Bolívia apresentará maior crescimento em 2016

By Juliana De Andrade15 February 2016

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Sem dúvida 2016 já começou difícil para a América Latina, as incertezas, a desaceleração da economia na China, a queda nos preços dos commodities e políticas monetárias divergentes mostram que a região segue lutando para se fixar em um cenário muito difícil.

Segundo analistas da FocusEconomics, espera-se uma recuperação gradual para a região de até 0,3% em 2016, com a Bolívia e o Paraguai liderando o crescimento. As duas nações serão impulsionadas por suas boas políticas de pró-mercado que lhes permitirão burlar a crise.

A economia boliviana, por exemplo, resistiu bem no ano passado apesar de uma série de dificuldades externas, graças ao forte gasto do governo e o consumo privado saudável, o que limitou o impacto dos baixos preços das matérias primas e a crise de seus principais sócios comerciais. E é provável que o gasto público continue robusto quando o governo coloque em prática seu plano de desenvolvimento econômico, que inclui grandes investimentos em educação superior e redução da pobreza.

Sendo assim, os analistas da FocusEconomics preveem uma expansão de 3,7% do PIB no país, ainda que este tenha reduzido 0,1% em relação a dezembro.

A economia paraguaia, por sua vez, efetivamente caiu no terceiro trimestre de 2015, crescendo somente 2%, em comparação com o aumento de 2,2% registrado no segundo trimestre. Porém, a agencia acredita que isso mostra que o país também está relativamente resistente à queda dos preços das matérias primas. Porém, o indicador local da atividade econômica IMAEP, sugere que a queda tenha sido ainda maior no último trimestre, com uma expansão de 1,5%, a leitura mais baixa desde junho de 2012.

Ainda assim, se espera que incentivos fiscais favoráveis à atividade empresarial e a diversificação constante mantenham o dinamismo da economia do país no futuro. De acordo com o Latin Focus Consensus Forecast, da FocusEconomics, a economia avançará 3,7% este ano, uma redução de 0,3% em relação a dezembro.

Já países como Chile, Colômbia e Peru, continuam um processo de ajuste relativamente organizado, graças a uma combinação de políticas econômicas, a depreciação do tipo de cambio, consolidação fiscal paulatina e políticas monetárias. As bases de crescimento, apesar de baixas frente a fontes de crescimentos mais diversas, permanecem firmes, entre elas marcos de política, dívida externa, mercados financeiros sólidos e custos favoráveis.

No Chile o banco central espera que o PIB cresça 2 e 3%, enquanto que segundo a agência crê que a economia avançará 2,3%. O Peru, apesar da queda nos preços das matérias primas e a crise das economias vizinhas, poderá crescer 3,4% este ano e 4,1% em 2017.

Colômbia e México apresentariam o pior desempenho segundo o estudo, pois suas economias continuam expostas à queda nos preços dos commodities, além disso, preocupações imediatas como o El Niño que ameaçam amortizar suas recuperações. Assim, aponta-se que ambas economias cresçam 2,7% em 2016.

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