Primeira siderúrgica da Bolívia avança

By Gabriel Lira27 September 2019

el mutun

Maquete de El Mutun

“Estamos dentro do cronograma, os prazos estão sendo cumpridos. Há um avanço físico de aproximadamente 30% e até agora se desembolsaram US$ 150 milhões”, disse à imprensa boliviana o presidente da Empresa Siderúrgica Mutún (ESM), Jesús Lara, primeiro projeto siderúrgico da Bolívia, que deverá entrar em produção no ano de 2022.

A ESM é a estatal responsável pelo projeto que foi contratado à empresa Sinosteel, para desenvolvimento minerador e siderúrgico da jazida próxima à fronteira com o Brasil. O local conta com reservas de minério de ferro de 40 bilhões de toneladas.

Lara também anunciou que a Sinosteel já começou a construir as fundações da planta concentradora da jazida. Já começou também a fase inicial da obra de um aqueduto de 120 km desde o rio Paraguai, razão pela qual está importando maquinário especializado. O executivo da estatal informou que as obras devem estar prontas em 2021.

A produção de aço usando gás natural como fonte energética terá uma capacidade de produção anual de 194 mil toneladas de laminados para o mercado local. Estimativas dão conta de que o país poderá passar a produzir 450 mil toneladas ano de laminados no médio prazo.

O Eximbank da China financia o projeto, com crédito de US$ 396 milhões. O restante do projeto é financiado pelo governo boliviano.