Diagnóstico regional

By Cristián Peters19 December 2013

DEC13 CLA Feature FIIC

DEC13 CLA Feature FIIC

Um crescimento similar ao do ano passado é o que se espera para este ano para a América Latina. Isso foi o que anunciou a Federação Interamericana da Indústria da Construção (FIIC) em sua análise da Evolução da Economia dos Países Membros da FIIC: 2012-2013.

Segundo o relatório da Federação, que agrupa Panamá, Chile, Uruguai, México, Brasil, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Equador, Argentina, Peru, Colômbia, Nicarágua, República Dominicana, Bolívia, Honduras, Paraguai e Venezuela, os países da América Latina crescerão, em seu conjunto, 2,8% durante o presente ano, taxa similar a que foi registrada no ano passado, já que à desaceleração do Brasil e do México, deve-se somar menores crescimentos em economias como a chilena, panamenha e peruana.

Como consequência desse crescimento moderado, não se espera um aumento significativo da demanda de mão de obra. “O desemprego caiu modestamente de 6,9% para 6,7% durante o primeiro trimestre do ano, enquanto que a inflação acumulada em doze meses (até maio de 2013) ficou em 6%, comparada com 5,5% até dezembro de 2012 e 5,8% até maio de 2012”, informa o documento.

O avance da região é encabeçado, como estava previsto no começo do ano, pelo Paraguai, com uma alta de sua taxa do PIB de 11%, seguido pelo Panamá (9,0%), Peru (6,3%), Chile (4,9%), Bolívia (4,8%), Equador (4,4%), Brasil (3,0%), Argentina (2,8%), e México (1,8%). Em média, todas as economias FIIC crescerão, em 2013, 4,1%, deixando nas extremidades o Paraguai e a Venezuela, que fechará o ano com uma pequena expansão de 0,1%.

Para 2014, a expectativa é de um crescimento médio similar, mas o avanço será liderado pelo Panamá com 7,2%, seguido pelo Peru (6,1%), Bolívia (5,0%), Chile e Paraguai (4,6%), Colômbia (4,5%), Costa Rica e México (4,4%), Brasil, Nicarágua e Uruguai (4,0%), Equador (3,9%), Argentina (3,5%), Guatemala e República Dominicana (3,4%), Honduras (3,0%), Venezuela (2,3%) e El Salvador (1,6%).

Em termos de construção, este ano é o Chile quem encabeça o crescimento com 7,5%, seguido pelo Uruguai, com 6,1% e Colômbia com 4,4% cada um.

O PIB da indústria da construção dos países integrantes da FIIC em 2012 alcançou US$321,6 bilhões, aportando assim com 10% do PIB mundial do setor.

Infraestrutura

Segundo o índice de competitividade do Fórum Econômico Mundial 2013-2014, ferramenta que mede sete pilares básicos da infraestrutura como rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, eletricidade, telecomunicações e situação geral, o Panamá se mantém na posição de número um com relação à América Latina, na sequência aparecem Chile, Uruguai, México e Brasil.

Um caso que merece destaque é o do Equador, que no panorama mundial melhorou onze posições, passando da colocação mundial de número 90 para a 79 (de 148 países em estudo), ficando assim na nona posição latino-americana, entre Guatemala e Argentina.

Por outro lado, Honduras experimentou uma queda de 14 colocações no ranking mundial, alcançando a posição 115 e ficando no décimo sexto lugar entre as 18 economias FIIC.

A Venezuela fecha a lista, país que caiu da posição 120 para a 125.

Levando em consideração a evolução entre 2006 e 2013, apenas três países conseguiram avançar posições nesse período: Equador, Panamá e Uruguai, que melhoraram 15, 9 e 3 posições respectivamente. Enquanto Brasil, México e Peru mantiveram suas posições, o resto das economias registrou quedas e três a 41 posições.

Investimentos

Em seu documento, a FIIC destaca que os países latino-americanos empreenderão, nos próximos 18 meses, obras de infraestrutura com um investimento de US$145 bilhões, segundo a lista dos 100 principais projetos estratégicos da região elaborado pela CG/LA Infrastructure, a qual foi publicada na edição de junho da Construção Latino-Americana.

Do total da lista, México e Brasil em conjunto conta com 47 iniciativas que representam investimentos de US$91 bilhões, o que significa 62% do total.

Não há dúvidas que o transporte é um item que se apresenta de forma insuficiente na América Latina, seja rodoviário, ferroviário, aeroportuário ou portuário. A necessidade de melhor infraestrutura é evidente e é, por essa razão, que 63 das 100 iniciativas enumeradas correspondem a esse setor, somando investimentos de US$93,3 bilhões, 63,68% do total. Depois disso aparecem os projetos vinculados à água e saneamento, setor que representa desembolsos de US$21,9 bilhões. No terceiro lugar está o setor de petróleo e gás, que abrange investimentos de cerca de US$16,5 bilhões, e, por último, os projetos em energia, que somam investimentos de US$14,8 bilhões.

Segundo a FIIC, esses projetos transformarão a infraestrutura de cada um dos países e são muito atrativos para as grandes construtoras internacionais.

Cabe lembrar que, em 2012, os fluxos de investimento estrangeiro direto para os países da FIIC alcançaram US$169 bilhões, 5,2% a mais que o registrado anterior.

O organismo indicou que entre os fatores que poderiam debilitar as perspectivas da construção dessas obras estão a forte dependência das exportações para a Europa e a China.

Também considera uma ameaça o aumento do déficit na conta corrente das economias latino-americanas, que em 2013 alcançou 2% do PIB (o maior desde 2001); as restrições fiscais no Caribe, América Central e México; assim como a vulnerabilidade das nações sul-americanas pelos seus produtos naturais.

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