Valor seria o ideal para fazer país resolver seu déficit de infraestrutura em dez anos. 

Javier Hurtado

Diante do ministro de Obras Públicas do novo governo chileno, Juan Andrés Fontaine, e vários representantes dos setores público e privado, a Câmara Chilena da Construção (CChC) divulgou seu informe “Infraestrutura Crítica para o Desenvolvimento 2018-2027”, no qual analisa em detalhes as necessidades de infraestrutura do país. A câmara calcula em US$ 175,5 bilhões o investimento necessário para materializar o desenvolvimento chileno em dez anos.

O informe é uma publicação bienal que começou no ano de 2002, e que se constitui como um esforço da associação para apoiar as políticas públicas de infraestrutura em seu país.

Cada capítulo do estudo é elaborado por consultores externos em conjunto com a Gerência de Estudos da CChC, a fim de gerar uma visão transversal sobre os seguintes setores analisados: Infraestrutura básica (recursos hídricos, energia e telecomunicações), Infraestrutura produtiva (vias interurbanas e urbanas, aeroportos, portos, ferrovias e logística), e Infraestrutura social (espaços públicos, hospitais, penitenciárias, educação e adaptação a desastres naturais).

“A infraestrutura é essencial para o desenvolvimento sustentável do país. E precisamente por isso é que fazemos o estudo, para identificar os desafios que temos nesta matéria de modo a orientar as decisões de investimento que assegurem que a infraestrutura não seja uma trava, e sim um motor para o desenvolvimento social e econômico”, afirmou Patricio Donoso, presidente da CChC.

Por sua vez, o gerente de estudos da câmara, Javier Hurtado, afirmou que “do total do investimento requerido para o período, quase um terço deve ser provido pelo setor privado e o outo terço mediante um trabalho colaborativo entre o setor público e o privado. Sem esta aliança, muito da infraestrutura de que as pessoas necessitam simplesmente não se poderá fazer”.