As empresas fornecedoras do setor planejam incrementar seus investimentos entre 2,5% e 5% durante 2018.

Cementera peruana

Apesar de que a construção acaba de começar a recuperar-se no mercado peruano, as cimenteiras, siderúrgicas e fabricantes de cerâmica são os fornecedores que mais têm investido na indústria, e vão continuar nessa tendência, comentou em entrevista a um meio de comunicação latino-americano, Gerard Ford, presidente do comitê geral de Fornecedores de Bens e Serviços da Construção de Capeco.

Para 2018, as empresas fornecedoras do setor planejam incrementar seus investimentos entre 2,5% e 5%, em meio de um clima de mais otimismo e de melhores indicadores nos últimos meses do ano, comentou. “Também há preferência por produtos mais sustentáveis que permitam ao usuário economizar energia e água sem gastar a mais, e esse é o caminho que a indústria está tomando, desenvolvendo novas linhas”, disse o executivo.

O mercado de materiais e acabados de construção estaria este ano próximo ao de 2016, cerca de US$ 6 bilhões, e para 2018 poderia crescer ao redor de 5%. O resultado seria fruto da gradual recuperação na construção de moradias, trabalhos de reconstrução no norte do país, um gasto público maior em infraestrutura e mais exportações.

Na atualidade, 87% dos produtos que são ofertados no mercado, são produzidos no Peru, o resto exporta-se da Ásia, más também da América do Sul, EE.UU e México, publicou o jornal Gestión.

Por sua parte, a exportações de materiais vem crescendo 1,4% ao ano e representa 6% da venda total. Barras de ferro, cimento Portland e material para andaimes, são os principais envios ao exterior. Para Gerard Ford, esse desenvolvimento dependerá de aproveitar os mercados próximos como a Bolívia, Colômbia, Chile e Equador, más também de incrementar os envios à América do Norte e a América Central. Para crescer em envios, disse, devemos ter uma infraestrutura portuária e caminhos sólidos, que não gerem sobre custos.