirma Matheus Fernandes, business manager de operações da Link-Belt para a América Latina. “Temos trabalhado em estreita colaboração com nossa rede de distribuição no Brasil e no restante da América Latina para garantir que as entregas das escavadeiras e peças sejam feitas dentro dos prazos estipulados aos clientes”, afirma.

Da CNH Industrial eles comentam que tanto em suas fábricas em Córdoba, Argentina, quanto em Contagem, Brasil, foram adotadas medidas de higiene para equipamentos e ferramentas. Além disso, foram instaladas estações de higienização e termômetros, a distância social foi respeitada e “foram distribuídos itens de proteção individual a todos os nossos colaboradores, o que permitiu a retomada rápida das atividades após a etapa de quarentena obrigatória”, afirma Marcus Cheistwer, presidente da CNH Industrial para a Argentina

Lições e desafios

Marcus Cheistwer, Presidente de CNH Industrial para Argentina Marcus Cheistwer, Presidente de CNH Industrial para Argentina

‘Cada crise é uma oportunidade’. Bem, aqui está um exemplo. A pandemia produziu (e ainda produz) crises econômicas, desemprego, mudanças nas rotinas de trabalho e na forma de execução dos empregos. Isso é um fato e deve ser enfrentado. Da Liebherr, apesar de ser uma empresa global, gozam de independência financeira e de uma estrutura descentralizada que “nos dá um alto grau de liberdade para tomar decisões e ser menos sensíveis às flutuações econômicas, pois podemos nos adaptar rapidamente”.

Da Link-Belt, eles afirmam que o ambiente de trabalho foi um fator importante na manutenção dos padrões de serviço. “Graças às nossas políticas para enfrentar a pandemia, conseguimos fechar 2020 com todos os nossos trabalhadores na América Latina sãos e salvos; e continuaremos igual para este 2021”, enfatiza Fernandes.

O executivo garante que “há uma tendência para um sistema híbrido. Ou seja, mesclar trabalho presencial e remoto. Quanto aos desafios da indústria, alguns são novos, devido à pandemia. “Nossas máquinas, por exemplo, vêm do Japão, mas sua montagem exige matéria-prima de vários outros países; e cada um desses locais está em um estágio diferente da pandemia, o que afeta claramente a cadeia de abastecimento como um todo”, complementa Fernandes e acrescenta que “não vejo problema com o trabalho remoto, mas uma incerteza de quanto tempo vai durar tudo”.

Os italianos da CNH Industrial informam que o grande desafio era conseguir continuar produzindo apesar das novas adversidades. “Tivemos que nos adaptar rapidamente a todos os processos e continuar a funcionar de forma eficiente, apesar dos obstáculos apresentados pela situação de saúde”, disse Cheistwer. A empresa ficou aliviada com o fato de que a tecnologia facilitou a capacidade de resolver remotamente. “Tivemos que acelerar os processos em direção a essas novas formas de trabalhar no dia a dia”.

Claro, nesta área existem aspectos que não podem ser resolvidos em modo de teletrabalho, e por isso a Liebherr, CNH Industrial, Link-Belt e boa parte dos fabricantes em todo o mundo foram obrigados a desenvolver e manter rígidos protocolos de produção e saúde que lhes permitissem estar presentes nas atividades em que fosse necessário.

A tecnologia é a vacina

São várias as iniciativas que buscam enfrentar o novo cenário proposto pelo covid-19. Operações remotas, digitalização e automação tornaram-se essenciais nesta nova realidade.

Matheus Fernandes, Gerente Link Belt Latinoamérica Matheus Fernandes, Gerente Link Belt Latinoamérica

Como exemplo, temos o sistema de serviço remoto da Liebherr, que pode ser montado em guindastes sobre esteiras, equipamentos de fundação profunda e guindastes marítimos. “Isso melhora a assistência por meio da informação visual e, portanto, leva a uma solução mais rápida e fácil de problemas”, observam os europeus.

Um dos guindastes que conta com esse sistema é o LHM 420, o primeiro no seu tipo montado na Argentina graças à ferramenta. “Devido à pandemia, o engenheiro da matriz da Liebherr-MCCtec Rostock GmbH, na Alemanha, não pôde comparecer à montagem pessoalmente, então todas as providências necessárias foram tomadas para que ele pudesse estar disponível para dar suporte e assistência necessário”. Para isso, foram instaladas câmeras no local e realizadas reuniões diárias para discutir as tarefas pendentes. “Tudo isso foi facilitado graças à recursos de videochamada e áudio, além dos serviços de bate-papo e telas compartilhadas do serviço remoto”, comentam.

“Isso significa que todos os clientes Liebherr com guindastes marítimos, equipamentos de fundação profunda e guindastes sobre esteiras com capacidade de até 300 toneladas agora têm a oportunidade de usar o aplicativo de atendimento remoto através de qualquer dispositivo móvel com internet”, enfatiza Benoit Cibert, engenheiro da marca na Argentina.

Vale ressaltar que este serviço oferece diversas soluções digitais que procuram facilitar o planeamento, a operação e o serviço no local de trabalho. Isso inclui o Crane Planner 2.0, o sistema de gestão de frotas e plantas LiDAT e o portal on-line MyLiebherr, entre outros. Da Liebherr isso sim, são claros, “as conquistas tecnológicas, por mais avançadas que sejam, não serão capazes de resistir totalmente a uma futura pandemia e suas consequências. Temos que continuar trabalhando”.

Da Link-Belt afirmam que “todas as ferramentas e seu desenvolvimento serão acelerados para que as operações sejam realizadas remotamente. No geral, a pandemia tem sido um catalisador para o desenvolvimento”, afirma Fernandes. Em particular, os norte-americanos argumentam que o Brasil e vários outros países possuem uma indústria automatizada 4.0. “O ponto fraco de tudo isso - afirma o executivo - é que a automação deve atingir toda a cadeia de valor como um todo, se não houver matérias-primas os processos podem ficar paralisados ​​porque esse fornecedor não automatizou ou digitalizou seus processos. A indústria 4.0 deve se estender desde os fornecedores até a montadora final, senão vai faltar alguma coisa no processo”.

A CNH Industrial também comemora os desafios impostos pela pandemia, pois “promove a automação do trabalho, buscando que haja menos aglomeração de pessoas e que as obras possam continuar avançando de forma eficiente”, afirma Cheistwer.

Conectividade, automação e digitalização serão variáveis ​​cada vez mais solicitadas pelos clientes, que vão querer aproveitar todo o potencial, reduzindo custos operacionais e seu impacto ambiental.

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