Uma das principais empresas de locação e engenharia do Brasil chega aos 65 anos com espirito de inovação.

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Com sua nova unidade de Business Intelligence, a Mills quer apoiar seus clientes desde antes das licitações, com ideias para aperfeiçoar projetos.

Em seus 65 anos de existência, celebrados em 2017, a Mills Estruturas e Serviços de Engenharia acumulou muitas conquistas. Se impôs como referência no mercado de locação do país, sendo responsável por massificar a utilização de plataformas de trabalho aéreo com segurança. Além disso, contribuiu com sua divisão de serviços de engenharia e moldes para concretagem em grandes obras da história do Brasil.

O avanço do tempo lhe coloca, entretanto, outros desafios. É com espírito renovador que seu atual CEO, Sergio Kariya, enfrenta a crise brasileira e o objetivo de fazer que a Mills cresça e mantenha a marca modernizadora que sempre lhe caracterizou.

Em entrevista à CLA, Kariya menciona algumas das mudanças corporativas que vem realizando, uma delas de caráter muito estratégico. Trata-se da criação de uma unidade de Business Intelligence.

De acordo com o executivo, o mercado brasileiro passa por uma alteração estrutural, que vai exigir mais respeito às normas. “Quando nosso cliente for contratado por governo ou concessionária, vai encontrar mais exigência em termos de compliance e eficiência. Por isso, queremos trabalhar com os clientes na fase das propostas, antes da licitação, para fazer com que seus projetos sejam mais competitivos. Hoje entramos na cadeia um pouco mais para frente. Queremos entrar antes”.

Sérgio Kariya se refere à necessidade permanente das empresas concessionárias de infraestrutura em antecipar o mais possível o momento de retorno de seus investimentos. “Quanto mais rápida for a obra, mais cedo chega o momento em que o projeto gera valor líquido. Nossa ideia é que, ajudando o cliente a pensar na execução, seja reduzida a mão de obra e se ganhe velocidade, o que vai lhe antecipar suas receitas e para nós vira uma parceria fiel”, diz ele. Esta seria a ideia que motiva a criação de uma unidade de inteligência de mercado: trabalhar melhor as forças da Mills para oferecer vantagem competitiva ao cliente.

Crise

Pode-se pensar que de nada servem novas estratégias se a economia continua deprimida. Mas, ainda que Kariya note alguma tímida recuperação no Brasil (“há um mês e meio que o número de máquinas enviadas para obras é maior do que o de retornos”), a questão é preparar a Mills para quando tudo finalmente retomar.

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Uma reconfiguração do seu mix de produtos para locação levará a empresa aos mercados de acesso aéreo fora da construção, onde tem forte presença.

Neste sentido, o que se está fazendo na divisão de locação de plataformas de acesso é exemplar. “Continuamos vendendo parte da frota, mas também estamos comprando. Queremos diminuir a altura da frota para atender mercados de não construção, como indústrias e logística. Acreditamos que com este novo mix de produtos da rental, a empresa poderá ser mais versátil e lucrativa”, afirma.

Além disso, a Mills unificou as divisões de Edificações e de Infraestrutura sob o nome de Construção. Com isto, a empresa mantém sua operação nacional com 30 endereços de rental e capacidades de operação em serviços de engenharia, mas com a fusão das divisões se baixou de 17 para sete o número de centros operacionais de armazenamento e manutenção de equipamentos.

Tudo para contornar uma crise econômica que parece ter deixado seu pior momento para trás. “Conseguimos um discreto aumento nos preços, temos uma demanda que pouco a pouco se recupera e um novo mix de produtos. Isto me leva a estar ligeiramente otimista”, diz Sérgio Kariya.

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