Economia mundial deve crescer 4% este ano

By Fausto Oliveira06 January 2021

Após uma contração de 4,3% em 2020, espera-se que a economia mundial se expanda 4% em 2021, isto se a distribuição de vacinas contra a covid-19 seja efetiva ao longo do ano. É o que afirma o Banco Mundial em seu Informe de Perspectivas Econômicas de janeiro de 2021.

Projeções de crescimento para 2021 Fonte: Perspectivas econômicas mundiais, janeiro de 2021

A entidade afirma que o colapso da atividade econômica mundial em 2020 foi ligeiramente menor do que o previsto inicialmente, devido a que os planos de estímulo de países desenvolvidos evitaram o pior e ao crescimento chinês, que recuperou o país antes do que se previa. Mas as perturbações na atividade da maioria das economias emergentes foram mais graves do que o esperado.

“Embora a economia mundial pareça ter entrado em recuperação moderada, os formuladores de políticas enfrentam desafios enormes – em matéria de saúde pública, gestão da dívida, políticas orçamentárias, bancos centrais e reformas estruturais – a fim de assegurar que esta ainda frágil recuperação ganhe impulso e assente bases para um crescimento robusto”, afirmou David Malpass, presidente do Grupo Banco Mundial.

O órgão adverte que as perspectivas de curto prazo continuam sendo de muita incerteza, e ainda é possível que os resultados de crescimento sejam diferentes. O Banco Mundial prevê que em um cenário de contágios ainda em aumento e atraso na vacinação, a expansão econômica mundial poderia estar limitada a 1,6% este ano. Por outro lado, o cenário otimista com menos contágios e mais vacinação pode produzir um crescimento mundial de quase 5%.

América Latina e Caribe

Espera-se que a atividade econômica regional cresça 3,7% em 2021, e que se houver um cenário negativo o número pode ficar em apenas 1,9%.

Dentre as principais economias, o Banco Mundial calcula que o Brasil tenha se contraído 4,5% em 2020, e para o atual exercício o país deverá ter crescimento de 3%. A contração do México foi de 9%, e a recuperação deverá ser de 3,7%; na Argentina a queda em 2020 teria sido de 10,6%, e a recuperação estimada em 4,9%; o Chile, que caiu 6,5% em 2020 poderia ter uma recuperação de 4,2%; por fim, o Peru poderia crescer 7,6% este ano após cair 12% no ano passado.