O consórcio deve devolver adiantamentos de pagamentos realizados pela ACP.

O consórcio Grupo Unidos pelo Canal (GUPC), conglomerado liderado pela espanhola Sacyr, junto com a Salini Impregilo da Itália, Jan De Nul da Bélgica e a Construtora Urbana do Panamá, deve pagar US$547,96 milhões à Autoridade do Canal do Panamá (ACP), segundo a decisão da Câmera Internacional de Comercio de Miami, responsável pela arbitragem na disputa entre a ACP e a GUPC, responsável pala construção do terceiro jogo de eclusas do Canal. As duas entidades tiveram discordâncias sobre o excesso de custos para a construção das eclusas, em 2016.

“O GUPC respeita o laudo arbitral que nos obriga a devolver os pagamentos adiantados (junho de 2018), e que não afeta os outros processos arbitrais em curso em relação ao fundo das reclamações”, assinalou a Sacyr em comunicado. “Estes pagamentos adiantados pela Autoridade do Canal do Panamá (ACP) e que o GUPC deve devolver agora, foram recebidos durante o início das obras, em 2009, no valor de US$547,96 milhões por custos de movimentos e instalação de plantas”, agrega a informação.