Apostando no concreto

By Cristián Peters05 April 2018

A partir deste ano, o Paraguai por lei deve construir com concreto uma porcentagem de suas rodovias. 

Inc

É uma discussão eterna: pavimentar com asfalto ou concreto? Ambos materiais têm suas vantagens e desvantagens, e tanto fornecedores quanto fabricantes de equipamentos rebatem seus melhores argumentos para um e outro lados. 

Mas como a Concreto Latino-Americano noticiou anteriormente, em 2017 a Industria Nacional do Cimento (INC) do Paraguai deu um importante passo no assunto com a Lei N°5841. Esta estipula que, a partir deste ano, 15% das obras viárias no país deverão ser construídas com concreto, porcentagem que aumentará de forma progressiva até atingir 30% em 2021. 

Benefícios 

O presidente da cimenteira, Jorge Méndez, celebra a implementação da lei considerada uma conquista gigante para o desenvolvimento viário do Paraguai. “Nosso país não tem petróleo e importamos asfalto. Em contrapartida, temos toda a matéria prima para o cimento, é 100% nacional”, explica.

Isto contribui favoravelmente para a economia paraguaia já que, ao utilizar cimento, as divisas ficam no Paraguai, o que também representa preços mais estáveis ao cortar a dependência da flutuação do preço do petróleo e derivados. Estima-se que o país perca US$16 milhões ao ano em divisas com a compra de asfalto. 

Apesar da persistente noção de que o concreto é mais caro que o asfalto, os defensores destacam os benefícios econômicos da menor necessidade de manutenção. Segundo pesquisas, a primeira intervenção de manutenção para o pavimento rígido acontece ao redor dos 20 anos, enquanto que para o pavimento flexível é a cada 5 anos, tornando o concreto mais sustentável ao longo prazo. 

Há também vantagens ambientais e sociais, como a diminuição de consumo de combustível. Como aponta o National Research Council of Canada, circular sobre pavimentos de concreto produz uma economia de combustível de 0,8% a 6,9%, reduzindo os custos para o usuário. 

Investimentos 

Vale destacar que a INC investiu em novos equipamentos para levar adiante projetos estratégicos nas plantas industriais de Vallemi e Villeta, como um novo secador de pozolana, um novo moinho de cimento e a mudança do combustível do forno de clínquer. Além de aumentar a produção de cimento, a empresa prevê reduzir o preço em 15% e fabricar um novo tipo de cimento, o CP-40.

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