Brasil encabeça descarbonização de combustível

A CCEE anunciou que a sua proposta de criação de um grupo de trabalho voltado para a certificação da energia que será utilizada na produção de hidrogênio renovável foi aprovada pelo Comitê Internacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (Cigre), maior comunidade global do setor. Com isso, o Brasil irá coordenar a criação de parâmetros globais para a descarbonização do combustível.

Considerado o combustível do futuro, o hidrogênio se apresenta como um negócio bastante promissor para o Brasil.

A Câmara passará a debater, agora em âmbito internacional, quais os atributos que serão considerados para definir o hidrogênio como renovável e quais os critérios mínimos a serem considerados em uma certificação desse produto. O trabalho será realizado junto a integrantes de outros países interessados.

“Este é um passo importante para nos posicionar na vanguarda desse novo mercado. Certamente, seremos um dos maiores exportadores do insumo no mundo, atuando como uma peça fundamental para acelerar a transição energética do planeta”, disse Rui Altieri, presidente do Conselho de Administração da CCEE.

A entidade também pretende lançar, ainda neste ano, um modelo simplificado de certificação para atender os projetos brasileiros que já estão em andamento e trabalhará para criar uma versão definitiva até 2023.

Um estudo da consultoria McKinsey afirma que o hidrogênio deve criar oportunidades de investimentos da ordem de US$ 200 bilhões ao longo de 20 anos no país. O mercado doméstico representa a maior parcela desse novo segmento, com receitas de até US$ 12 bilhões em 2040, impulsionado pelos setores de transporte e siderurgia.

Com a vantagem em custo competitivo, a estimativa é que algo em torno de US$ 6 bilhões podem ser originados da exportação, especialmente para Europa e Estados Unidos.

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Cristian Peters
Cristián Peters Editor Tel: +56 977987493 E-mail: cristiá[email protected]
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