ADTs: Aliados da construção

By José Salinas12 May 2017

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Os caminhões ou dumpers articulados (ADT´s na sua sigla em inglês) são cada vez mais populares nos canteiros de grandes construções, relegando seus pares rígidos especialmente aos projetos de mineração. Observando-se os últimos avanços em seus desenhos, estes veículos apresentam uma capacidade de adaptação maior a ambientes hostis, uma menor emissão de gases, consumo de combustível mais eficiente, maior capacidade de carga com tempos de transporte menores, melhoras nos controles de velocidade e freios, entre outros atributos. Tudo isso, com uma multiplicidade de marcas e modelos no mundo e à disposição da América Latina.

Muitas das novidades em ADT foram exibidas na última edição da Conexpo. Foi o caso, por exemplo, da Bell Trucks América, que apresentou sua série E de grandes caminhões, que foram lançados em todo o mundo em finais de 2016. Na feira, estiveram à mostra os modelos B45 e B60, este último um crossover 4x4.

Falando mais especificamente deste último modelo, tem motor Mercedez Benz, certificado para uso em todo terreno, com transmissão Allison. O B60 é um caminhão articulado com eixo único traseiro, em lugar do típico eixo duplo. De acordo com Tristan du Pisaine, gerente de marketing de produto da Bell Equipment, “a articulação oscilante mantém todas as rodas na superfície, o que permite à tração all-wheel drive render de forma ótima”.

O chassi traseiro tem um desenho completamente novo, com eixo traseiro suspenso de 70 toneladas, com pneus gêmeos 24.00 R35, o que permite carga nominal de 55 toneladas métricas. A estrutura de seu corpo se assemelha a um caminhão rígido por suas dimensões e geometria, o que o torna totalmente compatível com equipamento de carga em minas e pedreiras.

Também na Conexpo, a Caterpillar laçou seu caminhão articulado 745, que apresenta uma cabine totalmente nova com melhoras de visibilidade. Inovações no controle da máquina incluem uma maior eficiência para o operador e mais segurança. O novo caminhão conta também com um sistema de assistência de estabilidade, que reduz risco de capotamentos, e o novo modo econômico que diminui o consumo de combustível.

No ano passado a CAT apresentou também sua série de caminhões articulados C2. São eles: 725C2, 730C2 e 730C2 EJ. Os motores dos três modelos estão disponíveis em configurações que cumprem com as normas de emissão de todo o mundo.

A servotransmissão de 6F/1R da CAT, disponível nestes modelos, modula eletronicamente as pressões de engancho da embreagem, a fim de suavizar as mudanças de marcha, e tem também o sistema de estratégia de controle eletrônico de produtividade avançada (APECS, Advanced Productivity Electronic Control Strategy) da fabricante. O sistema APECS melhora a aceleração, mantém a velocidade de deslocamento nas mudanças, retém a velocidade automática e modifica os pontos de troca para se adaptar às condições de operação.

A Doosan também apresentou uma oferta interessante de ADT´s. Entre seus últimos modelos, destacam-se o DA30-5 e DA40-5, com capacidades de carga de 28 e 40 toneladas métricas respectivamente. Ambos dispõem de motores de consumo eficiente da marca Scania, de 365 e 490 HP, modelos DC9 e DC13.

Os caminhões foram configurados com um sistema de entrega de combustível por injeção direta, assim como um sistema de recirculação de gases resfriados. Estes caminhões contam também com um sensor de massa de fluxo de ar e freio de escape, que trabalham em tandem para reduzir as emissões.

Os modelos de ADT da marca coreana têm um anel de viragem montado frontalmente e suspensão frontal independente. O anel de viragem frontal ajuda as seis rodas a estar em contato permanente com o solo, inclusive quando se alcança o ângulo máximo de viragem. Estes ADT´s são capazes de operar em terrenos duros e moles, e são ideais para as indústrias de agregados e mineração, para canteiros de obras comerciais e residenciais, assim como projetos de infraestrutura.

No caso da fabricante John Deere, seus caminhões articulados apresentam uma série de avanços, como uma proteção padrão contra excesso de velocidade, que controla automaticamente as trocas de marcha, a fim de assegurar que a velocidade do motor não exceda os limites de pressão. Seu sistema de suspensão adaptável se ajusta ao lugar de trabalho, suavizando a direção e mantendo a cabine mais estável e o operador mais confortável, e em consequência, mais produtivo.

Jaroslav Brcek, gerente de marketing de produto de ADT da John Deere Construction & Forest, também afirma que “o sistema de descida Downhill provê uma operação segura e consistente e uniforme em inclinadas. Quando o pé do operador sai do acelerador ou da embreagem, o sistema mantém a velocidade ao modular automaticamente o retardador de transmissão, melhorando a produtividade”.

Estes caminhões também contam com proteção anti capotagem, o que pode se habilitar a partir de um monitor quando o operador controla o nível ótimo do chassi traseiro para a descarga. Se o limite é excedido, o corpo da caçamba não se levantará e uma mensagem aparecerá no monitor, dando ao operador uma instrução de reposicionar o ADT.

Outra companhia que apresentou uma importante novidade na Conexpo 2017 foi a Terex Trucks. Trata-se da caminhão articulado Gen10 TA400, o maior dentre os ADTs oferecidos pela marca, que tem capacidade de 41 toneladas e é o primeiro produto a ser lançado pela marca depois de sua aquisição pela Volvo Construction Equipment. Este veículo apresenta interfaces elétricas e hidráulicas atualizadas, uma nova caixa de transmissão, e uma estética e telemática melhoradas, num esforço por aumentar mais a vida útil da máquina.

Para assegurar a produtividade e as condições de trabalho, o motor e o conjunto rodante foram igualados de maneira otimizada, usando uma transmissão adaptável e uma caixa de transferência pré-selecionada de duas velocidades. Para os operadores, melhorou-se o conforto na direção, onde a cabine oferece ar condicionado e um sistema eficiente de ventilação. No que diz respeito ao serviço de pós-venda, recentemente a Terex Trucks introduziu uma garantia de dois anos, ou 6 mil horas (o que vier primeiro) para todas as partes aprovadas de fábrica.

Quem falou de maneira transversal com a CLA a respeito das últimas novidades em dumpers foram Massami Murakami, diretor de suporte a vendas da Volvo CE, e Boris Sánchez, gerentes de suporte a vendas e aplicações também da Volvo CE. A respeito dos caminhões articulados, eles dizem que nas gerações atuais dos produtos, os clientes da marca já podem ter o auxílio do sistema Co-Pilot, elemento que ajuda a melhorar a produtividade e a eficiência da operação. “Fisicamente na máquina, o Co-Pilot está composto por um tablet sensível ao tato, que pode ser carregado com vários aplicativos, e estes por sua vez oferecem informações e orientação ao operador sobre diversos aspectos do equipamento”, afirmam.

Também é digno de destaque o sistema Volvo Dynamic Drive, que apresenta um programa de câmbio automático de marchas, que por ser inteligente considera parâmetros como inclinação longitudinal, ou carga sobre a caçamba, entre outros. Por outro lado, o sistema Econometer dos caminhões articulados da marca indica ao operador se está funcionando dentro da seção econômica, e quão eficiente está o consumo de combustível ao longo do turno de trabalho. Por fim, o sistema Hill Assist ajuda a manter a unidade quando ela se detém numa subida, a fim de facilitar o reinício da marcha nestas condições.

 

Caminhões articulados multi-propósito (AMT)

A empresa fabricante de veículos ARDCO tem no seu portfólio um caminhão com múltiplas aplicações todo terreno. Trata-se dos Caminhões Aticulados Multi-Propósito (AMT na sigla em inglês).

Os AMT estão projetos para se utilizar com uma série de implementos. Configurações disponíveis incluem um tanque de água, tanque de combustível, estação de serviço e lubrificantes, transporte de pessoal, trailer e equipamento de perfuração, entre outros tipos de ferramenta.

Também podem ser configurados com diferentes pneus para serem usados em indústrias como a construção, petróleo e gás, serviços florestais e agricultura. Isso porque os AMT da empresa podem se mover em diferentes tipos de superfície.

O modelo AMT 600 tem motor Cummins QSB6.7, de 250 HP, com capacidade de carga de 20 toneladas. O modelo AMT 400, entretanto, tem motor Cummins de 200 HP, e uma tração de duas ou quatro rodas, com capacidade máxima de 13 toneladas para carregar combustível, água ou lama, entre outros materiais. A velocidade máxima para ambos os veículos é de 37 km/h.  

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