A SmartEquip busca melhorar a gestão da sua frota e oferecer mais eficiência.

A manutenção dos equipamentos é um fator essencial quando se busca eficiência e produtividade, mas também é uma tarefa complexa e que pode ser altamente ineficiente se não se conta com a expertise necessária. Nesse contexto é que, há 18 anos, foi criada a SmartEquip, oferecendo um serviço especialmente dedicado às empresas de locação e manutenção de frotas.

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Fernando Piñera

CLA conversou com Fernando Pinera, CEO da SmartEquip, e Jose Protko, vice-presidente de desenvolvimento de novos negócios, que estão vendo na América Latina opções de crescimento para o seu modelo.

Quais são os seus principais serviços?

A SmartEquip oferece vários benefícios relacionados com a eficiência. Pode-se reduzir o tempo de procura por peças de reposição em até 90%, isso foi comprovado por vários estudos realizados, não por nós, mas por clientes nossos. Ao poder identificar peças de reposição de maneira mais rápida e precisa, eliminam-se quase que completamente os erros na parte administrativa das ordens de compra e faturamento, e o técnico volta mais rápido ao seu trabalho real de conserto, o que incrementa sua produtividade e aumenta o número de máquinas disponíveis para trabalhar, alugar e vender.

Poderíamos dizer que o serviço da SmartEquip é melhorar a eficiência na sua oficina, no processo administrativo de peças de reposição e na rentabilidade da sua frota.

Como foi o desenvolvimento da empresa?

O crescimento da SmartEquip, desde a sua fundação em 2000, tem sido positivo já que as empresas percebem que existe uma relação direta entre a SmartEquip e a redução de tempo ocioso, refletindo-se na rentabilidade. Hoje a companhia está operando em mais de 65% das empresas mais importantes do ramo de locação, as quais estão se beneficiando de ter integrado nosso sistema aos seus processos de oficina e abastecimento.

Onde vocês estão presentes?

A SmartEquip tem sua sede em Norwalk, Estados Unidos, e está presente nas principais empresas de locação dos EUA, Canadá e Europa. Recentemente começamos a entrar na América Latina, mas várias empresas já nos procuraram e vemos que o interesse é crescente na região.

Há diferenças entre os mercados?

Há diferenças, mas são principalmente na cultura, idioma e regras comerciais, porém não no que diz respeito à melhoria de processos. Os desafios relacionados a maquinário, sua manutenção e reparo, são universais.

Agora, o que estamos vendo de forma geral nos mercados maduros e em desenvolvimento é que os fabricantes e distribuidores estão se desgastando muito num jogo de “soma zero”: ou ganha um, ou ganha o outro. E, por outro lado, que a aposta de que o equipamento poderá ser vendido por um preço determinado no mercado de usados também é um risco, as margens não são garantidas.

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José Protko

É neste cenário que os donos de frota estão focando cada vez mais no uso de tecnologia como da SmartEquip, para ter o controle dos custos associados com seus processos operacionais e, dessa maneira, incrementar a rentabilidade.

Nos interessa muito a questão de poder servir ao mercado de maquinário fornecendo este controle de processos da oficina. A SmartEquip oferece acesso a mais de 350 fabricantes em rede, de um só local.

Quais as expectativas para a América Latina?

Temos expectativas muito boas para a América Latina e outros países em desenvolvimento, sobretudo considerando o fenômeno de “leap-frogging”, em que os países emergentes tendem a ter uma taxa de adoção mais rápida em assuntos de tecnologia, ainda mais rápida do que em países desenvolvidos.

Isso acontece devido a vários fatores, como por exemplo: 1) A informação dos benefícios da tecnologia se difunde de maneira muito mais rápida; 2) em países em desenvolvimento são mais notáveis as lacunas e geralmente são mais baixas as barreiras de entrada; 3) a tecnologia não é complicada de se implementar e isso reduz o tempo de adoção.