Brasil: Um cenário sólido

By Cristián Peters01 August 2011

Brazil

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No período entre 2007 e 2009, quando grande parte do mundo estava se desequilibrando devido à grande crise financeira global e à recessão, no Brasil o cenário era diferente, com eventos que transformavam o país ao mesmo tempo em que consolidavam uma via rápida de crescimento para o setor da construção.

Em outubro de 2007, a FIFA anunciou que a Copa do Mundo de 2014 seria realizada no Brasil. No mês seguinte, a estatal brasileira Petrobrás anunciou o descobrimento de reservas significativas de petróleo em águas profundas da região, conhecidas como pré-sal, que garantem um grande horizonte de reservas de hidrocarbonetos. Por último, e para fechar com chave de ouro, em 2009, o Comitê Olímpico Internacional premiou o Rio de Janeiro com a organização e sede das Olimpíadas de 2016. Estes acontecimentos provocaram uma explosão econômica e da construção, fato que deve perdurar durante a maior parte desta década.

Não é por nada que o Brasil pertence aos países BRICS (ao lado de Rússia, Índia, China e África do Sul), nações consideradas de rápido desenvolvimento e que têm um grande potencial para se tornarem líderes econômicos mundiais.

O Brasil é o maior país da América Latina, com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e responsável de 48% da superfície total da região. Além disso, com relação ao número de habitantes, possui 191,2 milhões de residentes, o que significa 50% dos habitantes da América do Sul. E para finalizar, é o quinto país do mundo em área e população.

Situação econômica

Em 2010, o PIB real da nação totalizou 1,1 trilhão de dólares (em dólares americanos de 2005), experimentando um crescimento médio anual desde 2005 de 4,4% e a previsão é de que este ritmo acelere até alcançar 4,9% ao ano durante a próxima década. No ano passado, o PIB per capita do Brasil foi de 5.598 dólares, 7% acima da média sul-americana, mas 24% abaixo da média mundial.

Apesar disso, está previsto que o desenvolvimento das reservas de petróleo recentemente descobertas estimule o crescimento econômico nos próximos anos. Para 2020, o Brasil estaria fechando a brecha nos ganhos per capita, com níveis de projeção que a situariam 10% abaixo da média mundial.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil projetou que 62% dos investimentos para os próximos três anos serão destinados às indústrias do petróleo e do gás. Recentemente foram anunciados outros novos descobrimentos petrolíferos nas reservas de pré-sal e as explorações continuam no setor. Uma vez desenvolvidas, essas reservas levarão o Brasil a ser um dos principais produtores do mundo.

Os investimentos em construção serão potencializados ainda mais, à medida que a infraestrutura seja desenvolvida para apoiar o crescimento da indústria do petróleo. Atualmente, este setor é a quinta indústria do Brasil em termos de valor agregado e contribui com 5% do PIB total, mas tem crescido mais rápido que outras indústrias maiores, com uma expansão de 7,3% em 2010, dois pontos percentuais acima do crescimento da agricultura, segundo setor de maior incremento entre as principais cinco indústrias.

Graças aos preparativos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas e ao auge do setor petrolífero, as despesas com infraestrutura alcançam atualmente quase 55% do gasto brasileiro em construção, ante 50% que representavam em 2005. Para 2020, os gastos em infraestrutura somarão 140,5 bilhões de dólares e abrangerão 60% do gasto total em construção.

Apesar de toda essa atividade, existe a preocupação de que a infraestrutura do país é insuficiente para a esperada afluência de viajantes em ambos os eventos esportivos e as melhorias não estarão terminadas a tempo para a Copa do Mundo. Para estimular o investimento privado, o governo está considerando a venda de ações da Infraero, o operador estatal dos aeroportos da nação.

As perspectivas de gasto em construção no Brasil são fortes e sólidas. Graças ao início das Olimpíadas, o gasto total em construção será incrementado a uma taxa anual composta de mais de 10%, impulsionada especialmente pelo segmento não residencial, que experimentará um crescimento de cerca de 12%. Inclusive depois que a emoção dos jogos tenha diminuído, o crescimento do gasto em construção será saudável, com uma taxa de 7% anual aproximadamente.

Sobre Global Insight

Reconhecida como uma das mais confiáveis empresas de projeções no mundo, IHS Global Insight tem mais de 3.800 clientes nos setores industriais, financeiros e governamentais. A empresa conta com 600 funcionários e possui 23 sucursais em 13 países.

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