Concreto: Sempre aí

By Fausto Oliveira17 December 2015

La brasileña RCO quiere conquistar América Latina con sus plantas dosificadoras, como la Nomad D-20

La brasileña RCO quiere conquistar América Latina con sus plantas dosificadoras, como la Nomad D-20

Os especialistas concordam que materiais cimentantes são utilizados pela humanidade desde muitos séculos atrás. Nas pirâmides do Egito antigo, construídas ao redor do século 26 antes de Cristo, já se utilizam misturas à base de minerais, rocha e água que, até hoje, as mantêm de pé.

Na Grécia antiga, lá pelo ano 500 a.C., compostos de calcário calcinado, água e areia misturados a pedras trituradas marcaram o início oficial da história do concreto. Alguns anos depois, os romanos misturaram as cinzas vulcânicas de Puzzuoli com cal, obtendo uma espécie de ligante que é a origem do que hoje se conhece como cimento pozolânico.

Muitas estruturas dos romanos continuam de pé com este material a sustentar grandes blocos de rocha. Entre os melhores exemplos, os famosos arcos do Coliseu de Roma.

A modernidade deu razão aos antigos ao industrializar o concreto e torná-lo o material de construção mais utilizado em todo o mundo. De maneira que, hoje em dia, o volume de concreto aplicado em projetos num determinado país é um indicador consistente do seu nível de desenvolvimento.

Com o progresso técnico, veio também o avanço comercial do material. Hoje, a construção industrializada se beneficia de uma variedade de produtos acessórios para todos os processos relacionados ao concreto, além do próprio insumo, hoje produzido com níveis inéditos de tecnologia.

Autoconcreteiras

Na disputa pelo mercado latino-americano atual, dois atores importantes provenientes da Itália apostam num mesmo tipo de equipamento, a autoconcreteira.

Basicamente, a autoconcreteira dá um passo além da betoneira tradicional ao possibilitar a produção do concreto no canteiro de obras, o que abre novas capacidades logísticas, aproveitamentos de tempo e economia.

A Fiori é uma destas empresas. Todo o conceito de suas autoconcreteiras se baseia no que a empresa chama de CBV, concrete batching vehicle, (veículos misturadores de concreto). Além da fabricação in situ do concreto para uma obra, a Fiori afirma que seus veículos, que são 4x4, podem entrar em espaços estreitos e fechados, como obras de túnel.

Além disso, os equipamentos CBV da Fiori permitem ao operador programar eletronicamente até 20 fórmulas de concreto certificadas, além de pesar os componentes, manter a proporção correta entre água e cimento, colocar aditivos conforme a necessidade e controlar o tempo de mistura.

Em seu portfólio de autoconcreteiras, a Fiori destaca a DB 260, que além das características do sistema CBV permite a rotação total do tambor. Com um giro de 360 graus, a DB 260 pode dispor o concreto misturado no canteiro de obra sem necessidade de manobrar o veículo. Isso é especialmente vantajoso para serviços em espaços confinados.

Outro tradicional fabricante italiano de autoconcreteiras é a Carmix, marca do grupo industrial Metalgalante. Seu variado portfólio de produtos da categoria incorporou recentemente uma novidade digital que promete novas possibilidades de controle da mistura.

Se trata do sistema de sensores Promix. Através desta tecnologia, a Carmix põe dentro do tambor uma sonda que verifica temperatura, umidade, velocidade de rotação e indicação de mistura terminada. Fora do tambor, um painel solar alimenta o sistema com energia permanente e simultaneamente, e um leitor de dados envia as informações atualizadas a cada dez segundos ao operador da autoconcreteira. Finalmente, os dados são enviados também por GPS a qualquer dispositivo móvel ou computador indicado pelo usuário.

O sistema Promix foi apresentado junto ao último lançamento de autoconcreteira da Carmix, a 3500 TT, apresentado este ano em Milão, mas também fará parte dos modelos mais conhecidos na América Latina, como a 5.5XL, a 2.5TT e a 3.5TT.

Bombas

Outro segmento de atividade fundamental no mundo do concreto é o bombeamento. O desafio aqui é claro: as construções são cada vez mais altas, portanto as bombas e lanças de concreto devem chegar a estas alturas.

No Brasil, a Schwing-Stetter tem vasta experiência com este tipo de serviço. Através da locadora Amazonas Locações, dois equipamentos da empresa foram responsáveis por um feito importante: o bombeamento de quase 3 mil m3 de concreto ao longo de 18 dias de forma ininterrupta.

O trabalho da bomba SP2000 e da lança S32X foi construir um silo de 78 metros de altura, com paredes de espessura variando entre 30 e 60 centímetros, para a empresa Elisabeth Cimentos, cimenteira de João Pessoa, capital da Paraíba.

A Amazonas Locações se responsabilizou pelo provimento de equipamentos e a produção de concreto em centrais dosadoras, e pelo transporte em betoneiras. “Não produzimos o concreto para venda, só provemos soluções para clientes não atendidos pelas empresas locais”, diz Claudio Silva, sócio da locadora.

Outro grande nome do setor, a alemã Putzmeister, compete pelo mercado de bombeamento na América Latina. Para manter sua rede de assistência técnica em dia com o nível de atendimento requerido pelo fabricante, a Putzmeister Ibérica vem estabelecendo uma rotina de treinamentos técnicos em países da América Latina.

O mais recente aconteceu no Brasil, em novembro, quando colaboradores provenientes do Peru, Equador, Estados Unidos, Chile, Nicarágua e Argentina se reuniram no país para um curso completo sobre os equipamentos da marca, como os robôs de projeção de concreto SPM500 e outros.

Centrais dosadoras

Nada do que se disse antes é possível sem as unidades de produção do concreto, que se conhecem como centrais dosadoras, por sua precisão na medição dos componentes a fim de entregar ao cliente uma mistura perfeita para a aplicação em questão.

Neste segmento, uma empresa brasileira começa a receber atenção regional na medida em que participa de feiras e divulga seus produtos nos mercados hispano-americanos. Trata-se da RCO, fabricante de centrais dosadoras, silos e sistemas associados, que recentemente esteve na CONEXPO Latin America com um bom estande.

Após crescer 20% este ano no Brasil e ampliar sua fábrica no interior do estado de São Paulo, a empresa alça seu voo latino-americano. De acordo com o CEO, Carlos Donizetti Oliveira, a estratégia é se aproximar de mercados semelhantes ao do Brasil, oferecendo melhores soluções. O destaque é a central dosadora Nomad D-20, uma unidade caracterizada pela facilidade de transporte e montagem.

“A RCO tem por objetivo explorar comercialmente novos mercados além do território brasileiro. Atualmente, o arrefecimento econômico causado em parte pela instabilidade política local, que esperamos que seja breve, nos orienta a buscarmos novos mercados”.

“O foco inicial é atuarmos em países que possuem características semelhantes ao Brasil, como Argentina, Chile, Peru, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela, nossos vizinhos fronteiriços mais próximos, mas passando também pelos países da América Central, onde a possível novidade da queda do embargo a Cuba provavelmente gerará exportações àquele território”, afirma o executivo.

Donizetti afirma também que “a atuação da RCO na América Latina trará a curto prazo um fortalecimento da carteira de clientes e uma expansão nos dealers da empresa no exterior”.

Mas a RCO define sua estratégia como de longo prazo, e acredita que o reconhecimento da marca como provedora de tecnologias avançadas pode tornar a empresa uma referência técnico-comercial na América Latina.

De um certo ponto de vista, o agora mostra a mesma rotina de seres humanos tratando de construir lugares melhores para viver. Mas como se nota, no caminho da Antigüidade aos dias de hoje muito se desenvolveu.


Cemex continua diversificando o negócio

A Cemex na América Latina já não só se dedica ao abastecimento de concreto, cimento e agregados. A filial Cemex Latam Holdings, que tem sede na Colômbia e se responsabiliza por toda a região exceto o México, vem desenvolvendo várias frentes de negócio.

Talvez o principal seja o de construção. De acordo com a empresa, apenas na Colômbia a Cemex já produziu até hoje 6 mil unidades habitacionais, e prevê para 2016 a construção de 15 mil unidades mais.

Também se destaca sua entrada no comércio varejista de artigos para a construção através da rede Construrama. Esta iniciativa já pôs à venda em 220 lojas de ferragens da Colômbia um total de 4 mil produtos com a marca Cemex, além de seus tradicionais modelos de cimento e agregados. A meta é chegar a ter produtos em 5 mil lojas colombianas através desta rede.

Além disso, a Cemex Latam Holdings desenvolve no país um potente negócio de demolição e reciclagem de resíduos de concreto, com cinco unidades de reaproveitamento. Tudo isso sem deixar seu negócio principal, que recebe contínuos investimentos. Em 2011, a empresa tinha 27 plantas de concreto na Colômbia, e hoje são 70. Já para produção de cimento, a empresa tem seis unidades produtivas naquele país.


Argos tem novo presidente e resultados excepcionais

O Grupo Argos, do qual faz parte a principal cimenteira da Colômbia, com mesmo nome, divulgou uma mudança de comando corporativo dias antes de apresentar o que foi um resultado comercial acima da média no terceiro trimestre.

No front corporativo, Jorge Mário Velázquez deixará a presidência da Cementos Argos para se ocupar da presidência do grupo a partir de março de 2016. Velázquez é engenheiro civil e trabalha na Cementos Argos desde 1984, quando entrou como estagiário.

A gestão de Velázquez no negócio de cimento do grupo deixará um saldo extremamente positivo. Após seguidos resultados positivos nos últimos anos, a Cementos Argos anunciou que ao fim do terceiro trimestre os lucros líquidos de janeiro a setembro alcançaram 63% de crescimento comparados com todo o ano passado.

Com recordo trimestral de vendas de 3,8 milhões de toneladas de cimento entre julho e setembro, ao longo dos primeiros nove meses do ano a companhia viu a venda do insumo crescer 14%, enquanto o concreto despachado cresceu 5% no mesmo período.

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