Chile: construção é contra a reforma trabalhista

11 March 2015

Javier Hurtado Gerente de Estudios CChC

Javier Hurtado Gerente de Estudios CChC

A Câmara Chilena da Construção (CChC) manifestou à comissão do Trabalho da Câmara de Deputados, onde é discutida a reforma laboral incentivada pelo governo, que ampliar a negociação coletiva que a reforma propõe seria “crítico” para o setor.

O vice-presidente da CChC, Sergio Toretti, junto com o gerente de estudos da entidade, Javier Hurtado (foto), afirmaram durante a reunião que a lei desconhece a realidade laboral do setor e o caráter transitório das obras.

No Chile, o regime de contratação funciona através de negociações individuais dos colaboradores em cada obra em que empregam-se. Hurtado defendeu o sistema argumentando que as remunerações do setor não têm relação com as negociações coletivas. Tanto é assim que o nível de sindicalização ne construção do país chega a só a 3,6%.

Como parte de seu discurso, o dirigente disse que nos últimos dez anos os salários do setor aumentaram 55%, enquanto que a média nacional no mesmo período cresceu 33%, e também que o novo regime afetaria basicamente às pequenas e médias empresas, responsáveis por 81% dos empregos do setor.

Este é um cenário muito negativo para os trabalhadores do setor, pela sua limitada possibilidade de reconversão laboral, assinalou Hurtado.

É por isso que a CChC fez um chamado a manter o regime de contratação atual, e que os trabalhadores sejam excluídos das negociações coletivas regradas.

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