Aeroporto do Galeão será relicitado

Foto: Infraero

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, concedeu entrevista coletiva, na última quinta-feira, 10, sobre a situação do Aeroporto do Tom Jobim, o Galeão (RJ), depois que a concessionária CAI (Changi Airport International) formalizou junto à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a decisão do conselho da empresa de devolver o terminal à União. Freitas disse que, já que o Galeão está sendo devolvido, não há mais sentido fazer uma nova licitação de forma isolada.

A CAI assumiu o Galeão em 2014, mas afirmou em nota que com a profunda recessão econômica pela qual o Brasil passou, e devido à queda na demanda global por commodities, o fraco crescimento econômico do causou uma queda no tráfego total de passageiros de cerca de 7%.

A empresa de Singapura tem 51% do capital do terminal do Galeão e atribui a decisão à má situação econômica brasileira desde 2014 – quadro que foi agravado com a pandemia da Covid-19.

“O que vamos fazer a partir de agora? Vamos estudar os dois aeroportos (Galeão e Santos Dumont) conjuntamente. Então vamos avaliar a concessão de Galeão e Santos Dumont em conjunto”, anunciou.

O ministro também disse ter certeza de que “isso responde bastante pela preocupação manifestada pelo setor produtivo do Rio de Janeiro e pelo governo do estado”. Freitas explicou como fica a gestão do terminal aéreo após a devolução. A CAI detém 51% da empresa gestora do aeroporto. Os 49% restantes permanecem com a Infraero.

O ministro disse que, na oitava rodada de licitações de aeroportos, um mesmo operador vai poder explorar o Galeão e o Santos Dumont. “Essa é a grande consequência da antecipação da devolução por parte da Changi (concessionária)“, completou.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se reuniu em meados de janeiro com o presidente Jair Bolsonaro para tratar sobre o edital de concessão do Santos Dumont.

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Cristian Peters
Cristián Peters Editor Tel: +56 977987493 E-mail: cristiá[email protected]
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