Revisamos as mais recientes novidades do setor de formas para concretagem de estruturas.

Ulma

Uma combinação de sistemas da Ulma garantiu um balanço sucessivo exitoso na construção do viaduto Interlomas, no México.

Fazer os moldes para concretagem é uma das mais interessantes áreas da construção. A fascinação que exercem os sistemas de formas tem sua explicação: eles possibilitam que o povo local possa acompanhar o progresso de uma obra que, meses depois, estará utilizando em suas vidas cotidianas.

Mas a beleza e as expectativas que despertam os sistemas de molde não podem ser sua principal característica. Trata-se, sobretudo, de reconhecer suas capacidades técnicas para entregar estruturas complexas, seguras e eficientes.

Novidades

A austríaca DOKA é uma das mais destacadas empresas deste setor. Sua regularidade no lançamento de novidades e novas tecnologias lhe garante uma participação de mercado que não seria exagero considerar como de escala global.

Recentemente, por exemplo a DOKA lançou um sistema que promete algo que vai trazer eficiência e produtividade às atividades de concretagem. O sistema Concremote é um conjunto de sensores digitais conectados à internet, que são postos nos painéis de formas e que permitem fazer um acompanhamento do progresso do endurecimento do concreto em tempo real. Com suas medições periódicas enviadas diretamente ao dispositivo eletrônico do gestor da obra, o Concremote indica exatamente quando o concreto adquire a resistência desejada no projeto.

Assim, ao utilizar o sistema, a equipe da obra pode desformar o concreto tão logo quanto possível. De acordo com a DOKA, o sistema não demanda operadores específicos, bastaria instalar os sensores nas formas e ligá-los para que as medições sejam feitas imediatamente.

Muitas outras empresas também têm interessantes ofertas no setor de formas para grandes obras.

Uma delas é a espanhola Ulma, que recentemente contribuiu com um importante projeto rodoviário no México. Trata-se do Viaduto Interlomas, uma obra de 227 metros de comprimento que vai conectar o bairro residencial de Interlomas com a rodovia Naucalpan-Toluca.

Para ajudar a empreiteira responsável a cumprir o prazo da obra, a Ulma desenvolveu uma solução personalizada para este projeto. Combinando várias de suas soluções, mas principalmente usando o sistema Heavy Duty MK Shoring, a companhia pôde enfrentar os desafios apresentados pelo projeto.

Doka

O sistema de sensores Concremote, que permite controlar e agilizar o processo de desforma, é uma das novidades da DOKA.

O primeiro a fazer foi edificar os pilares de sustentação da ponte com seu sistema de formas tradicional Enkoform V-100, que foi capaz de estabelecer os 42 metros de estrutura vertical (cada um) em seções de painéis de cinco metros desde a extremidade ao centro.

Depois, veio o problema principal, solucionável apenas com um bom sistema de balanço sucessivo como o sistema MK Shoring. A espanhola construiu uma versão de seu carro de forma deslizante que permitia se adaptar às larguras variáveis do tabuleiro designadas no projeto. Os trechos mais estreitos eram de 3,4 metros, e os mais largos tinham 6,5 metros, justo encima dos pilares.

Esta adaptação foi de fundamental importância para completar o molde de 4 metros em cada seção da ponte que deveria se concretar.

Presença

Com filiais em sete países latino-americanos (Chile, Colômbia, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai), a também espanhola Alsina se tornou uma referência deste segmento da indústria da construção na região. Sua operação global alcança 17 países, chegando a participar, de acordo com a empresa, em mais de 3,5 mil obras por ano.

Alsina

O sistema Mesa Multiform, da Alsina, permitiu a construção deste estádio no Uruguai sem utilizar escoramentos individuais.

Um dos projetos mais importantes no Uruguai é o estádio multiuso Antel Arena, em Montevidéu. O projeto prevê um estádio adaptável tanto para esportes como para atividades culturais, com capacidade nominal para 10 mil pessoas, que deverá se caracterizar não apenas por um desenho arquitetônico de vanguarda, como também pela incorporação de tecnologias modernas a seus serviços.

Ali, a escolha da empreiteira foi pelo sistema Alsina Mesa Multiform, que está sendo responsável por dar molde a uma laje de 2.400 m2 do estádio, a uma altura de 4,6 metros.

De acordo com Germán Falco, gerente da Alsina Uruguai, o sistema Mesa Multiform foi a opção adotada porque “o cliente requeria um sistema que não utilizasse escoramentos individuais, dado que a altura é de 4,6 metros e necessitava um sistema seguro e estável, mas os sistemas com torres não lhes convenciam pela produtividade”.

Falco também conta que esta foi a primeira oportunidade em que se pôde usar o sistema de forma de lajes Alsina Mesa Multiform no Uruguai, implementando assim uma inovação à construção do país.

 

Peri celebra 10 anos do sistema Maximo

Lançado na edição de 2007 da Bauma, Alemanha, o sistema Máximo de formas de paredes de concreto se tornou um elemento crucial na oferta da Peri em todo o mundo. Hoje, o produto celebra seu décimo aniversário sem dar sinais de fraqueza.

Uma grande distinção do Maximo da Peri é que ele permite ajustar previamente a espessura da parede em construção, através de um sistema de fechamento das barras de fixação de painéis com medições pré-definidas. Com isso, se evita o uso de espaçadores, além de reduzir de maneira importante o número de pessoas envolvidas na operação.

Obviamente, a rapidez da operação de forma e desforma da parede de concreto será muito maior, pela menor quantidade de peças envolvidas e pela padronização da espessura que se queira produzir.

 

Metro Modular: economia com versatilidade

O sistema de formas para paredes, lajes e pilares de concreto da empresa brasileira Metro Modular vai ganhado espaços significativos no mercado do país, tudo devido à sua inovação conceitual: a radical modularidade das peças de forma.

Com painéis quadrados de 40cm X 40cm, e de outros tamanhos sempre múltiplos de 5, a empresa permite ao construtor ajustar como quiser o desenho de sua edificação, inclusive durante a execução.

Esta qualidade está chamando a atenção de construtores de residências de alto padrão, como é o caso da empresa Homem Leão, do estado do Paraná. Ali, a empresa edificou uma residência de 209 m2, com paredes de até 15 metros de largura.

Leandro Marodin, diretor da construtora, afirma que “se eu quero mudar o lugar de uma janela, ou fazer uma porta a mais do que estava no projeto, a Metro Modular me permite. Com outro sistema, a obra teria que parar por cerca de 40 dias até eu mandar fazer novas placas de ferro. O sistema me economizou dinheiro”.

Marodin também diz que o fato de que o sistema Metro Modular é locado aumenta a economia. “Com dois meses de locação dos equipamentos, eu consigo pagar cerca de 10% do que eu pagaria por um sistema tradicional para a mesma obra”, diz.