A companhia prevê expandir suas operações no México em 2018.

Apesar dos casos de corrupção nos quais se envolveu a construtora Odebrecht, a holding Braskem Idesa, liderada por Stefan Lepecki, diretor geral da aliança entre a brasileira e a mexicana Grupo Idesa, disse que não está comprometida e prevê expandir suas operações no México em 2018.

Braskem idesa

Na entrevista a um jornal mexicano, o executivo destacou que se realizaram as auditorias necessárias e se encontrou que a operação no México, assim como o contrato que tem com a petroleira Pemex para comprar etileno, são completamente legais.

Em julho, a Bloomberg relatou que a Pemex contratou um escritório de advocacia independente para revisar os contratos da companhia com a Odebrecht e sua filial de petroquímica Braskem, ao mesmo tempo em que o governo dos EUA investigava estas companhias. A construtora brasileira e suas subsidiárias são investigadas pela Securities Exchange Comission e pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, por possíveis casos de corrupção em vários países onde operam, incluindo-se o México, onde a Pemex apresentou em janeiro passado uma denúncia ante a procuradoria por “possíveis atos de corrupção”. No dia 11 de dezembro, a Odebrecht foi inabilitada por quatro anos a contratar com o governo mexicano e seus departamentos.

Em 2012, a Braskem participou com a Idesa na construção da planta Etileno XXI em Veracruz, e na reforma da refinaria Miguel Hidalgo em 2013. Neste último projeto, a Pemex extinguiu o contrato por incumprimento das obrigações da Odebrecht. A companhia tem 40% do mercado de polietileno do México, conta com 150 clientes e exporta para 44 países. Além disso, para 2018 espera incrementar estes números. “Temos grande confiança no México, por isso investimos US$ 5 bilhões”, disse o executivo.