Bem-vinda, Manitou

By Construção Latino-Americana18 October 2016

Marcelo Bracco, el responsable de Manitou en América Latina, y el CEO mundial Michel Denis, frente e

Marcelo Bracco, el responsable de Manitou en América Latina, y el CEO mundial Michel Denis, frente el MT-X 1841 en Vinhedo.

O dia 24 de agosto ficará marcado na história da fabricante francesa Manitou. Nesta data, a companhia especializada em equipamentos de movimento de cargas, inaugurou sua fábrica na cidade de Vinhedo, interior do estado de São Paulo, para aumentar sua participação no mercado nacional e latino-americano de manipuladores telescópicos, além de introduzir outros equipamentos.

Esta é sua décima fábrica, e a primeira fora do eixo Europa e Estados Unidos. O trabalho de preparação tomou três anos, e de acordo com seus executivos, a derrubada que ocorreu na economia brasileira de lá para cá jamais mudou os planos de investimento, cujos valores não foram divulgados.

A fábrica já está em atividade. Seu primeiro produto é o manipulador telescópico MT-X 1841, máquina que tem altura máxima de elevação de 18 metros, e 41 toneladas de carga máxima. Seu grande diferencial é que além de levantar cargas com o garfo pallet tradicional, o braço telescópico admite acoplamento de um cesto de levantamento de pessoas. Os comandos, neste caso, são feitos no cesto. Assim, o MT-X 1841 é um manipulador que funciona também como plataforma aérea, sem demandar mais que um operador para funcionar em ambas as funções.

A Manitou Brasil tem um objetivo bem claro. “Nós somos líderes em manipuladores telescópicos em todas as regiões do mundo, mas não na América Latina. Queremos nos tornar líderes até o ano 2020”, afirmou o diretor geral da Manitou para o Brasil e a América Latina, Marcelo Bracco.

Bracco anunciou também que o segundo passo da fábrica de Vinhedo é iniciar a fabricação de outro modelo de manipulador, o MT-X 1441, máquina similar à que já estão produzindo, mas com 14 metros de altura máxima. O mercado de manipuladores telescópicos no Brasil ainda é pequeno. Em 2013, ano em que a economia ainda não havia se deprimido, o mercado demandou 300 equipamentos. “Por isso, além da construção, vamos explorar os mercados agrícola, industrial e de mineração”, afirmou Bracco.

No que se refere a peças, a Manitou Brasil afirma já ser capaz de prover imediatamente 93% dos componentes, mas calcula que esta porcentagem crescerá a 95% do provimento local.

Mas isso não significa que os planos se resumam aos manipuladores. Desde já, todos os modelos e marcas da Manitou já estão disponíveis no Brasil através de importação. Isto inclui uma variedade de PTAs, mini carregadeiras e empilhadeiras da própria marca Manitou e da Gehl e da Mustang, que pertencem à empresa da França.

América Latina

Haverá prioridade para o mercado brasileiro, de acordo com os executivos da Manitou, principalmente porque o MT-X 1841 obteve o selo Finame do BNDES, essencial para competir no Brasil.

Mas a Operação Latam da Manitou implica o trabalho do Brasil com outros dois escritórios em países latino-americanos. De acordo com os executivos, o escritório de Santiago do Chile, que já opera, receberá logo o apoio de um escritório no México para atender o mercado regional.

O CEO global da Manitou, Michel Denis, veio para a inauguração, e disse que confia no retorno do mercado. “O futuro vai ser diferente, cremos no potencial do Brasil e da América do Sul no longo prazo. A infraestrutura vai se desenvolver. Este será um dos grandes mercados do mundo, e queremos estar aqui”.

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