As 100 iniciativas mais estratégicas

By Cristián Peters16 May 2014

Entre os dias 10 e 12 de junho será realizado em Cartagena, na Colômbia, o 12º Fórum Latino-Americano de Liderança em Infraestrutura, organizado pela CG/LA Infrastructure, e como é de costume, será revelada uma lista com os 100 projetos mais estratégicos da região, em suas diferentes etapas de desenvolvimento. Essa centena de iniciativas – em que se que consideram os componentes básicos de competividade a longo prazo, como aspectos físicos, financeiros e técnicos – somam investimentos de US$ 138,5 bilhões e chegam para mudar o panorama latino-americano.

Não obstante a cifra importante, há que recordar que a América Latina, junto à África, são as regiões que menos gastam em infraestrutura, com aproximadamente 1,7% de seus PIBs. Um estudo recente da London School of Economics mostrou que se a América Latina duplicar seu investimento em infraestrutura, o PIB da região poderá crescer mais de 3% acima da linha de tendência, alcançando e mantendo as taxas de crescimento dos países asiáticos.

De acordo com a CG/LA Infrastructure, a maioria dos países latino-americanos necessita incrementar seu investimento em infraestrutura em pelo menos 250% nos próximos cinco anos. Alguns precisam ir além e chegar a aumentar em 350% o investimento. “Se isso acontecesse, o mercado chegaria a mais de US$ 250 bilhões anuais para 2018 e o PIB cresceria pelo menos 3% acima da linha de tendência”, diz a entidade.

Projetos

Os projetos listados estão divididos em 10 setores: aeroportos, água e águas residuais, autopistas e pontes, eletricidade (transmissão), eletricidade (geração), ferrovias, gás e petróleo, portos e logística, tecnologias da informação e comunicação, e transporte massivo urbano.

A área que concentra mais investimentos, abarcando 17,3% do desembolso total, é a de portos e logística, setor que espera investimentos por mais de US$ 24 bilhões.

Uma das iniciativas destacadas nesse âmbito é a ampliação do porto de Cartagena, na Colômbia, que compreende o aprofundamento do canal de acesso de 14,17 metros para 20,5 metros, e o alargamento 140 para 200 metros, permitindo-o receber navios de até 14 mil TEUs em 2018. Com 15% do desembolso total esperado, ou seja, por volta de US$ 20 bilhões, em segundo lugar está a geração de energia elétrica.

Como vem acontecendo nos últimos anos, o Brasil lidera o ranking no que diz respeito aos volumes envolvidos em seus projetos. Com 22 iniciativas (mesmo número do ano passado), o país prevê investimentos de US$ 48,1 bilhões, que ainda que seja um pouco menos do que no ano passado, representa 34,7% do total dos investimentos na lista.

O México deixou de ser o segundo lugar e cedeu a posição para o Chile, que com apenas oito iniciativas soma investimentos de US$ 20,5 bilhões, representando 14,9% do total regional.

No terceiro lugar do ranking por países está a Colômbia. O país entrou na lista com 15 projetos orçados em US$ 16,8 bilhões, representando assim 12,1% dos investimentos comprometidos.

Apenas esses três países já dão conta de 61,7% dos investimentos listados entre os 100 projetos mais estratégicos.

Metodologia

Para chegar aos 100 projetos mais estratégicos, a CG/LA iniciou sua base de dados com 640 iniciativas, que depois foram reduzindo-se em busca dos mais importantes, tendo como critérios a competitividade, ou como se ajusta à visão econômica geral do país (40%); produtividade, ou como ajuda as pessoas a trabalhar melhor (10%); geração de empregos (10%); criação de negócios (10%); eficiência ambiental (10%); e classificação do país, que avalia a capacidade da infraestrutura nacional (20%).

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