Caminhões: diversidade que cruza fronteiras

21 March 2013

Camiones

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Circulando pelas rodovias da América Latina é possível perceber a diversidade de modelos e marcas de caminhões que circulam pelas vias da região. Mas também é fácil notar, que muitas vezes, cada região tem certas preferências por um tipo de caminhão, um modelo ou uma marca específica.

Man Latin America

“É muito difícil falar da América Latina como um todo. Há uma diversidade enorme de países e fatores econômicos”, afirma Marcos Forgioni, Vicepresidente e Board Member de Vendas e Marketing Internacional da MAN Latin America. Segundo o executivo, o mercado de caminhões pesados, assim como outros, varia segundo as influências que recebe a economia de cada região ou país. “Devemos considerar, por exemplo, a influência da economia norte-americana sobre o desempenho do México, a importância do cobre na economia chilena e da agricultura no comportamento da Argentina”, completa.

Forgioni conta que, fora o Brasil, os mercados mais importantes na América Latina para a MAN são Chile, Equador, Peru, México e Uruguai. “No Chile e no Uruguai, o modelo mais vendido é o TGS 28.360. No Peru e no Equador, o mais procurado é o modelo com 480 HP, enquanto que no Brasil o mais comercializado é o modelo MAN TGX 29.440 6x4”, afirma. Segundo o executivo, esses modelos são os mais vendidos porque oferecem a melhor relação custo-benefício para o transporte viário de media e longa distância.

Esses países - sem contar o Brasil- e o resto da região recebem caminhões fabricados nas instalações de Munique, na Alemanha, no entanto, a ideia não é continuar importando tudo da Europa. “Para o mercado brasileiro, os caminhões MAN Euro V são produzidos na fábrica da MAN Latin America, que está localizada em Resende, no Rio de Janeiro, e estes caminhões em breve começarão a ser exportados”, comenta.

Segundo informações da MAN, no ano passado foram exportados 800 caminhões aos mercados latino-americanos da empresa, sem incluir o Brasil. “Nossos principais destinos foram o Chile, o Equador, o Peru e o México, mas também vendemos para o Uruguai, a República Dominicana, a Costa Rica e Honduras”, completa. Somente no Brasil, foram vendidas 700 unidades do modelo MAN TGX 29.440 6x4.

Mercedes Benz

Matthias Barth, diretor de Vendas da Daimler Latina (divisão de negócios da Mercedes-Benz), responsável pela região –com exceção do Brasil e da Argentina-, tem uma visão positiva sobre o mercado latino-americano atual. “O segmento dos caminhões de estradas está em constante crescimento na região e tem muito potencial. Nossas expectativas são positivas para os próximos anos”, afirma.

Os caminhões da Mercedes Benz, comercializados na América Latina, são fabricados no Brasil (nas instalações de São Bernardo do Campo, São Paulo, ou Juiz de Fora, Minas Gerais) ou são importados da fábrica da Alemanha (Woerth).

O diretor conta que em 2012, a Daimler Latina comercializou cerca de 2.500 unidades de veículos comerciais nos 43 mercados que representa.

A linha Actros, segundo Barth, é a mais vendida em cinco dos principais mercados da marca na América Latina, como Chile, Peru, Colômbia, Uruguai e Equador. Os mais buscados nesses países são, respectivamente: Actros 2644 LS (mais usado em Transporte Viário), Actros 3344 K (Segmento de Mineração), Actros 3335 K (Transporte de cana de açucar), Actros 2641 LS (Segmento florestal) e Actros 3343 S (Transporte de combustível). “Os caminhões Actros são indicados especialmente para as grandes frotas e as empresas de transporte, já que são ideais para o transporte viário de longas distâncias”, garante. Os cavalos mecânicos Actros permitem a utilização de diversos tipos de semirreboques, além de que podem ser usados para tracionar multicomposições.

Por outro lado, no Brasil –o principal mercado da marca-, o mais vendido é o Axor 2544, conhecido por sua robustez, resistência, durabilidade, baixo custo de manutenção e operacional.

International de Navistar

Outra marca muito conhecida por estes lados é a Navistar, que fabrica os caminhões International. O engenheiro Octavio González, gerente global de marketing da Navistar, explica que “durante 2012, foram exportados mais de 9.141 caminhões para a região da América Latina e o Caribe (sem incluir Brasil, Argentina e Paraguai), sendo que 85% deles foram fabricados na fábrica de Escobedo, Nuevo León, no México, e o resto é proveniente das fábricas da International, que se localizam nos Estados Unidos”.

González conta que são muitos os modelos comercializados na região, mas o mais vendido na América Latina e no Caribe (sem incluir Brasil, Argentina e Paraguai) é o WorkStar, graças à grande capacidade que oferece de configurações para as difíceis vias da região. Quase cinco mil Workstar foram comercializados na região em 2012, o que, segundo o engenheiro, representa 50% da venda.

“O WorkStar pode ser construído como um caminhão de serviço severo e de construção ou como um cavalo mecânico para aplicações dentro e/ou fora de rodovias, além de que oferece diversas opções em suspensões e transmissões e características variadas para todo tipo de inclinações”, explica. O modelo pode vir com cabine simples, cabine estendida ou cabine para tripulação, e opções 4x2, 4x4, 6x4 e 8x4.

Sobre o Brasil, o engenheiro afirma que esse é um mercado muito importante para a marca e que a Navistar está começando com os caminhões no país. A empresa fabrica motores a diesel da marca MWM International.

BOX

Volvo, um 2012 de ouro

A Volvo foi uma das marcas de destaque em 2012: obteve o maior aumento em participação de mercado de todas as marcas no Brasil e foi a que mais vendeu caminhões com motores Euro V no país. Este é o segundo ano consecutivo que a Volvo é líder do segmento.

Mas os bons resultados não se limitaram apenas ao Brasil. Chile, Peru, Argentina e Venezuela - quatro importantes mercados para a empresa- também mostraram resultados positivos no ano passado.

Na América Latina, a Volvo vendeu 19.164 unidades, sendo que 82,4% desses caminhões (15.878 unidades) foi vendida para o mercado brasileiro, conseguindo assim que a participação no mercado da empresa passasse de 17,1%, em 2011, para 18,2% no final de 2012. “De cada quatro caminhões pesados vendidos no país, um é Volvo”, afirma Roger Alm, presidente do Grupo Volvo América Latina.

Segundo a empresa, o modelo mais vendido pela quarta vez no Brasil foi, e continua sendo, o FH460cv (que substituiu o FH440), muito utilizado na agroindústria e no transporte rodoviário de longa distância em diversos segmentos. Em 2012, foram comercializadas 4643 unidades do modelo.

Somando todas as vendas de caminhões da Mack, Renault e UD - as outras marcas de veículos comerciais de propriedade da Volvo – em outros países do continente, o Grupo vendeu um total de 23.586 unidades no mercado latino-americano.

“A maior parte dos caminhões Volvo vendidos na América Latina são produzidos na fábrica de Curitiba, no sul do Brasil. Os Mack, nos Estados Unidos e na Venezuela, os Renault na França (comercializados no Uruguai) e os UD no Japão”, finaliza.

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Cristian Peters
Cristián Peters Editor Tel: +56 977987493 E-mail: cristiá[email protected]
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