China e América Latina selam aliança estratégica

By Fausto Oliveira07 January 2015

china américa latina

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Acontece esta semana em Pequim a cúpula China-Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e do Caribe). O fórum realizado em solo chinês é a sequência de uma primeira instância que teve lugar em Brasília em julho de 2014. Os governos presentes querem definir uma agenda de investimentos chineses na América Latina de maneira a concretizar o aporte financeiro do país asiático prometido pelo seu presidente, Xi Jinping, há meio ano.

Em seu discurso de abertura do evento, Xi Jinping renovou a promessa afirmando que ao longo dos próximos dez anos a China investirá nada menos que US$ 250 bilhões na América Latina.

O encontro tem nível ministerial, Não obstante, os presidentes do Equador, Rafael Correa, Venezuela, Nicolás Maduro, e Costa Rica, Luis Guillermo Solís, viajaram à China para assistir as discussões e trabalhar para receber uma parte mais considerável dos investimentos chineses na região. Os demais países enviaram chanceleres como seus representantes.

E de fato, Equador e Venezuela apresentaram resultados de suas conversas com o governo e empresas chinesas antes mesmo que a cúpula China-Celac terminasse. O Equador obteve do Banco de Exportações e Importações da China (Eximbank) um financiamento de quase US$ 5,3 bilhões com taxa de 2% anuais e 30 anos de prazo. O recurso se destinará a projetos de mobilidade urbana, educação, saúde e segurança.

A Venezuela, por sua vez, anunciou de forma não específica acordos pelos quais receberia financiamentos de empresas chinesas no valor de US$ 20 bilhões, que seriam dirigidos principalmente ao seu setor de energia, hoje afetado pela queda nos preços do petróleo.

A lista de projetos discutidos hoje em dia entre a China e os países latino-americanos é grande. Muito provavelmente não todos se tornarão realidade, mas é certo que uma parte importante sim. Exemplos claros são a usina nuclear de Atucha III na Argentina, ou o trem bala Cidade do México – Querétaro, licitado a uma construtora chinesa e depois cancelado. A mesma empresa já se dispôs a participar da segunda licitação.

Com a segunda cúpula China-Celac, o governo da segunda maior economia do mundo sinaliza claramente sua intenção de se tornar um sócio estratégico de toda a região latino-americana.

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