A aposta da Volvo é um modelo de zero acidentes, zero desperdício de tempo, zero emissões e 10 vezes mais produtividade. 

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Durante a última edição da Volvo Ocean Race, a companhia sueca realizou uma interessante apresentação da sua visão “3 Zeros 10X”, na parada na cidade de Newport, no estado americano de Rhode Island. A companhia tem trabalhado ativamente em prol dos seus objetivos de zero acidentes, zero desperdício de tempo, zero emissões e maior produtividade.

Zero acidentes

A visão da Volvo é alcançar uma operação sem acidentes envolvendo os equipamentos da marca. Uma das formas de conquistar isto é evitar a presença humana nas fábricas por meio da automatização e da operação remota. Para isto, a companhia sueca está trabalhando em parceria com a mineradora Boliden, empresa que também tem em seus objetivos estratégicos apresentar zero acidentes e não ter exposição humana nas frentes de produção até 2030.

As duas empresas estão testando em conjunto uma carregadeira compacta L880H que trabalha a 500 metros abaixo do nível onde está o operador. A máquina possui seis câmeras, sensores de movimento e protótipos de luzes LED. A ideia é que o equipamento seja capaz de carregar minério nos caminhões, transportar o material até áreas de armazenamento e circular em um ambiente de produção.

Erik Uhlin, project manager engineering da Volvo CE, diz que os testes indicam que a tecnologia é comercialmente viável, beneficia a automatização, reduz o abuso não intencional dos equipamentos e poderia acelerar a introdução de caminhões autônomos, entre outros.

Zero tempo perdido

A Volvo CE quer ter uma abordagem proativa na manutenção dos equipamentos e, como parte disto, está o uso da telemática. “Os clientes buscam uma melhor forma de aproveitar a telemática, por entenderem que o seu uso melhora o desempenho do maquinário, mas o que é difícil para eles é ter o tempo e os recursos necessários pela telemática tradicional para a interpretação de grandes quantidades de dados”, explica Dave Adams, product sales manager, Sales Region Americas, Volvo CE.

A solução da empresa para este conflito é o ActiveCare Direct, serviço que reduz o trabalho de classificação de vastas quantidades de dados e proporciona uma análise detalhada, atém de entregar recomendações práticas ao cliente. Atualmente, o serviço está disponível apenas na América do Norte, mas, de acordo com Stephen Roy, president, sales region Americas, Volvo CE, em breve ele pode chegar por aqui. “Vamos aplicar o sistema no Brasil até o final do ano e, em 2019, no restante da América Latina”, adianta o executivo.

Zero emissões

A tecnologia de mobilidade elétrica está crescendo rapidamente e as regulamentações seguem o caminho da redução de emissões e, por isso, não há surpresa no esforço da Volvo CE neste assunto. “Temos que estar junto de nossos clientes e distribuidores, preparados”. adverte Scott Young, director electromobility.

O executivo se refere à experiência de trabalho com a empresa Waste Management, que conta com uma ampla frota de equipamentos e, segundo o seu diretor sênior de Equipamentos Pesados, John Meese, “sempre estamos buscando tecnologias emergentes para melhorar a nossa produtividade”.

A Volvo colocou à prova a sua pá-carregadeira de rodas híbrida LX1, que conquistou uma maior eficiência média, de cerca de 50%, no consumo de combustível.

Em termos de equipamentos elétricos, a Volvo já lançou o segundo protótipo de escavadeira elétrica, a EX2, que opera com duas baterias de íons de lítio com total de 38 KWh e armazena energia suficiente para a operação intensa da máquina por oito horas. Também está em segunda versão o protótipo de carregador elétrico, HX2, equipamento que chega a uma redução de emissões contaminantes de 95%. Vale destacar que ambas as máquinas ainda são protótipos e não há uma data prevista para lançamento comercial.

10x

electric site

Na melhoria de eficiência da operação, a Volvo CE tem muito a contar graças ao seu experimento “eletric site”, realizado em uma pedreira da construtora Skanska. Ali, a Volvo conseguiu desenvolver uma nova forma de trabalho que combina máquinas inteligentes, automatização e mobilidade elétrica.

O projeto tem como objetivo eletrificar uma etapa de transportes em uma pedreira, começando na escavação, passando pela trituração primária e indo até o transporte para a trituração secundária. Isto implica desenvolver novas máquinas, métodos de trabalho e sistemas de gestão de canteiros.

Um papel fundamental do projeto é realizado pela carregadeira autônoma HX2, protótipo que compartilha tecnologias e componentes com o antecessor HX1, mas possui um novo trem motriz e um sistema de visão que permite a máquina detectar humanos e obstáculos ao redor. Atém do HX2, outras máquinas que compõem o sistema de canteiro elétrico são um protótipo de carregadora compacta híbrida elétrica e uma escavadeira conectada à rede elétrica.