Editorial: Luz no fim do túnel

By Cristián Peters02 August 2016

La revista de la industria de la construcción de América Latina

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Depois de mais trinta anos, a América Latina voltará a enfrentar dois anos consecutivos de recessão. É o que afirmam as projeções do Banco Mundial, que preveem queda de 1,3% para a economia regional este ano, após a queda de 0,7% do ano passado.

Pelo menos, parece que este será o último ano de maus indicadores, e 2017 deverá ser melhor; é uma luz no fim do túnel. Não é uma luz brilhante de alta voltagem, mas ao menos segundo o BM, já é possível projetar um crescimento de 1,2% para a região.

Este resultado se apoia, parcialmente, em que a América do Sul terá uma leve recuperação de 0,5% em 2017, o que pode de fato acontecer se a maior economia dentre elas, o Brasil, finalmente conseguir frear sua recessão, que este ano deverá ficar entre os 3% e 4% negativos. Para o próximo exercício, espera-se uma moderação das incertezas políticas internas, o que, somando-se às possíveis melhoras no quadro fiscal, poderia recompor a economia em torno de 0% ou algum crescimento.

Mas ainda se justifica a atenção, pois segundo nossa reportagem sobre o Brasil nesta edição, tudo isso dependeria da manutenção do governo interino de Michel Temer no poder. Se o Senado votar pela devolução de Dilma ao Planalto, a reversão das expectativas seria dramática, de acordo com todos os agentes econômicos.

Enquanto isso, a maioria dos atores do mercado olham com atenção para o desenrolar do PPI, o Programa de Parceria para Investimentos, com o qual o governo quer mobilizar quantidades significativas de capital privado para a infraestrutura, envolvendo com cada vez mais força o capital privado.

Porém, não haverá boas novas apenas no ano que vem. Esta edição mostra algumas agradáveis surpresas deste ano, como o crescimento da construção no México no segundo trimestre, interrompendo quatro trimestres consecutivos de queda. Além disso, a construção peruana também deverá deixar sinais positivos pelo caminho de 2016, com previsão de crescimento de 3,1%, segundo a Câmara de Comércio de Lima. Ao menos, as boas intenções estão aí, com a chegada de Pedro Pablo Kuczynski à presidência do país, dizendo que deseja ver o Peru “como um grande canteiro de obras”.

Cautela com as expectativas, mas alguma esperança devemos ter, de que sim a América Latina comece a retomar seu rumo de desenvolvimento em breve.

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