Em parceria com a Rússia, vai construir uma instalação em El Alto, próximo a La Paz. 

CENTRO NUCLEAR BOLIVIA

A Bolívia planeja instalar na cidade de El Alto, vizinha de La Paz, um centro de pesquisas nucleares, “destinado especificamente à aplicação de tecnologias para programas de saúde e desenvolvimento agrícola, entre outros”, segundo afirmou o embaixador da Rússia na Bolívia, Vladimir Sprinchán, em comunicado da agência estatal ABI.

“O centro contará com um reator experimental polivalente baseado em um instrumento de água a pressão com uma potência nominal de 200 kilowatts, um centro de tratamento com raios gamma, um cíclotron radiofarmacológico adaptado para os estudos médios e vários laboratórios”, afirmou Evgueni Pakermanov, presidente da empresa russa Rosatom Overseas, que está encarregada do projeto.

A obra, que custará mais de US$ 300 milhões, foi negociada nos últimos três anos pelo presidente da Bolívia diretamente. Evo Morales finalmente escolheu a empresa russa em outubro do ano passado, estipulando que as operações comecem no final de 2019. Os trabalhos de obra civil começarão já no mês que vem. “É um centro de pesquisa com um reator muito pequeno, não necessita muita água. O combustível será introduzido no reator uma vez em 18 anos, e o lixo vai para uma planta de industrialização para que não contamine”, explicou o embaixador russo.

O centro de pesquisas será o único deste tipo no mundo situado a uma altitude de mais de 4 mil metros acima do nível do mar. “Ele abrirá caminho para a Bolívia fazer uso de tecnologias atômicas na ciência, medicina, geologia, agricultura e outros campos”, disse Pakermanov à imprensa boliviana.