Cristián Galaz, vicepresidente da Manitowoc para América do Sul, expõe moderadas expectativas sobre a região.

C Galaz Junio 2018

Cristián Galaz, vicepresidente da Manitowoc para América do Sul.

Os últimos anos têm sido especialmente desafiadores para a indústria de guindastes na América do Sul, com uma queda intensa e mais prolongada que em ciclos anteriores. No entanto, a região começa a mostrar sinais de recuperação na visão de Cristián Galaz, vicepresidente da Manitowoc para América do Sul.

Como você vê o mercado atualmente?

 

Entre o final de 2017 e o início deste ano, foi possível notar uma leve melhora no rendimento da indústria sul-americana. Vemos mais estabilidade política e o preço das commodities melhorou, sustentando valores que tornam interessantes novas explorações e o desenvolvimento de novos projetos. Com estes fatores, acredito que devemos começar a experimentar um leve, mas contínuo, crescimento nos próximos meses.

Infelizmente não se percebe o mesmo fenômeno no Brasil, o mais importante mercado da região.

O que acontece em particular com o Brasil?

Ainda não somos capazes de ver uma recuperação no mesmo período como no resto da região, e a minha opinião pessoal é que o Brasil voltará a crescer apenas em 2021. A boa notícia é que, mesmo com uma recuperação lenta, um vislumbre dela já significa importantes retornos, dado o tamanho do mercado brasileiro.

Mas isso significa que o Brasil atingiu o fundo do poço?

Há opiniões diversas…, mas eu diria que o pior já passou, mesmo que hoje ainda haja muitas variáveis incógnitas que não me permitem ser mais preciso.

Como a companhia enfrentou o período de recessão?

Seguimos com a estratégia de servir todo o mercado, principalmente de forma direta. Na compra de um bem de capital, muitos clientes valorizam tratar diretamente com o fabricante e é por isso que mantemos as nossas equipes ativas nos diversos países da região.

Na prestação de serviços técnicos, mantivemos uma estreita relação com nossas assistências autorizadas, que contam com todo o respaldo técnico e logístico da Manitowoc.

E qual é a estratégia para o futuro?

Principalmente manter o valor agregado que a Manitowoc oferece, com o desenvolvimento de novos produtos, um serviço técnico rápido e eficiente, uma relação direta com o fabricante e a oferta de programas de financiamento customizado para cada cliente, entre outros.

Há novidades a respeito de Passo Fundo?

As ações tomadas em Passo Fundo (RS) estão alinhadas com a reestruturação global da empresa em suas fábricas, que tem como objetivo a realocação da nossa produção e a maximização da capacidade de fabricação.

Que novos lançamentos é possível destacar?

Grove-GMK5250L

Grove-GMK5250L

Nosso foco principal é escutar o mercado e desenvolver novos produtos em função destas necessidades. Nos últimos anos, esta prática fomentou a criação de uma variedade importante de novos produtos. Em relação a nossa região, as novidades mais significativas são:

O guindaste para terrenos difíceis GRT655, um desenvolvimento muito recente. A primeira exportação para a América Latina chega para o Peru, como ponta de lança desta nova linha.

Outro produto é o guindaste sobre esteira MLC300, equipamento que pode fazer o trabalho de um guindaste da categoria 400 toneladas. O primeiro a ser exportado para fora dos Estados Unidos vai para o Chile, adquirido pela Sigdo Koppers.

Por último, o todo terreno GMK5250L é um equipamento de cinco eixos que desafia o rendimento de qualquer um de seis eixos, e já teve várias unidades vendidas na região.