Buscando o ponto preciso

By Cristián Peters26 January 2016

Mientras los instrumentos topográficos se hacen cada vez más complejos en su funcionamiento, el desa

Mientras los instrumentos topográficos se hacen cada vez más complejos en su funcionamiento, el desafío es mantener su usabilidad simple para el usuario

Os avanços tecnológicos para um mundo digital são uma tendência já irreversível. É possível observar isso diariamente no mundo em que a comunicação eletrônica supera o papel, em que a localização geográfica se sustenta em sistemas GPS em vez de mapas, em que se escuta música online perfeitamente em vez de adquirir um CD... e os exemplos continuam.

Assim como os aspectos básicos se tornam digitais, o setor da construção também vê avanços nesse sentido. Algo especialmente notório é quando se fala em topografia, o setor que abriga a vanguarda no que se refere a software. As companhias que tradicionalmente eram fabricantes de equipamentos topográfico hoje se parecem mais empresas de tecnologia, oferecendo programas cada vez mais sofisticados.

“Criar e implantar novas tecnologias em soluções topográficas sempre foi um componente chave para o êxito mútuo da Topcon e nossos clientes”, comenta Charles Rihner, vice-presidente da divisão de geoposicionamento da companhia. “Tanto os cientistas em nossos laboratórios de pesquisa quanto nossos desenvolvedores de sistemas estão comprometidos com a compreensão dos desafios de nossos clientes... A Topcon continua centrada na entrega de inovações de vanguarda para o mercado”, afirma.

Porém, o desafio não é somente oferecer a última tecnologia, mas também gerar produtos que os profissionais de campo possam entender como intuitivos e de fácil uso. Segundo adverte Jason Hallett, vice-presidente de gestão de produtos da Topcon, este também é um objetivo permanente da empresa. “Passamos um tempo significativo com os usuários finais e nossos distribuidores para trocar ideias e experiências de como continuar melhorando, e nossas inovações provêm da observação das necessidades da força de trabalho”, assegura.

Uma abordagem similar a ideia é a da Leica Geosystems. Segundo explica Rubens Soderi, presidente da companhia para a América do Sul, a empresa busca inovar para fazer o trabalho de campo e escritório não somente mais eficiente e produtivo, mas também mais fácil e agradável. “Por exemplo, nosso software de medição mais recente, o Leica Captivate, foi feito com tecnologia táctil para uma experiência cotidiana mais agradável”, afirma.

O executivo detalha que “nossa indústria se centra na produção de inovações que fazem o trabalho melhor com uma maior precisão e exatidão. Ainda que esses fatores sejam importantes, estamos em uma época em que cada vez é mais importante a experiência do usuário. A Leica Geosystems consegue tudo isso por meio de grandes esforços em pesquisa e desenvolvimento. Com longas provas de produtos, e empregando diversos especialistas que vêm e escutam com atenção aos usuários, temos desenvolvido um profundo conhecimento do que nossos clientes precisam e desejam exatamente”.

Aceitação

O que com certeza se deve considerar é que a aceitação das tecnologias é diferente nos diferentes territórios. Segundo comenta Diogo Martins, gerente regional de vendas para a América Latina da Topcon “nos EUA e na Europa existe um uso massivo de estações totalmente robóticas RTK GNSS, enquanto em muitas áreas da América Latina esse é um mercado em crescimento”.

Soderi, da Leica, detalha que “de cada três estações totais usadas nos EUA, tipicamente duas são robóticas; no Brasil, somente uma em cada dez; na China uma em cada 100. É, essencialmente, um efeito direto da cultura e dos custos trabalhistas”.

Por sua vez, Martins da Topcon afirma que os recentes investimentos em infraestrutura de comunicações ajudarão a promover o uso dos sistemas mais avançados. “Além disso, os custos dos instrumentos mais avançados também estão diminuindo, portanto acreditamos que se dará um movimento geral aos sistemas avançados em todos os mercados”.

“A América Latina, que é diferente do norte ao sul no que se refere a adoção de tecnologias, situações econômicas, culturais, etc. está pouco a pouco impulsionando-se com novas tecnologias”, agrega Soderi, que além disso destaca o caso da empresa mexicana Consórcio Luyet, “que não somente utiliza estações robóticas da Leica Geosystems e GPS, mas também adotou outras soluções inovadoras para proporcionar a seus clientes uma solução mais precisa e eficiente. Algumas destas soluções são um scanner de alta definição, sistemas de monitoramento e fotogrametria com o uso de hexacopteros Aibotix para baixas altitudes e sistemas LiDAR para grandes alturas”. Cabe mencionar que a empresa recentemente ganhou o trabalho de topografia para o novo aeroporto da Cidade do México.

Equipamentos

O que procuram os novos equipamentos? Economizar tempo, melhores benefícios e uma maior usabilidade.

Óscar Cantu, gerente sênior de marketing corporativo da Topcon, destaca entre os variados lançamentos da companhia a linha de produtos Sokkia, que conta com o modelo GCX2, o menor e mais leve receptor GNSS integrado (só 369 gramas) do mundo. “Beneficiando-se das décadas que a Topcon leva desenvolvendo receptores GNCSS, o Sokkia GCX2 é comumente utilizado para a coleta de dados estáticos ou cinemáticos em tempo real (RTK, por sua sigla em inglês). Sua simplicidade faz com que seja ideal para qualquer cliente novato em topografia GPS. Conta com uma conectividade ‘ligação automática’ para as operações RTK, sem as complicações das opções de alta gama”.

O novo modelo, assim como toda a linha da Sokkia, pode vir com as soluções software Magnet. “Disponível em vários idiomas, o software de coleta de dados Magnet Field conta com um nível de simplicidade intuitiva, mas ao mesmo tempo oferece ferramentas provadas para complexos projetos de rodovias, informações de atributos, replantio de superfícies, notas de fotos, e muito mais”, indica o executivo.

Do ponto de vista de produtos óticos, o executivo Cantu comenta sobre a nova série de estações totais DS-200i, que se destaca por sua durabilidade, precisão e facilidade de uso. “Assim como em todas as estações totais da Topcon, conta com uma operação sem refletor para medir qualquer superfície de forma remota, evitando qualquer perigo potencial para o usuário. Além disso, dispõe de capacidades de vídeo e imagem”, assegura.

O ano passado também foi um ano de lançamentos para a Leica Geosystems. “Desde a tecnologia tátil 3D da Leica Captivate e as primeiras estações totais e MultiEstações de autoaprendizagem do mundo até a Leica Pegasus Backpack, equipamento de captura de realidade portátil, continuamos tentando a vanguarda da inovação”, afirma Rubens Soderi. “O lançamento da Leica iCON grade iGG4 é a última de nossas soluções de orientação de controle de máquinas é de um interesse particular para a indústria da construção”, adiciona.

O novo equipamento, pensado para o controle de motoniveladores, utiliza uma configuração de antena dupla e receptor iCON GPS80 para ajudar os operadores a mover o material exatamente de acordo com os esboços dos projetos. “Os esboços complexos que antes eram impossíveis, agora podem ser executados graças à solução iCON iGG4”, assegura a empresa.

Posicionamento preciso

Em um trabalho de topografia, o que se procura é posicionar no espaço os mais variados objetos, ou saber que lugar ocupam as estruturas naturais ou artificiais, e, com esse objetivo em mente, os equipamentos se desenvolveram na busca de um posicionamento cada vez mais preciso, mas nem todos os instrumentos são aplicáveis em todos os cenários.

É por isso que a empresa chilena Geocom, que entre uma ampla variedade de marcas oferece soluções Trimble, provê instrumentos que são utilizados em todas as etapas de construção: ótica, GNSS, scanner laser, marítima & portuária, UAS e software. “Se deve projetar uma solução para cada tipo de aplicação, que pode envolver somente um instrumento ou um grupo deles com um procedimento específico. Por exemplo, na construção é habitual encontrar somente estações totais, isso se deve principalmente ao baixo custo se comparado com outros instrumentos mais sofisticados, porém, não foi feita uma análise da produtividade que podem alcançar”, sinaliza Ariel Silva, gerente de suporte e pré-venda da Geocom.

Segundo explica o executivo, existem muitas atividades possíveis que o GPS/GNSS pode implementar, mas não são por que o investimento inicial é aproximadamente igual ao de duas ou três estações totais, porém, a produtividade que oferecem esses equipamentos pode ser até cinco vezes maior, o que permite reduzir a quantidade de pessoas no terreno, entre outras potencialidades que essa técnica apresenta.

Algo similar ocorre com as técnicas massivas de recolecção de dados geoespaciais, como o scanner laser (conhecidos como LiDAR) e a fotogrametria. “Essas técnicas oferecem uma representação muito detalhada da realidade com tempos de captura de dados muito reduzidos”, explica Silva.

No que se refere a LiDAR, o executivo destaca algumas soluções de Trimble como o TX8 o Riegl VZ2000 (montado em um tripé) assim como soluções para transportadas como Riegl VMZ (veículos terrestres ou aéreos), entre outros. “No caso da LiDAR, necessariamente deve ir acompanhada de GPS/GNSS ou estação total para outorgar a referência espacial ao levantamento”, adverte.

Na fotogrametria é algo similar, sempre se requerem marcas em terreno ou de posição precisa em todas as imagens para gerar referência ao produto final.

Mas, segundo finaliza o executivo da Geocom, “o posicionamento preciso vai muito além do uso de técnicas topográficas e requer a interação de uma variedade de sensores que permitem otimizar processos”.

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