As 50 principais

By Clarise Ardúz02 November 2012

CLA50

CLA50

A brasileira Odebrecht (considerando suas divisões Odebrecht Infraestrutura, Odebrecht Engenharia Industrial, Odebrecht América Latina e Angola, Odebrecht Venezuela, Odebrecht International e Odebrecht Energia) foi a maior empreiteira latino-americana do ano passado, com receitas de US$11,835 bilhões, mantendo-se no primeiro lugar da tabela e inclusive aumentando sua participação total na lista das 50 principais construtoras da região.

O segundo lugar ficou para a também brasileira Andrade Gutierrez, cuja divisão de engenharia e construção obteve um faturamento de US$4,147 bilhões, 8,7% acima das receitas registradas no ano anterior. Apesar disso, é notória a diferença existente entre o primeiro e o segundo lugar. A Odebrecht é responsável por 17,42% das receitas totais das 50 companhias da lista, enquanto a Andrade Gutierrez representa apenas 6,1%.

Em terceiro lugar aparece a mexicana ICA, que no ranking do ano passado ficou em quinto lugar, mas este ano registrou um crescimento de 24,1% de suas receitas, alcançando US$3,444 bilhões e conseguindo, com isso, dar um grande salto rebaixando a Camargo Correa. A divisão de engenharia e construção desta última, por sua vez, registrou uma queda de 14,7% em suas receitas de vendas e serviços. Apesar disso, deve-se destacar que a cifra de US$3,080 bilhões dessa empresa corresponde ao valor líquido de suas receitas.

Uma empresa que saiu do Top 5 e que deixou o lugar para a ICA foi a construtora Queiroz Galvão, que com uma queda de 36,5% em suas receitas, passou do quarto lugar no ranking do ano passado ao oitavo lugar este ano.

Os primeiros lugares também foram aproveitados pela chilena Sigdo Koppers, que passou do oitavo ao sétimo lugar registrando receitas de US$2,127 bilhões, 16% a mais que o obtido em 2010.

Top ten

A soma das receitas das 50 companhias listadas chegou a US$67,956 bilhões, mas não todas colaboram de forma igualitária. Além disso, existe um grupo muito seleto que torna essa cifra possível.

Por outro lado, a soma das receitas das dez principais companhias do ranking CLA 50 alcançou a cifra de US$35,647 bilhões, o que representa 52,46% do total do ranking. Apesar de que essa cifra é algo surpreendente, não deixa de significar uma queda de cinco pontos porcentuais em relação ao que as dez primeiras representaram na lista elaborada no ano passado.

Altas e baixas

É interessante a dicotomia que vivem alguns resultados. Enquanto observamos a forte queda da Construtora Queiroz Galvão, a surpresa ficou por conta da MRV Engenharia e Participações, que apresentou um aumento de 32,9% entre a receita de 2010 e 2011, obtendo assim o sexto lugar no ranking com uma receita de US$2,398 bilhões.

Apesar de que, em termos gerais, houve um crescimento de 8,3% nos resultados das empresas da CLA 50, é interessante observar que, entre essas, 19 apresentaram quedas, e nem todas pequenas. Dez tiveram quedas de mais de 10%.

Um dado a observar é que 16 das que apresentaram quedas são empresas brasileiras, isso é, mais de 50% das 30 empresas desse país presentes no ranking registraram baixas em suas receitas. Das restantes, duas são mexicanas e uma chilena.

Mas ao mesmo tempo, é importante destacar empresas como o Grupo Graña y Montero, do Peru, que apresentou receitas de US$1,615 bilhão, 69,5% acima dos US$935 milhões de 2010, saltando cinco lugares com relação ao ano passado e alcançando a posição de número 16.

Na média, a variação anual registrada pelo crescimento das empresas foi de 7,9%.

Próximo ano

É difícil fazer uma projeção do que acontecerá no ano que vem. Os diferentes resultados entre as empresas levam à cautela e à não ficar de braços cruzados. Apesar de que a região continuará precisando de fortes investimentos em infraestrutura para atenuar os déficits existentes, a incerteza em relação aos impactos da crise financeira mundial que ainda não cessa, não permite fazer previsões.

Por país

A América Latina está composta por mais de vinte países, mas são apenas alguns os presentes no ranking CLA 50.

Apesar de que não há dúvidas de que o domínio absoluto ficou para o Brasil, com 66,74% das receitas, o país perdeu um pouco do terreno que tinha conquistado anteriormente, já que no ano passado, o país registrou 68,39% das receitas do ranking.

O México, por sua vez, que ficou em segundo lugar, também registrou uma leve queda ao passar de 19,4%, em 2011, para 18,23%, em 2012.

Mas a Argentina não demorou em conquistar esses espaços, país que quase duplicou sua participação anterior, e registrou 3,83%; o Chile passou a contar com 8,04% das receitas da lista; a Colômbia com 0,79% e o Peru, com apenas um representante, o Grupo Graña y Montero, representa 2,38% das receitas.

Metodologia

As posições do ranking CLA 50 têm como base as receitas brutas por vendas (com exceção de alguns casos) em dólares americanos. Quando necessário, o tipo de cambio foi passado para dólares baseado na média da moeda durante o ano de 2011.

A informação foi obtida a partir de diferentes fontes, começando pela resposta de algumas empresas a um questionário preparado pela Construção Latino-Americana, complementada com dados disponíveis em Bolsas de Valores e superintendências, a Câmara Brasileira da Construção, contabilidade auditada, declarações de empresas e de respeitadas organizações especializadas no assunto. No entanto, em alguns casos não foi possível contar com a contabilidade auditada. Para esses casos a Construção Latino-Americana realizou uma estimativa de vendas baseada em dados históricos e as tendências da indústria.

Em alguns casos, o ano fiscal de algumas empresas finaliza em junho, fato pelo qual foi impossível estabelecer informação para um ano-calendário. Nesses casos foram utilizados dados do ano fiscal.

Apesar da dedicação para que a informação deste ranking fosse o mais real e exato possível, a Construção Latino-Americana não pode ser responsabilizada por possíveis erros ou omissões.

Caso algum leitor deseje fazer algum comentário ou correção com relação aos valores divulgados ou considera que sua companhia deveria ser incluída nesta lista de empresas, por favor entre em contato com o editor da Construção Latino-Americana, Cristián Peters, pelo e-mail: cristian.peters@khl.com.

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