Crescimento concreto

By Luciana Guimaraes23 December 2021

Silvio Amorim, CEO de Schwing-Stetter Brasil. Silvio Amorim, CEO da Schwing-Stetter Brasil.

Mesmo durante o período mais nebuloso da pandemia, a Schwing Stetter continuou a operar, tanto no Brasil como internacionalmente. Empresa investiu pesado em normas de segurança e higienização impostas, e conseguiu ganhos significativos dentro das operações da companhia.

Formado em administração de empresas pela Universidade Católica de Santos, com MBA em finanças pela Fundação Instituto de Administração (FIA/USP), Silvio Amorim atua desde 2016, como CEO da empresa.

Sua nomeação foi descrita como estratégica por ter ele, uma visão alinhada aos propósitos do grupo, dentre os quais se fez a reestruturação em toda a América Latina.

Em conversa com a CLA, o executivo discorre sobre benesses de eficiência cada vez maiores na companhia e como continuar expandindo mesmo em um ambiente ainda incerto para a economia no próximo ano.

Como a empresa está neste momento, passados quase 2 anos de incertezas e objeções causadas pela pandemia?

Para surpresa geral, o que se viu foi algo diferente do que imaginava no início da pandemia. Na Alemanha, nossa equipe se mostrou muito preocupada, estávamos em março, e havíamos previsto que teríamos um crescimento projetado muito positivo e com a situação que se apresentava, houve um certo receio. Mas fizemos ajustes e entregamos uma quantidade de vendas melhor até do que foi antecipado. Não paramos em nenhum momento nesses quase 2 anos, apesar do medo e da incerteza que podíamos notar nas pessoas, o que seria absolutamente normal dadas as incongruências dos dias que se seguiram. Acatamos o plano, o combinado, e o que mudou na verdade, foi nossa atenção em termos de cuidados sanitários, uma urgência e necessidade absolutas, para que pudéssemos continuar atuando com toda a segurança para todos os envolvidos.

El ejecutivo encabezó la ceremonia de lanzamiento del nuevo mixer en las oficinas de la compañía en Sao Paulo. O executivo conduziu a cerimônia de lançamento da nova misturadora na sede da empresa em São Paulo.

Houve algum momento que pode ser descrito como o mais problemático nesse tempo? Houve perda de receita em comparação com 2020?

As vendas só subiram, principalmente em comparação com 2020, e caminhamos para um crescimento de aproximadamente 50%. Um aumento considerável, e que só não é maior pelos percalços advindos da pandemia, como problemas logísticos vistos país afora.

Acredita que os sinais de recuperação vindos por meio das obras puxadas pelas concessões de aeroportos através do MINFRA, serão essenciais para a sonhada retomada econômica?

A retomada já vem acontecendo, na verdade. Esse levante poderia ser ainda mais vigoroso, não fossem fatores como gargalos logísticos que impactam a capacidade da indústria de entregar. Desde caminhões até veículos leves, o faturamento é menor em função de componentes elétricos, por exemplo, que estão em falta. A área industrial é essencial para o PIB, e para o ano que vem, a volta do segmento de serviços trará um novo fôlego para a economia.

A marca oferece uma linha completa de equipamentos para a área de concreto e para o segmento industrial. Qual das duas áreas hoje, pode ser considerada, mais promissora?

No segmento de construção civil, encontra-se o DNA da Schwing. Provavelmente isso manterá estabilidade. Na linha industrial, desde mineração até saneamento, celulose e outras aplicações, temos perspectivas muito positivas e projetos de maturação um pouco mais longos. No concreto, há maior agilidade. É possível, um desenvolvimento e entrega, mais ágeis. Enxergo em termos de oportunidade de crescimento, no próximo ano e nos que virão, possibilidades do segmento industrial uma vez que não depende somente de um setor, são vários concatenados e que tem como característica forte os investimentos, com utilização de capital extensivo.

Há uma tendencia para o setor de concreto seguir?

Impulsionado pela demanda das construtoras, além dos investimentos em reformas de imóveis, a expectativa da indústria de produtos de cimentos é de fechar o ano de 2021 com um crescimento estimado em 4% do faturamento ante ao contabilizado no ano passado. Vimos o setor buscar soluções para aumentar o ritmo de produtividade em obras e alcançar novos patamares no que diz respeito à industrialização das construções. A busca maior sempre é a de garantir a integridade, prolongando a vida útil e impedindo a deterioração e os acidentes.

Um dos pontos altos da empresa, é o setor de pós-venda. Continua em voga?

O pós-venda é um pilar que, não é exagero dizer, pode sustentar um negócio. O pós-venda da SCHWING-Stetter se destaca em sua filosofia de estar sempre à disposição dos clientes. Focamos não somente em conquistar novos clientes, mas também em deixar nossos consumidores fidelizados. E para tanto, pode ser para esclarecimento de dúvidas operacionais e de manutenção dos equipamentos, como também apoia com informações técnicas sobre a bombeabilidade do concreto e correta aplicação dos equipamentos, estamos sempre disponíveis e estruturados para atender. É uma grande vantagem o cliente poder solicitar um técnico, sanar dúvidas e pedir uma análise de garantia, por exemplo.

El evento de lanzamiento, realizado presencialmente en las instalaciones de la empresa, contó con la presencia de CLA. O evento de lançamento, realizado presencialmente nas instalações da empresa, contou com a presença da CLA.

A unidade fabril de Mairiporã conta com centros e tornos de usinagem totalmente automatizados e informatizados. Como foi esse investimento em tecnologia? Quais as tendências tecnológicas para o setor como um todo?

A indústria 4.0 já é uma realidade, e tudo relacionado à modalidade, que se resume em investir pesado em automação e prevenção. Vai na linha de pensamento de ter a indústria “na nuvem”, com dados e informações sendo extraídos o tempo todo com foco em melhoria de produtividade. Investe-se muito nisso, em inovação, em processos mais assertivos e nós estamos sempre buscando esse aperfeiçoamento. Fazemos essa coleta e análise de referenciais em tempo real, da inteligência artificial e da possibilidade de comunicação entre todos os componentes eletrônicos em uma mesma linha de produção, e na digitalização de nossos processos para implementarmos um resultado exitoso.

Outro diferencial é que todos os equipamentos e produtos são submetidos ao processo de jateamento de granalha de aço, com pintura de base em primer antioxidante, e pintura final em poliuretano, além de um sistema de controle de qualidade internacional.

Toda parte de pintura de nossos equipamentos e que passam por esses processos finais, tem como principal objetivo aumentar a durabilidade e impermeabilidade dos componentes estruturais das nossas máquinas. Cada película de proteção, cada cuidado mais minucioso, vai proporcionar uma longa e satisfatória vida de nossos produtos.

Com um portfólio tão vasto de equipamentos para o setor de concreto, é possível descrever qual seria o carro chefe da companhia? E se ele sofreu alterações com a pandemia?

Temos uma situação de conforto no que se refere à nossa linha de bombas de concreto. Falo de uma posição de mercado bem estabelecida, representa 80% de ‘market share’ aqui no Brasil, e que não se alterou com a Covid.

Outra área muito direcionada é a de capacitação de pessoal com foco em segurança, treinamento e eficiência no pós-venda. Acredita que, atualmente, mais do que nunca passamos a valorizar o contato interpessoal?

Na Schwing nosso cuidado com a equipe e colaboradores foi sempre primordial, e nas relações dentro da empresa, podemos dizer que elas se fortaleceram. Fizemos treinamentos e o Rh manteve um olhar muito atento às necessidades individuais, com suas particularidades e com foco no bem-estar de cada um. Vimos muita gente perdendo seus entes queridos, num processo que não há como não estabelecer empatia e solidariedade, e por que não dizer, de transformação na maneira como encaramos a vida.

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