A maravilha está abaixo

By Fausto Oliveira26 January 2016

Aunque no están a la vista, las fundaciones son parte de lo más sofisticado entre las técnicas de la

Aunque no están a la vista, las fundaciones son parte de lo más sofisticado entre las técnicas de la construcción

A parte espetacular da construção em geral está aos olhos de todos. Não obstante, sobre as estruturas impressionantes que seduzem admiradores em tantas cidades do mundo, suas fundações escondem histórias de inteligência, soluções engenhosas e equipamentos também muito interessantes. Olhar o que está embaixo das estruturas explica um pouco de como essa indústria conseguiu chegar no atual nível de sofisticação que desafia os limites da Física.

Mais que uma ponte

Um caso interessante é o da ponte Nigale, sobre o lago Maracaibo, na Venezuela. Trata-se de um projeto pouco comum na América Latina por incluir passagem de automóveis e trens numa só estrutura. Além disso, serão quatro pistas de carros e duas para os trens, totalizando 12,4 quilômetros de via suspensa sobre as águas daquele lago.

Sua importância estratégica é total. O lago Maracaibo separa a região central da Venezuela da região fronteiriça com a Colômbia, e também é uma saída para o Golfo da Venezuela, e daí para o Mar do Caribe. A ponte que atualmente faz o serviço de conexão entre os dois lados do lago é a Rafael Urdaneta, construída em 1962, que definitivamente não está preparada para responder aos desafios do futuro.

A subsidiária venezuelana da construtora Odebrecht enfrentou o problema de fazer as fundações para este grande projeto. A tarefa era cravar camisas metálicas de 1,8 metro de diâmetro 60 metros abaixo do solo. Isso num entorno de forte calor e extrema umidade. A condição geológica naquele lugar é de diferentes tipos de lama e rochas moles.

Para dar conta do serviço, a Odebrecht Venezuela adquiriu um martelo hidráulico tamanho gigante, o CGL 590 da fabricante inglesa BSP, máquina que foi importada da Inglaterra.

Trata-se de um dos maiores martelos do mundo, e o mais potente da marca britânica. Seu impacto máximo é de 584 kNm, produzindo uma força equivalente a 40 toneladas. Apesar de tanta força potencial, o martelo serve tanto para camisas metálicas como para estacas de concreto. Outra característica do CGL 590 é a tecnologia exclusiva da BSP que gera recirculação interna da pressão, aproveitando a força gerada para acumular uma pressão máxima de 290 bar por impacto. O mega martelo da BSP pode realizar até 32 impactos por minuto, o que somado à sua força excepcional resulta numa grande produtividade do equipamento.

O que é confirmado pela Odebrecht Venezuela, que após experimentá-lo primeiro como máquina alugada, acabou comprando o martelo para futuras iniciativas.

Perfuratrizes

No vasto campo dos equipamentos de perfuração, as perfuratrizes hidráulicas continuam sendo as mais usadas para a maioria dos serviços de fundação. O que se explica basicamente pela sua quase total versatilidade. Com poucas adaptações, estas máquinas podem trabalhar com todos os sistemas tradicionais, de trado mecanizado, martelo, balde e hélice contínua.

A aplicação de cada método varia de acordo com os diferentes tipos de solo a perfurar, razão pela qual esse tipo de perfuratriz é o que mais se vê nos canteiros de obra em fase de fundações.

Na América Latina, pouco a pouco vai surgindo um ator global no setor, que é a brasileira CZM. Há cinco anos, a tradicional marca de perfuratrizes abriu uma fábrica nos Estados Unidos, e agora colhe uma crescente fama internacional que lhe abre portas antes não imagináveis.

Mas antes ainda, uma decisão estratégica rendeu à CZM uma vantagem competitiva sem paralelo: um acordo exclusivo com a Caterpillar para que suas perfuratrizes se implementassem nas bases das escavadeiras do maior fabricante de equipamentos pesados do mundo. Obviamente, isso trouxe à CZM uma assistência técnica de alta qualidade e bem difundida por todo o mundo. Seus clientes agradecem o fato de que podem usar uma perfuratriz capaz de dar conta dos trabalhos mais difíceis sem complicações de manutenção ou de acesso a peças de reposição.

Histórica no Brasil, e recentemente bem estabelecida na América do Norte (mais de 70 máquinas vendidas em apenas cinco anos), a CZM acelera sua internacionalização fazendo novos acordos de distribuição. De acordo com a gerente comercial da empresa, Leandra Magalhães, a CZM já tem dealers até em lugares como Índia e Inglaterra.

Mas o momento é de conquistar a América Latina, e para isso se aproveita a vantagem da relação com a Caterpillar. “Fechamos acordo com a Madisa (dealer CAT) no México para distribuir nossos equipamentos. No primeiro trimestre de 2016 vamos enviar os dois primeiros equipamentos ao México, da nossa fábrica nos Estados Unidos. Também estamos negociando uma distribuição na Colômbia para o primeiro semestre. Para os mercados da Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia nosso distribuidor é a Rocasur. Para o Chile, Equador e Peru, nossa equipe no Brasil faz o atendimento direto”, afirma a executiva.

A grande aposta da CZM para seu novo movimento latino-americano é a perfuratriz EK60, lançada em 2015. Trata-se de um equipamento compacto e versátil, com diâmetro máximo de 1,5 metro e profundidade de 30 metros em aplicações de trado mecanizado. “A EK60 é a cara da América do Sul, porque é uma máquina muito avançada em termos de tecnologia, mas de porte intermediário, que atende a 90% das obras que utilizam trado mecanizado”, afirma ela.

De fato, o novo equipamento CZM tem dimensões de transporte muito compactas: 8.735 milímetros de comprimento (com o trado recolhido), e 3.490 milímetros de altura (das esteiras ao trado, também quando recolhido).

No caso deste novo produto, a CZM facilitou ainda mais a vida dos clientes ao possibilitar que a EK60 se acople tanto a modelos de escavadeiras Caterpillar como também a John Deere. “A EK60 pode estar numa Caterpillar 318 ou sobre uma John Deere 160. A primeira que vamos entregar na Argentina está montada sobre uma John Deere”, afirma a gerente comercial.

A flexibilidade parece ser a aposta de marketing da CZM. “Queremos dar ao cliente a possibilidade de escolher também de onde virá seu equipamento, seja de nossa fábrica no Brasil, seja da fábrica nos Estados Unidos”.

Telemática

O setor de fundações tem seus desenvolvimentos digitais, tal como os demais segmentos da indústria de equipamentos de construção.

A empresa Pile Dynamics é um exemplo, produzindo programas computacionais e equipamentos de controle remoto que auxiliam nas necessidades específicas de fundações. Ela lançou, nos últimos meses de 2015, duas novas importantes soluções para esta indústria.

No campo das medições de solo para testes de penetração, técnica que permite conhecer de antemão a energia necessária para realizar uma determinada perfuração e assim calibrar previamente o martelo, a Pile Dynamics renovou muito o método que em geral se usa.

O normal é que primeiro se escave um buraco e se penetre nele com um martelo de testes, conhecido como SPT, que grava os dados de velocidade e força ótimos para realizar esta operação repetidamente sem perdas de eficácia ou exagero de força que possa danificar o subsolo. O processamento dos dados passa por um pacote de sensores colocados na haste do martelo SPT.

A nova solução da Pile Dynamics é o que a empresa batizou de Smart Sensor, que automatiza o processo mediante a leitura imediata dos dados provenientes dos sensores e da haste de penetração.

Outra importante notícia da Pile Dynamics para os usuários de seus sistemas foi a atualização de seu software de simulação de estaqueamento, o GRLWEAP. Este sistema calcula a resistência do solo, a quantidade de impactos e o estresse gerado pela transferência de energia durante o processo de estaquear, nas mais distintas condições geológicas e com os mais diferentes equipamentos.

O GRLWEAP funciona com uma base de dados de quase 1.000 martelos. São estes dados que alimentam o software de maneira a possibilitar os cálculos. A fins de 2015, a empresa atualizou de maneira significativa essa base de dados, que agora não só provê dados de novos martelos como traz também novas funções e um sistema de apoio ao usuário mais bem elaborado.

A nova versão do software é o 2010-6, e sua licença é gratuita para quem já era usuário da versão anterior, o GRLWEAP-2010.

Soilmec no Canal do Panamá

A fabricante italiana de equipamentos de perfuração de solos e fundações profundas Soilmec vai deixar uma marca na história da expansão do Canal do Panamá, obra que deverá ser concluída este ano.

As tradicionais máquinas da marca estiveram presentes numa variedade de projetos associados com a ampliação, inclusive a principal delas: a construção de um terceiro conjunto de eclusas atravessando toda a via interoceânica.

Sua participação nas fundações do terceiro conjunto de eclusas foi fundamental. A Soilmec analisou aproximadamente 6 mil metros lineares de solo para determinar suas características geológicas. Quando chegou o momento de realizar as perfurações, nada menos do que 14 mil metros lineares de solo sofreram intervenção para estaquear e concretar as fundações das grandes comportas, mas também de pontes e outras estruturas.

Além das estacas, a Soilmec contribuiu para a construção de paredes diafragma que ajudaram a impermeabilizar a nova passagem de navios em ambos os lados do Canal. Os serviços exigiram os modelos SR-60, SR-70, R-825 e R-930. A empresa Trevi Cimentaciones y Consolidaciones, filial panamenha do grupo controlador da marca Soilmec, selou 9 mil metros quadrados de subsolo com sua pinça hidráulica tipo clamshell BH-8.

Além disso, a companhia participou com as perfuratrizes compactas SM-8 e SM-5 e as bombas de injeção GS1 e GI ET8 na construção de um acesso das novas eclusas no Pacífico ao Corte Culebra, uma via auxiliar. Este trabalho, encomendado pelo consórcio formado pela FCC, a ICA e a MECO, exigiu uma cimentação de subsolo (grouting) de 1,5 mil metros para impermeabilizar a nova via.

Em ainda outro serviço realizado pela Soilmec para a ampliação do Canal do Panamá, a Trevi Cimentaciones y Consolidaciones impermeabilizou a fundação da represa Borinquén, perfurando 37,5 mil metros lineares de solo e injetando 2,2 mil toneladas de cimento em duas linhas, com separação de três metros, também para isso utilizando micro perfuratrizes e bombas de injeção.

Liebherr lança perfuratriz LRB 355

A Liebherr apresentou em meados de 2015 seu mais novo modelo de perfuratriz multipropósito, a LRB 355.

A máquina trabalha com um sistema de kit intercambiável de ferramentas, oferecendo à operação uma mudança rápida entre, por exemplo, trado mecanizado e hélice contínua, e depois a uma torre para martelo hidráulico.

Outra novidade que foi apresentada pelo fabricante alemão em sua nova perfuratriz é uma plataforma de elevação, que é opcional, para que o acesso ao tambor giratório e à ponta da torre seja mais simples, de maneira a economizar o tempo da empreiteira ao trocar os acessórios de perfuração.

A Liebherr também destaca que as esteiras da base do novo equipamento são as maiores em sua categoria. A LRB 355 pode ir com duas configurações, e sua altura máxima é de 33,5 metros, e o peso máximo de 100 toneladas.

Por fim, a perfuratriz lançamento da Liebherr tem um tambor rotatório BAT que oferece torque de 450 kNm, que é movido por um motor de 600 kW, que opcionalmente pode ser substituído por um de 750 kW.

Bauer renova sua ValueLine de perfuratrizes

São famosas as perfuratrizes Bauer em todo o mundo da construção, o que se explica por sua tradição de qualidade e precisão. Baseando-se na confiança que lhe é outorgada pelo mercado, a empresa anunciou em dezembro de 2015 uma reorganização da sua linha de perfuratrizes de médio porte ValueLine.

A ValueLine da Bauer se caracteriza por apresentar equipamentos otimizados para a perfuração com trado mecanizado, ou seja, para construção de fundações do tipo estaca escavada, com camisas metálicas e concretagem.

A partir de 2016, a Bauer resume sua linha de perfuratrizes ValueLine de médio porte a dois equipamentos: a BG 26 e a BG 30. Ambas as máquinas são capazes de escavar fundações de até 2,5 metros de diâmetro e até 70 metros de profundidade. A diferença entre os modelos é basicamente o tamanho, o que implica que todos os componentes são intercambiáveis entre eles.

“Ainda que tenhamos limitado nosso leque de produtos a duas máquinas em bases de médio porte, isso de nenhuma maneira implica que haverá um gap em nosso catálogo. Estamos meramente substituindo máquinas que são similares entre si por outras estreitamente relacionadas”, afirma Bruno Unger, gerente da ValueLine da Bauer.

As novas perfuratrizes Bauer BG 26 e BG 30 vêm equipadas com motor CAT 9.3 de 298 kilowatts. De acordo com a companhia, medições feitas no período de testes mostraram economias de combustível de até 30% em relação aos modelos anteriores da marca.

Uma mudança simples faz parte do projeto dos novos modelos da Bauer: uma pequena escada de acesso ao topo da estrutura da base, próxima à cabine, pode ser recolhida e assim formar uma cerca de proteção para situações de manutenção, troca de peças e montagem do equipamento. A Bauer afirma que essa é uma ideia única em todo o segmento de perfuratrizes e representa uma mudança positiva no quesito de segurança de operadores e mecânicos, prevenindo possíveis acidentes

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