Estudo mostra o valor econômico das infraestruturas

By Fausto Oliveira07 May 2014

México - construcción

México - construcción

A riqueza total gerada por ativos construídos em 30 países do mundo foi calculada em US$ 27,1 trilhões, o que é equivalente a 40% do PIB dessas economias em 2013. O estudo foi realizado pela consultoria Arcadis, e os 30 países escolhidos representam 82% do PIB global. Entre eles, os latino-americanos estudados são México, Brasil e Chile. O relatório completo é uma tremenda ferramenta para conhecer o real valor econômico que está por trás do investimento em infraestrutura pública e privada.

A Arcadis contabiliza como “ativo construído” toda e qualquer formação de capital fixo e tangível, o que inclui infraestrutura pesada, construção residencial e não residencial, implementação ou reforma de qualquer tipo de usina ou unidade produtiva e investimento em maquinário, além de investimentos em ativos naturais, como a terra.

O estudo parte do princípio de que a formação desses capitais gera riqueza para os países. E ao contabilizar os ativos construídos, mediu quanto em cada país os ativos desse tipo geram em termos de lucros. A medição considerou todos os lucros gerados depois de excluir os salários e demais pagamentos pelo trabalho. Ou seja, estão incluídos lucros de proprietários e acionistas, operadores e construtores, vendedores e até os usuários, que afinal usufruem de parte do valor econômico dos ativos em termos não financeiros.

A média mundial de geração de riqueza através dos ativos construídos é de 40%. México e Turquia são os que mais riquezas produzem em relação a seus ativos construídos: 61% de seus respectivos PIBs provêm desses capitais. A industrialização da economia mexicana, associada aos baixos custos de mão de obra, explica a alta taxa de retorno dos ativos mexicanos, de acordo com a Arcadia.

A decepção latino-americana no relatório vem do Brasil, que segundo a consultoria percebe em seu PIB só 32% provenientes de seus ativos construídos. Isso porque o mercado de trabalho é rígido e a legislação antiquada. Além disso, as conhecidas dificuldades burocráticas e tributárias impedem um melhor aproveitamento da infraestrutura produtiva do país, além de obstaculizar a atividade empresarial. Como se sabe, a maioria da riqueza brasileira provém de exportações agrícolas.

Em relação ao Chile, o estudo diz que o país tem 21% de seu PIB proveniente dos ativos construídos. Mas seus investimentos em infraestrutura somam ao redor de um quarto do Produto. Por isso, está previsto que o Chile terá sua taxa de retorno econômicos de ativos construídos aumentada no futuro.

Em termos mundiais, além de México e Turquia, a China, a Polônia e Singapura foram os Top 5 em derivar uma boa proporção de sua riqueza de suas construções em 2013. A parte inferior da tabela está composta por Reino Unido, Qatar, Chile, Arábia Saudita e Rússia.

Mas a previsão feita para o ano de 2022 mostra um cenário distinto do atual. Segundo a Arcadis, a China vai liderar a tabela. O Chile passará à 7ª posição com cerca de 45% de seu PIB gerado por ativos construídos, enquanto o México baixará seus ganhos econômicos por infraestruturas a 40% do PIB. E o Brasil deverá ter uma queda brutal para pouco mais de 10% de aproveitamento econômico de seus ativos construídos em relação ao PIB.

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